Categoria: projeto de pesquisa

  • Projeto de Pós-Doutorado IBICT e CSIC-Madrid 2017

    Laboratórios Cidadãos: arranjos sociotécnicos e produção do comum

    Pesquisa de Pós-Doutorado no IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, no LIINC – Laboratório Interdisciplinar sobre Informação e Conhecimento, sob supervisão da Profa. Dra. Sarita Albagli – http://www.liinc.ibict.br ; com período de pós-doutorado no CSIC – Consejo Superior de Investigaciones Científicas de Madrid, sob supervisão do Prof.Dr. Antonio Lafuente, com apoio da CAPES.

    • Apoio para o pós-doutorado internacional: CAPES n. 88881.119261/2016-01

    Diário de Atividades Krono-Madrid

    Relatório de Atividade Documenta

     

    Introdução

    O projeto de pesquisa tem como objetivo geral analisar, compreender, sistematizar e publicizar, um conjunto de experiências denominadas de laboratorios ciudadanos, desenvolvidas entre pesquisadores acadêmicos, ativistas, artistas e segmentos da sociedade civil, que mediante novos regimes de produção de conhecimentos e de formas alternativas de organização, objetivam fomentar uma cultura de inovação social para atuar sobre problemas e questões sociais específicas.

    O objetivo científico é analisar as configurações sociais das iniciativas aí realizadas em quadro dimensões, identificadas como eixos teóricos/metodológicos por Antonio Lafuente em sua apresentação do Laboratorio del Procomún (2008): protocolos, infraestrutura, comunidade, commons. Cada uma dessas dimensões interroga, como descreveremos adiante, problemas atuais na fronteira interdisciplinar dos estudos sociais em ciência e tecnologia com a sociologia política. Mais precisamente, iremos focalizar os problemas relativos à mediação técnica (LATOUR, 1994), para compreender os mecanismos (sociais e tecnológicos) adotados com vistas a tornar durável (formas de reprodução e propagação social) certos princípios ético-políticos inscritos, traduzidos e atualizados através dos protocolos, das tecnologias (sociais, simbólicas e materiais) e dos modos de associação/organização promovidos por essas práticas.

    Justificativa

    A relevância deste objeto teórico e empírico pode ser constatada pelas questões que ele provoca e pelos problemas que visa atacar. A busca por modelos alternativos de produção de conhecimentos e de novas formas de mediação política é um problema partilhado por muitas instituições de pesquisa, universidades e organizações políticas (estatais e da sociedade civil) preocupadas com a crescente instabilidade dos seus mecanismos de representação, produção e legitimidade dos saberes e poderes instituídos.

    Este projeto de pós-doutorado surge como o desdobramento dos trabalhos realizados nos últimos anos em duas linhas complementares de pesquisa e que agora convergem para o mesmo objeto. O desenho deste plano de trabalho responde, portanto, às exigências de aprofundamento científico provocadas pelos problemas encontrados neste percurso e que, no objeto empírico aqui selecionado, manifestam-se de maneira prototípica: as tensões entre os regimes de saber-poder emergentes e sua relação com as configurações e mediações técnicas da vida contemporânea.

    Descreveremos, primeiramente, dois eixos de questões que delimitam os problemas investigados por este projeto (os objetivos específicos serão descritos no próximo item).

    Numa linha de pesquisa investigamos o campo da ciência aberta e da ciência cidadã, termos que designam um conjunto diverso de práticas colaborativas na produção e acesso ao conhecimento, com formas heterogêneas de participação de diferentes atores sociais nas diversas etapas da produção científica. Para além das experiêncas de acesso aberto (open acess), debate mais restrito à esfera da circulação do conhecimento científico produzido, investiga-se as formas híbridas de interação entre pesquisadores/cientistas profissionais e não-profissionais, com modulações nos graus de participação, nas fases de elaboração da pesquisa, execução, análise e apropriação dos conhecimentos produzidos (PARRA, 2015; LAFUENTE, 2015). Observa-se a emergência de novos atores cognitivos – comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010) – que passam a disputar os regimes de autoridade dos saberes, oscilando entre a complementariedade e o antagonismo radical face aos conhecimentos instituídos (LAFUENTE, 2010, 2011, 2013; CALLON, M & RABEHARISOA, 2003).

    Nesta perspectiva, as experiências confrontam-se com novos problemas relativos às formas de reconhecimento e validação dos conhecimentos, questões epistêmicas e metodológicas, mudanças nas formas de legimitidade e reputação dos atores envolvidos, e também novos problemas relativos à economia política da informação e aos regimes de propriedade intelectual, em parte traduzidos em novas disputas sobre as tendências de comunalização do conhecimento (commons) versus as dinâmicas de “cercamento” e privatização (ALBAGLI & MACIEL, 2012; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2007). Nesta perspectiva pode-se explorar as metamorfoses no ecossistema (social e tecnológico) de produção e circulação dos conhecimentos, investigando-se os efeitos da abertura (na produção e acesso de informações) e colaboração (na interação entre diferentes atores) diante das forças de fechamento e apropriação exclusiva.

