Categoria: extensão

  • Edital seleção bolsista extensão para o Podcast Radio Terrana

    Edital seleção bolsista extensão para o Podcast Radio Terrana

    Seleção de Bolsista para o Pimentalab

    Projeto: Podcast – Retomadas: ciências terranas, tecnopolíticas e fabulações

    Resumo

    O desejo do Retomadas, como áudio-universidade aberta, é fazer emergir um espaço de experimentação sonora para uma ciência de retomada que convoque histórias para adiar o fim do mundo e que nos permitam escapar das escolhas infernais que querem nos convencer a todo tempo de que “não há alternativas”. Retomada é um termo que se refere às práticas políticas indígenas de recuperar uma terra que lhes foi roubada, mas o termo se expande aqui como práticas de reativação e experimentação de um modo de vida e de saberes coletivos. Essa caracterização da retomada se conecta com o que Bruno Latour também escreveu recentemente que a “nova universalidade consiste em sentir que o solo está cedendo” e que agora, mais do que nunca, é tempo de “descobrir em comum que terra é habitável e com quem compartilhá-la”, por isso, apostamos numa proposta de efetivar uma ciência de retomada entre cientistas e amadores comprometidos com uma vida possível na Terra. Donna Haraway, filósofa da ciência, tem insistido no fato de que “explicações de um mundo real não dependem da lógica da descoberta, mas de uma relação social de conversa carregada de poder”. Ela nos convida a praticar uma ciência fabulativa que seja também uma forma de dizer “que não fomos derrotados, que não iremos embora. E contar histórias é uma das nossas capacidades mais preciosas”. Também Aílton Krenak vem afirmando que é preciso adiar o fim do mundo “para contar mais histórias”. Nossa trama desenvolve-se a partir de um roteiro de investigação sobre os saberes e práticas existentes que precisamos convocar para a construção de formas de vida que apontem para possíveis futuros de transição societal, uma atenção ao mundo vivo e às conspirações dos viventes.

    A produção de cada episódio envolve um trabalho de pesquisa sobre o tema que será abordado; coleta e organização de materiais que irão subsidiar a preparação da entrevista; elaboração de um roteiro; realização da entrevista; análise do registro e edição do material; tratamento do som, montagem e mixagem. O roteiro é uma forma de condução narrativa em paisagens sonoras que possa “dar à situação o poder de nos fazer pensar”, produzindo imagens, ficções, encontros, especulações sobre como o mundo poderia ser de outra forma. Vamos enredar nessas conversas pesquisadoras profissionais, ativistas, investigadores amadores, pessoas que exercitam uma imaginação prática, mas que encontram-se em campos e conhecimento muitas vezes apartados. Apostamos que a possibilidade de aprender algo novo está entrelaçada ao afeto de uma experiência sensível que nos atravessa.

    Objetivos do Projeto

    • Investigar, refletir e disseminar conhecimentos sobre os desafios socioambientais e políticos contemporâneos: mudanças climáticas, vida digital e tecnopolítica, novas formas de extrativismo, limites da metropolização, suas infraestruturas e modos de vida, sobre o excepcionalismo humano como paradigma moderno de subjugação do mundo vivo.
    • Formação e qualificação de estudantes em práticas de pesquisa e comunicação científica.
    • Promoção de relações de cooperação entre a universidade e as organizações e grupos sociais partícipes das ações do projeto.
    • Defesa e promoção dos direitos humanos.

    Atividades do Bolsista:

    O bolsista participará das atividades de formação e pesquisa do Pimentalab. Procuramos estimular as atividades coletivas e colaborativas entre os participantes dos projetos e entre os estudantes da graduação. temos encontros regulares da equipe do projeto, sendo uma reunião coletiva executiva quinzenal para este projeto, e uma reunião de acompanhamento semanal das tarefas em realização. Ademais, realizamos encontros de formação de todos os estudantes.

    A avaliação de suas atividades será realizada através de: encontro com o coordenador do projeto; discussão e análise coletiva do trabalho junto aos demais integrantes da equipe; autoavaliação sobre o percurso realizado.

