Categoria: imagem

  • Arendt e educação

    Preparando a aula de amanhã sobre Hannah Arendt – A Crise da Educação.

    Muitas coisas pra pensar e sentir neste momento.

    daqui de casa
    daqui de casa

     

    Fragmentos do texto:

    “O mundo, visto que feito por mortais, se desgasta, e, dado que seus habitantes mudam continuamente, corre o risco de tornar-se mortal como eles. Para preservar o mundo contra a mortalidade de seus criadores e habitantes, ele deve ser continuamente, posto em ordem”.

    “Exatamente em benefício daquilo que é novo e revolucionário em cada criança é que a educação precisa ser conservadora; ela deve preservar essa novidade e introduzi-la como algo novo em um mundo velho, que, por mais revolucionário que possa ser em suas ações, é sempre, do ponto de vista da geração seguinte, obsoleto e rente à destruição.” (p.243).

    A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum (p.247).

  • Alerta: censura e ameaça a trabalho fotográfico

    Foto: Antonio Brasiliano
    Foto: Antonio Brasiliano

     

     

    Fiquei muito preocupado com a notícia de que uma imagem do colega fotógrafo Antonio Brasiliano havia sido retirada de uma exposição por supostas ameaças de policiais. [Veja reportagem]

    Quando vi a imagem fiquei ainda mais chocado. Conheço bem esta e outras imagens feitas pelo Antonio na mesma época. Excelentes registros das lutas dos movimentos de moradia do centro de São Paulo e de um período de articulações entre diversos coletivos de artistas junto a esses movimentos. Ação que ficou mais visível na ocupação do edifício Prestes Maia, que está novamente ocupado após uma vergonhosa reintegração de posse.

    Em outro momento, esta mesma imagem integrou uma exposição fotográfica que fizemos e que foi selecionada para exibição no Encontro Anual da ANPOCS – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais; sendo também selecionada para a Revista DiverCidade, publicação eletrônica do Centro de Estudos da Metrópole do Cebrap. [Veja o Ensaio Aqui].

    Será que de lá para cá (de 2006 para 2013) a situação ficou ainda pior e a repressão ganhou novos e mais amplos contornos?

     

  • Amarildo: a força do meme e as novas alianças políticas

    Alguma coisa se rompeu nos últimos meses. Reconfigurações da política, da própria partilha do mundo, distribuindo corpos, idéias e sentimentos de uma forma diferente no espaço social. Por hora, só vemos as fagulhas.

    Amarildo desapareu há poucos dias. Quantos Amarildos “desaparecem” todos os dias? Quantos Amarildos terão que “desaparecer” para que tenhamos outra polícia? Noutro momento, talvez o caso não teria a mesma repercussão. Hoje, a desmilitarização da polícia brasileira é amplamente reivindicada com um passo necessário em direção a uma melhor democracia.

    Algo de novo aconteceu. Amarildo está em toda parte. Um meme nas redes digitais, transbordamentos trans-classes, morro-asfalto-ciberespaço. Todos somos Amarildo!

     

  • A caverna e suas sombras

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    Leões na Caverna de Chauvet – fonte: http://www.vortexcultural.com.br/images/2013/01/a-caverna-dos-sonhos-esquecidos.jpg

     

    ***

    Depois de assistir ao belo filme de Herzog – A caverna dos sonhos esquecidos – segui-se uma ótima discussão entre os amigos. Que relações podíamos estabelecer entre os diversos níveis e tipos de discurso (científico, artístico, visual, sonoro) colocados em operação pelo diretor? Há muitos caminhos. Um que me inquietou poderia ser resumido neste denso parágrafo:

    Quando as potências da imaginação encontra as capacidades renovadas da representação imagética das tecnologias simulacionais sem, no entanto, interrogar a constituição política da linguagem visual específica ao dispositivo técnico que lhe dá existência sensível; o real, o imaginário, o virtual e o atual ameaçam colapsar num signo que se quer verdadeiro e totalitário; o passado, o presente e o futuro, torna-se-iam também um contínuo coerente em que a possibilidade de interrogar o presente e se imaginar outros mundos possíveis conflita com o futuro simulado e legitimado tecnicamente e cientificamente como expressão do real e verdadeiro.

  • Geografias políticas e suas imagens

    Em movimento, o peão boiadeiro conduzindo o gado pela paisagem pantaneira, estradas de terra, poeira e vegetação. Memórias e sensações de imensidão, o idílico sempre atualizado. Deslocamento para a frente, indo para algum lugar, estão de partida. No alto, um avião que chega ou que está decolando, atravessando densas nuvens carregadas de cobiçada umidade da região. Na mesma cena, a imagem que constrói uma nova geografia pacificada, higienizada do conflito real entre mundos distintos.

    Imagem 1: fotografia de uma painel exposto no interior de um restaurante no aeroporto de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 2012.

    Imagem 2:  ao sul de Campo Grande, na cidade de Dourados, uma manifestação indígena denunciava a situação de violência no campo.

  • Imagens – ato pela permanência da Unifesp no Pimentas

     

    Seguem algumas imagens do ato realizado na EFLCH, sexta-feira 24 de agosto de 2012.

    Estavam presentes estudantes, técnicos e professores da Unifesp, jovens de cursinhos populares do bairro, lideranças da comunidade, professores e diretores de escolas públicas da região e também políticos de Guarulhos (vereador e deputado). Cerca de 200 pessoas acompanharam as apresentações culturais e as intervenções públicas dos diversos atores que lá estavam.

  • Unifesp e Ufabc: ato na Bovespa

    Ato dos Professores em Greve da Unifesp e Ufabc diante da Bovespa – 12 de junho de 2012

     

  • Impressões do Ato pela EFLCH

    Gostaria de parabenizar e agradecer a todos os professores e professoras que estiveram presentes ontem no Campus e no Ato e também aos alunos e funcionários. Foram momentos muito tensos e marcantes mas que culminaram num Ato bem sucedido e sem incidentes  desagradáveis. Bem verdade que a situação navegou num limiar muito difícil, mas graças ao empenho de todos que zelaram pela organização do ato e pelo controle dos ânimos, conseguimos garantir o direito de voz e opinião a absolutamente todas as pessoas, inclusive daqueles que tentaram impedir a realização do ato.

    Fiquei muito feliz em compartilhar com vocês este dia que foi, para mim, um momento de refundação da nossa Escola e de sua comunidade  política. No exercício de nossas atividades profissionais, sinto que o engajamento e a energia que depositamos na construção de nossa  escola, em especial neste momento de crise, vai muito além do que poderiam ser as atribuições funcionais de cada um. É neste  transbordamento, nesta dedicação imensurável, que vejo a riqueza de nossas relações e que constrõem, de fato, as instituições que queremos.

  • Imaginando a rede

    Trabalho “Educazione” do coletivo Superstudio, realizado entre 1972-1973, em exibição na Bienal de São Paulo, 2010.


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    No canto inferior direito desta imagem há um pequeno texto sobre a situação imaginada. Segue abaixo cópia do texto:

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