    Atividades a serem desenvolvidas pelo bolsista

    (a)O bolsista participará das atividades de formação (encontro do grupo de estudos e pesquisas) junto aos demais pesquisadores do Pimentalab;

    (b)Integrará a equipe em suas atividades semanais de pesquisa. Mais especificamente, contribuindo no levantamento de dados, pesquisas e conteúdos relacionados à temática dos episódios.

    (c)Contribuirá na elaboração dos roteiros para as entrevistas e para a edição dos episódios.

    (d)Colaboração na preparação do material gravado (minutagem, seleção de trechos) e edição do episódio.

    (e)Organização, indexação dos materiais produzidos.

    (f)Publicação online nos repositórios digitais, plataformas de streaming e difusão em redes sociais digitais.

    Perfil e requisitos:

    (a) alunxs regularmente matriculadxs no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b) bom desempenho acadêmico;


    (c) capacidade e interesse na produção de conteúdos multimídia na internet: podcasts, videos, fotografias;


    (d) conhecimentos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação;

    (e) não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    (f) disponibilidade para participar das reuniões do grupo de pesquisa Pimentalab e para participar das entrevistas de gravação do podcast.

    Período de vigência da bolsa (prorrogável):

    de 15/03/2021 a 15/12/2021 (9 meses).

    Carga Horária Semanal: 12 horas.

    Valor da Bolsa: R$400,00

    Processo de Inscrição:

    As inscrições deverão ser enviadas por email para:

    Prof. Henrique Parra: henrique.parra@unifesp.br

    Assunto: seleção bolsista

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Carta de motivação justificando seu interesse em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses;

    (c)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 08/03/2021 a 10/03/2021.

    Entrevistas dxs candidatos pré-selecionados: 11/03/2021 (link para videoconf será enviado por email).

    Resultado: 12/03/2021.

  • Análise automática de documentos em ciências sociais e medicina – metodologia e ferramentas

    Análise automática de documentos em ciências sociais e medicina – metodologia e ferramentas

    Dia: 19 de março, quinta-feira.
    Manhã: 9:30hs às 12:30hs (seminário)
    Tarde: 14:00 às 18:00hs (oficina)
    Local: (Unifesp – Reitoria, Anfiteatro – 4o andar. Rua Sena Madureira 1500, 4o andar, Vila Clementino.

    Inscrições: https://sistemas.unifesp.br/acad/proec-siex/index.php?page=INS&acao=1&code=17542

    Seminário: Serão apresentados avanços em classificação, descrição automática e visualização interativa de grandes volumes de documentos textuais com dimensões de metadados, com foco em estudos da ciência (STS) e aplicações em medicina, sociologia e humanidades. O caso em foco será os abstracts da conferência anual da ASCO (American Society for Clinical Oncology) de 1995 à 2017. Será apresentada a inferência, a partir do texto, de domínios e tópicos de pesquisa e, a partir dos metadados, de períodos com dominância de diferentes domínios, como também do papel de diferentes grupos de instituições no progresso da oncologia.

    Oficina: As ferramentas para aplicar essa abordagem fazem parte da Plataforma Cortext, uma infraestrutura europeia de pesquisa em estudos da ciência e inovação. Após o seminário, os interessados poderão participar de uma oficina para se familiarizarem com o uso da plataforma e seus diversos recursos para análise de coleções de documentos. Vagas limitadas a 15 pessoas, inscrição obrigatória.


    Bio: Ale Abdo é pesquisador no LISIS (Laboratoire Interdisciplinaire Sciences Innovations Sociétés) em Paris. Recebeu seu doutorado do Instituto de Física USP, tendo conduzido pesquisas no departamento de sociologia da Columbia University, no ICICT da Fiocruz e no LIM01 da Faculdade de Medicina da USP.

    Organização: Pimentalab e Lab.hum (Unifesp); CorText.

    Referências:

    Abdo AH, Cointet JP, Bourret P, Cambrosio A. Domain-topic models with chained dimensions: charting the evolution of a major oncology conference (1995-2017). (2019). arXiv:1912.13349

    Callon M, Courtial JP, Turner WA, Bauin S. From translations to problematic networks: An introduction to co-word analysis. (1983). Social Science Information, 22(2), 191-235.

    Cambrosio A, Bourret P, Rabeharisoa V, Callon M. Big data and the collective turn in biomedicine: How should we analyze post-genomic practices?. (2014). Tecnoscienza, 5(1), 13-44.

    Fortunato, S., Bergstrom, C., Börner, K., Evans, J., Helbing, D., Milojević, S., et al. (2018). Science of science. Science, 359(6379), eaao0185.

    Shi F, Foster JG, Evans JA. Weaving the fabric of science: Dynamic network models of science’s unfolding structure. (2015). Social Networks, 43, 73–85.

  • Investig(ações) insurgentes: corpos-sensores por uma política experimental da presença

    Ciclo “Habitar as Fronteiras” no Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP. Dias 7 e 14 de abril de 2020.

    Diante da debilidade existencial intensificada por inúmeros dispositivos de produção de uma vida neoliberal, os encontros convidam ao diálogo pesquisadorxs-praticantes que tencionam as habituais fronteiras entre ciência e luta, vida e política. Assumir a nossa crise da presença como condição de uma vulnerabilidade compartilhada para investigar os diversos dispositivos que a produzem, mas também experimentar como reativar “uma maior atenção ao devir da presença dos entes” no mundo vivo; retomar nossa capacidade de “co-pertencimento e co-produção a cada situação vivida”.

    Partimos de experiências investigativas em que saberes e práticas de lutas emergem de corpos como sensores; formas de vida que sentem, percebem e enunciam, a partir de sua singularidade os diversos dispositivos de erosão do mundo Comum. São também essas experiências que resistem e inventam formas de vida não proprietárias, não securitárias e que intuem que é o movimento de abertura ao acontecimento o que pode sustentar práticas coletivas de insistência na vida como interdependência: tecnologias de aquilombamento, retomadas indígenas, ocupações, as experiências de travessia do corpo-trans, tecnologias de cuidado, territórios do comum e saberes ancestrais/tradicionais, laboratórios cidadãos.

    07/04, terça-feira, das 19h00 às 21h30 – Encontro com Bru Pereira – antropóloga e educadora, mestre em Ciências Sociais pela UNIFESP; Edson Teles – professor de filosofia na UNIFESP; Maria Fernanda Novo – doutora em filosofia pela UNICAMP. Mediação de Jean Tible – professor de Ciência Política (FFLCH/USP).

    14/04 (terça-feira), das 19h00 às 21h30 – Oficina com Alana Moraes – antropóloga, doutoranda pela UFRJ e Henrique Parra – professor de Ciências Sociais da UNIFESP. Pesquisadores do Pimentalab/LAVITS e do coletivo Tramadora.

    Oficina: ao adotar a gestão de crise como técnica de governo, o capital não se limitou apenas a substituir o culto ao progresso pela chantagem da catástrofe, ele quis reservar para si a inteligência estratégica do presente” (C.I). A oficina é um convite para habitar por um pouco mais de tempo os problemas comuns que nos obrigam a pensar juntos. Inspirados na ideia de um “parlamento de corpos” queremos retomar a inteligência compartilhada e a potência da situação presente. O parlamento emergente de corpos afetados se instaura a partir de formas de conhecer que possam transformar (narrar/inventar/mediar) a experiencia de um corpo-sensor em um conhecimento de luta coletiva dos corpos vivos, que nada tem a ver com a produção de maiorias ou consensos. A oficina convida os participantes a investigar o problema da crise da presença diante da crescente mediação técnica da vida social e as consequentes alterações do regime de sensibilidade que sustentam ou destroem um mundo comum. Diante da multiplicidade de dispositivos tecnológicos que fazem da vida uma sequencia prevista de condutas, procedimentos e desempenhos funcionais, praticamos uma atenção àquilo que o corpo não aguenta mais, como ponto de partida da construção de formas de vida não fascistas.

    ***

    corpo-como-sensor é uma proposição ético-política da vida em sua ontologia corpórea extremamente vulnerável, um terreno de travessias e cruzamentos no qual a representação dá lugar à experimentação, à variação e ao risco dos encontros. Em há um mundo por vir? (2015), Viveiros de Castro e Débora Danowski se perguntam quem seria o demos de Gaia, “o povo que se sente reunido e convocado por essa entidade, e quem é seu inimigo” (2015:120). Para os autores, não se trata mais de buscarmos um “sujeito revolucionário”, mas seguir uma etnopolítica que suspenda a própria noção de “sujeito capaz de agir como um só povo”.

    Diante da crise de presença alimentada por inúmeros dispositivos de produção de uma vida neoliberal, o seminário convida ao diálogo praticantes que tensionam as habituais fronteiras entre ciência e política, entre natureza e cultura. Nesse sentido, pensar a nossa crise de presença como condição epocal seria também investigar os diversos dispositivos que a produzem, mas, por outro lado, experimentar como reativar “uma maior atenção ao devir da presença dos entes” no mundo vivo; retomar nossa capacidade de “co-pertencimento e co-produção a cada situação vivida”. Partimos de investigações em que saberes e práticas emergem de corpos-como-sensores; formas de vida que sentem, percebem e enunciam, a partir de sua singularidade os diversos dispositivos de erosão do mundo Comum. São também essas experiências que resistem e inventam formas de vida não proprietárias, não securitárias, experiências que intuem que é o movimento de abertura e composição com o acontecimento de encontros o que pode sustentar práticas de insistência na vida em interdependência: tecnologias de aquilombamento, retomadas indígenas, ocupações, as experiências de travessia do corpo-trans, tecnologias de cuidado, territórios do comum e saberes ancestrais/tradicionais, laboratórios cidadãos.

    Habitar uma política do sintoma que não nos permite “interpretar” tendo em vista um lugar seguro do diagnóstico que contorne ou neutralize o mal-estar.. Nessa condição de precariedade de um mundo sem refúgio, a invenção de linguagens, sentidos compartilhados, infraestruturas e tecnologias de suporte à essas formas de vida é inseparável de uma prática experimental de composições de alianças e arranjos sociotécnicos que dão forma a outras individuações coletivas, a emergentes comunidades de afetados. Trata-se de escapar dos imperativos de resultado e impacto, reino da estratégia e da eficiência tecnocrática, para habitarmos um terreno de experimentações de composições sempre situadas, que funcionem como caixas de ressonância de formas de vida não-fascista.

  • Convocatória: Laboratório do Comum Campos Elíseos

    Convocatória: Laboratório do Comum Campos Elíseos

    Estes tempos nos exigem coragem, mas também uma aposta na pesquisa, na investigação coletiva, em uma ciência aberta que inclua corpos e suas marcas, saberes não autorizados pelo regime de saber-poder.

    Precisamos assumir as perguntas, dar-nos esse tempo do pensar junto, experimentar, criar contra-dispositivos para uma vida não fascista.

    Diante das formas renovadas de produção de desigualdades, do consórcio explícito entre forças autoritárias e as dinâmicas de expropriação da vida e do território, promotoras da crescente militarização, gentrificação, despossessão e tristeza, lançamos perguntas-vinculantes: Como reativar uma possibilidade de inteligência coletiva? Como convocar saberes e práticas coletivas que nos permitam imaginar e disseminar alternativas a esse cenário? Como produzimos e sustentamos o Comum entre todos?

    Convocatória e inscrições AQUI

  • Seminário: Laboratórios cidadãos: repertório conceitual, logístico e prático

    Seminário: Laboratórios cidadãos: repertório conceitual, logístico e prático

    A oficina será ministrada pelo professor Antonio Lafuente, pesquisador no Centro de Ciências Humanas e Sociais do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha. Suas pesquisas refletem sobre a relação entre tecnologia e bens comuns, propriedade intelectual em ciência cidadã, governança, conhecimento aberto, participação, democracia técnica e cultura científica. É consultor no MediaLab Prado de Madrid, Espanha. A oficina irá apresentar o marco conceitual de experiências dos denominados “laboratórios cidadãos”, bem como explorar alguns elementos práticas relativos à organização, implantação e desenvolvimento desses laboratórios.

    Dia: 12 de junho, quarta-feira

    Horário: 19:00hs às 22:30hs

    Local: Unifesp, Guarulhos. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Estrada do Caminho Velho, 333, Pimentas, Guarulhos.

    Sala da Congregação – prédio anexo

  • Aula – Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos – curso de extensão

    Aula – Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos – curso de extensão

    Aula ministrada no Minicurso Diálogos de pesquisa: ciência aberta, ciência cidadã, ciência comum

     

    Vídeos: Parte 01 / Parte 02

    Slides apresentados: slides-aula-ciencia-cidada-laboratorio-cidadao

     

    Leitura:

    PARRA, Henrique Z. M. Ciência Cidadã: modos de participação e ativismo informacional. In: Sarita Albagli, Maria Lucia Maciel e Alexandre Hannud Abdo (orgs.). Ciência aberta, questões abertas , Brasília: IBICT; Rio de Janeiro: UNIRIO, 2015. http://livroaberto.ibict.br/handle/1/1060

    RIESCH, H.; POTTER, C.and DAVIES, L. “Combining citizen science and public engagement: the Open Air Laboratories Programme”, JCOM 12(03) (2013) A03 https://jcom.sissa.it/sites/default/files/documents/JCOM1203(2013)A03.pdf

    HARAWAY, Donna. Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pago, n.5, 1995, pp.7-41. http://www.clam.org.br/bibliotecadigital/uploads/publicacoes/1065_926_hARAWAY.pdf

    Bibliografia complementar:

    BONNEY, R. BALLARD, H. , JORDAN, R. et al. Public participation in scientific research: defining the field and assessing its potential for informal science education, Centre for Advancement of Informal Science Education (CAISE) Washington, U.S.A. 2009. http://www.birds.cornell.edu/citscitoolkit/publications/CAISE-PPSR-report-2009.pdf

    FECHER, Benedikt. Impact of Social Sciences – The great potential of citizen science: restoring the role of tacit knowledge and amateur discovery. http://blogs.lse.ac.uk/impactofsocialsciences/2014/11/05/the-great-potential-of-citizen-science/2014.

    HALAVAIS, Alexander. Home made big data? Challenges and opportunities for participatory social research. First Monday, Vol. 18, n.10, 7 october 2013. http://firstmonday.org/article/view/4876/3754

    SINTOMER, Yves. Saberes dos cidadãos e saber político. Revista Crítica de Ciências Sociais (online), 91/2010. Disponivel em: http://rccs.revues.org/4185

    STILGOE, J. Citizen Scientists: reconnecting science with civil society, Demos, London, U.K, 2009. https://www.demos.co.uk/files/Citizen_Scientists_-_web.pdf

    ZOONEN, Lisbet van. I-Pistemology: changing truth claims in popular and political culture. European Journal of Communication, 2012, 27:56. http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0267323112438808

  • Relatos, Videos e Apresentações do Tropixel Ciência Aberta

    Durante a primeira semana de junho de 2015, Ubatuba, cidade localizada no litoral norte de São Paulo, foi cenário da realização do Tropixel Ciência Aberta. O evento foi composto por oficinas, apresentações e debates, além de um laboratório experimental de tecnologias abertas para produção de conhecimento e soluções para questões de desenvolvimento local. Cerca de cem pessoas participaram do evento, que reuniu convidados da própria cidade, de outras regiões do Brasil e também de outros países.

    Identidade Tropixel

    Tropixel é uma rede brasileira que desenvolve eventos em formatos dinâmicos, buscando a conjunção entre arte, ciência, tecnologia e sociedade. Em anos anteriores havia organizado o Festival Tropixel em Juiz de Fora e em Ubatuba, e o Ensaio Tropixel #1 em Ubatuba. É associada à rede Pixelache, criada na Finlândia no início da década passada e responsável pela produção de dezenas de eventos e projetos de arte e ciência em países de três continentes.

    A edição de junho, batizada de Tropixel Ciência Aberta, foi concebida em parceria entre a rede Tropixel e a plataforma Ciência Aberta Ubatuba, com o intuito de promover o diálogo entre as diversas instituições, grupos e indivíduos envolvidos com a produção e difusão de conhecimento em Ubatuba e região. O principal objetivo foi propor a reflexão e a troca de experiências sobre o papel da adoção de práticas abertas e colaborativas por projetos científicos, além de dar visibilidade a iniciativas da região que já adotam práticas da ciência aberta. O evento visou ainda trocar experiências sobre soluções com ferramentas abertas e metodologias colaborativas para projetos de interesse local.

    Lab #mozsprint

    A programação incluiu dois dias de oficinas de hardware científico aberto na Etec – Centro Paula Souza de Ubatuba; um painel de apresentações e debates sobre experiências de ciência aberta com duração de uma tarde no auditório do Aquário de Ubatuba; e por fim dois dias de um laboratório experimental #mozsprint, conectado ao Mozilla Science Global Sprint, acontecendo no Jardim Cultural.

    Painel Ciência Aberta

    O Tropixel Ciência Aberta foi parte da programação da sexta edição do Festival da Mata Atlântica – Floresta, Rios e Mar. Contou com apoio institucional do IBICT, do IDRC e da OCSDNet, além da Prefeitura Municipal de Ubatuba, do Ubalab, da Rede Infoamazônia, do Pimentalab, do Liinc/IBICT-UFRJ e do Ecotrip Hostel.

    Oficina Hardware Científico Aberto

    Nos dias 1 e 2 de junho, o Tropixel Ciência Aberta recebeu uma oficina de Guima-san e Gina Leite, da Rede Infoamazônia. Trata-se de um projeto que foi finalista do Desafio Google de Impacto Social e está desenvolvendo uma rede de sensores de qualidade da água em Santarém, no coração da Amazônia. Os integrantes da equipe contaram sobre o histórico do projeto, a atuação do projeto Infoamazônia gerando e relacionando dados que servem de base para a criação de conteúdo jornalístico e informativo. Mostraram diversos tipos de sensores, desde aqueles produzidos comercialmente até outros fabricados artesanalmente. Trouxeram ainda um protótipo avançado do equipamento que irão produzir para o projeto, chamado de Mãe d’Água, que conecta vários tipos de sensores para compor um retrato da qualidade da água.

    Mãe D'Água

    Ao longo dos dois dias, os participantes – grande parte deles estudantes de ensino técnico – tiveram a oportunidade de desenvolver seus próprios sensores simples de condutividade elétrica, utilizando componentes acessíveis e de baixo custo com base em um projeto do Public Lab. A plataforma Ciência Aberta Ubatuba também aproveitou para fazer uma pequena pesquisa sobre o perfil dos participantes, cujos resultados serão publicados nos próximos dias.

    Sensores montados à mão Testes de água

    Painel Ciência Aberta

    Na quarta-feira, dia 3 de junho, o evento migrou para o auditório do Aquário de Ubatuba, onde aconteceu o painel sobre temas relacionados ao universo da ciência aberta e colaborativa, com foco especial na sua relação com o desenvolvimento da cidade e região. O painel foi organizado, em duas sessões, com a intenção de aproximar pesquisadores e instituições que já trabalham com perspectivas próximas à ciência aberta, além de trazer referências relevantes de outras partes do Brasil e do mundo.

    A abertura foi feita por Felipe Fonseca, coordenador local do evento, seguido da apresentação remota de Leslie Chan (Universidade de Toronto) sobre os objetivos da rede internacional OCSDNet, da qual faz parte a Plataforma Ciência Aberta Ubatuba.

    Painel Ciência Aberta

    A primeira mesa, coordenada por Sarita Albagli (IBICT), teve por tema “Territórios e Conhecimento” e contou com falas de Diogo Soares (Litoral Sustentável); Maira Begalli (UFABC); Thereza Dantas, Marcela e Eduardo (Fórum de Comunidades Tradicionais); Álvaro Fazenda (Forest Watchers) e Eliane Simões (Redelitoral). Gestão e construção participativas, cartografias coletivas e conhecimentos tradicionais foram temas bastante presentes.

    Cândido e o mergulhador

    Com o tema “Fronteiras abertas”, a segunda sessão, coordenada por Henrique Parra (Unifesp) trouxe as experiências de Cândido Moura (Ubatubasat); Rachel Jacobs (Active Ingredient); Jorge Machado (Colab/USP); Juliana Bussolotti (Associação Cunhambebe); Guima-san (Infoamazônia) e Luciana Fleischman (Tropixel). Os vídeos das apresentações estão disponíveis na página wiki do evento.

    Laboratório #mozsprint

    Os dois últimos dias do Tropixel Ciência Aberta tinham a proposta de abrir espaço para a troca de experiências e a realização de atividades de desenvolvimento e aplicação de ferramentas de conhecimento aberto. O lab esteve conectado a dezenas de iniciativas ocorrendo simultaneamente em diversas partes do mundo, compondoo Mozilla Science Global Sprint. Este é um evento internacional e em tempo real voltado ao desenvolvimento de projetos de ciência aberta, organizado periodicamente pela Fundação Mozilla.

    Lab #mozsprint - programação

    Em Ubatuba, o lab teve diversos eixos de atuação:

    • levantamento de dados científicos sobre Ubatuba em sistemas e acervos disponíveis na internet, mobilizado por Capi Etheriel (Transparência Hacker) e André Appel (Liinc/IBICT-UFRJ);
    • “hackeamento” dos equipamentos e sensores trazidos pela artista britânica Rachel Jacobs, que fazem parte da obra Prediction Machine, e a exploração de pontos de contato com as pesquisas de Guima-san para o Infoamazônia e outros projetos. Participaram também Leandro Ramalho e outros integrantes do Arduino Ubatuba, além de membros do Estúdio Avante;
    • entrevistas em vídeo sobre temas ligados à ciência aberta com convidados do evento, capitaneadas por Henrique Parra (Unifesp), Sarita Albagli (IBICT) e Juliana Andrade (Pimentalab);
    • oficinas de bioexperimentos elétricos, que utilizaram legumes e outros vegetais como fonte de energia, propostas por Filipe Machado e Marrytsa Melo;
    • edição colaborativa de Guias para Ciência Aberta, coordenada por Luciana Fleischman (Tropixel), Alexandre Abdo (OKBr) e Sarita Albagli (IBICT);
    • oficina de geoprocessamento utilizando o software livre qgis, oferecida pelos estudantes de gestão territorial da UFABC, sob coordenação de Maira Begalli;
    • apresentação, por Jutta Machado (Colab), de aplicativo de pesquisa de opinião de base comunitária, para empoderamento local e subsídio a políticas públicas, desenvolvido pelo MIT;
    • sessão de brainstorm e construção coletiva a partir de questões trazidas por Felipe Spina (Mosaico Bocaina), para desenvolvimento de ferramentas de produção participativa e comunitária de informações de monitoramento e alerta ambiental.

    Rachel e os sensores TV Ciência Aberta Ubatuba Bioexperimentos Mosaico Bocaina

    Ao fim da sexta-feira, dia 5 de junho, os participantes do lab reuniram-se de frente para o mar para uma última rodada de conversas. Ficou no ar o desejo de levar em frente as ideias e explorações iniciadas durante os dias do evento.

    Documentação

    Um dos elementos mais importantes em qualquer projeto de ciência aberta é o compartilhamento de dados. Tendo isso em vista, foi solicitado aos participantes do Tropixel Ciência Aberta que publicassem o material que trouxeram ou geraram durante os dias do evento. Esta lista ainda será ampliada e publicada na nossa página wiki, mas por enquanto já temos os seguintes recursos disponíveis:

  • Curso – Sociedade e Tecnologias Digitais

     

    A partir de agosto de 2014 ofereço a segunda edição da disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais no curso de Ciências Sociais da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Unifesp/Guarulhos. O programa do curso anterior está disponível na Wikiversity, onde construímos e documentamos todo o percurso da disciplina – https://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012

    O curso é oferecido como disciplina eletiva para estudantes da EFLCH/Unifesp e como curso de extensão para professores de sociologia da rede pública ou educadores/agentes socioculturais.

     

    Inscrições como curso de extensão:

    Período: 14/7/2014 a 31/7/2014.

    Vagas limitadas (o número pode variar conforme o número de estudantes regulares no curso).

    Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1XGMkkOlYUJLSof-yM7UsHo3zmz0QYeeom0hauZi0DF4/viewform?usp=send_form

    Critérios de seleção:

    (1) adequação ao perfil (professor e/ou educador com vínculo em escola, organização social).

    (2) manifestação de interesse.

    (3) ordem de inscrição.

    Resultado inscrição: 11/08/2014.

    Início curso: 27/08/2014 (presença inicial exigida para confirmação de interesse).

  • Seleção bolsista Pimentalab

    P1060512

     

    Seleção de Bolsistas de Extensão para o edital ProExt – 2014

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Seleção para o Edição 2014 ProExt/MEC

    Os bolsistas do ProExt deverão participar da criação, implementação, acompanhamento e suporte de diferentes atividades promovidas pelo Pimentalab. Na edição 2014 a realização de oficinas e eventos (conforme apresentação acima) pretende convergir com dois outros objetivos: implementar uma plataforma digital com aplicativos para uso público e constituir uma rede social (e digital) de colaboração com um público específico. Os estudantes selecionados poderão atuar em dois eixos temáticos: (1) tecnologia e processos sociopolíticos; (2) ensino de sociologia e formação de professores.

    Atividades a serem desenvolvidas

    (1)formação e pesquisa temática;

    (2)criação e manutenção de banco de dados;

    (3)capacitação técnica no uso de softwares livres;

    (4)alimentação contínua do sistema de gestão e avaliação;

    (5)gestão financeira do projeto;

    (5)sistematização e publicação das informações na plataforma online do projeto;

    (6)realização de oficinas e atividades de campo;

    (7)participação nas atividades de planejamento do projeto;

    (8)participação nos seminários de estudos do grupo de pesquisas.

    (9)produção de relatórios.

    Período de vigência da bolsa:

    de 01/06/2014 a 30/12/2014 (7 meses).

    Carga Horária Semanal: 16 horas.

    Valor da Bolsa (4 bolsistas): R$400,00.

    Requisitos e indicadores para classificação:

    (a)alunos regularmente matriculados no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b)bom desempenho acadêmico e interesse em atividades de pesquisa;

    (c)interesse na utilização intensiva de tecnologias de informação e comunicação;

    (d)capacidade para trabalhar coletivamente: autonomia, colaboração, planejamento em equipe, escuta, participação ativa, capacidade de sistematização e compartilhamento de informação.
    (e)conhecimentos técnicos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação.

    (f) familiaridade com as tecnologias e atividades já desenvolvidas pelo Pimentalab.

    (g)tempo disponível conforme carga horária proposta;

    (h)não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    Processo de Inscrição:

    O candidato deverá se inscrever por e-mail enviando uma mensagem:

    [para] opensocialsciences@gmail.com

    [assunto] PROEXT-Pimentalab

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    (c)Carta de motivação em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses de pesquisa e atuação (uma página);

    (d)Proposta de trabalho que gostaria de desenvolver tendo em vista os objetivos e eixos temáticos descritos acima (até 2 páginas).

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 13//05/2014 a 23/05/2013.

    Entrevistas e seleção: de 27 a 30 de maio de 2014.

    Resultado: 2 de junho de 2014.

  • Seleção Bolsistas Pimentalab – 2014

    Seleção de Bolsistas de Extensão para o edital ProExt – 2014

    Projeto de Extensão

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Instruções – edital completo Edital-Selecao-Alunos-ProExt-2014:

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