    Numa direção complementar, investigamos aspectos relativos às novas formas de controle e vigilância que se desenvolvem como parte constitutiva deste mesmo processo de crescente produção de informações, graças à informatização e convergência das tecnologias digitais em diversas esferas da vida social (PARRA, 2016). Trata-se do “outro lado da moeda” dos efeitos da abertura, gestando novas formas de governo e modos de subjetivação (ROUVROY, 2014). Tal problematização emerge a luz de iniciativas promovidas por grupos e movimentos vinculados ao ciberativismo e ativismo informacional, em formas renovadas de participação cidadã através das redes digitais, gestão pública baseadas em mecanismos de interação entre cidadãos e governos. Cidadania 2.0, ciberdemocracia, democracia digital são algumas das denominações utilizadas para descrever experiências neste campo (PARRA, 2015).

    Nesta perspectiva, interessa-nos focalizar iniciativas com perfil tecnoativista, onde a relação entre tecnologia e política é problematizada de forma imanente, reconhecendo dinâmicas de tradução e mediação não dicotômica nos arranjos sociotécnicos (KELTY, 2008; LATOUR, 1998; WINNER, 1986). No plano teórico, tais iniciativas contribuem para uma reflexão aguda sobre a emergência de formas de modulação da existência e da subjetividade através do controle infinitesimal da vida tecnicamente mediada e, no plano social, o desenvolvimento da sociedade de controle (DELEUZE, 2007), ao poder protocolar (GALLOWAY, 2004) e à governamentalidade algorítmica (ROUVROY, 2014) como expressões contemporâneas das formas de governo e suas técnicas de exercício do poder.

    O projeto atual de investigação surge, portanto, com os problemas encontrados na confluência e na atualidade entre os estudos sociais em ciência e tecnologia e a sociologia política. Tanto nas comunidades epistêmicas de cientistas amadores, como nas comunidades de hackers e tecnoativistas investigadas, observamos um repertório de práticas, valores e arranjos sociotécnicos que partilham de elementos similares, produzindo uma gramática comum. O percurso de investigação atual focaliza nossa atenção para um objeto (teórico e empírico) onde investigaremos certa configuração presente na interpretação dos artefatos técnicos, nos modos de organização social, nos princípios ético-políticos e nos protocolos produzidos nas ações do Laboratorio del Procomún.

    Objetivos e delimitação do objeto teórico e empírico

    Objetivos específicos

    Investigar o fenômeno sob quatro eixos de análise: protocolos; infraestrurura; comunidade; commons. Problematizar os limites atuais da teoria sobre os efeitos da mediação técnica na vida social sob os seguintes aspectos: modos de ação e reprodução social (agenciamentos, protocolos e condições infraestruturais); produção e gestão do commons (comunidade política e conhecimento).

    Questões geradoras:

    • Como podemos fomentar experiências de produção de conhecimento situado (HARAWAY, 1995) e aplicado que sejam mais solidárias, emancipatórias, críticas, sustentáveis e recursivas? Quais os novos protocolos (LATOUR, 2004) necessários?
    • Experiências onde o conhecimento e a prática política não estejam orientadas por uma relação dicotômica e de subordinação entre sujeitos e objetos, natureza e cultura, técnica e política (LATOUR, 1998), e cujo resultado aponte para novas formas de produção do comum? Quais os sentidos em jogo sobre o commons (LAFUENTE, 2015; LAVAL, C. & DARDOT, 2015; HARDT & NEGRI, 2009; OSTROM & HESS, 2007)?
    • Se tais condições são uma virtualidade, um estado de potência não realizada, o que podemos aprender através de experiências cuja prática e episteme sejam colocar em movimento essas tensões? Como essas experiências contribuem para tornar visíveis problemas complexos relativos às mutações da relação saber-poder e aos efeitos da mediação técnica na vida social? Quais são seus limites?

    Delimitação do objeto teórico e empírico

    A escolha pelo Laboratorio del Procomún como objeto empírico de investigação apoia-se na gênese do MediaLab Prado, que resulta de uma convergência prática entre diferentes experiências e coletivos envolvidos em práticas de ciência cidadã, tecnoativismo, arte e mobilização social. No website do MediaLab encontramos a seguinte descrição dos seus objetivos:

    • To enable an open platform that invites and allows users to configure, alter and modify research and production processes.
    • To sustain an active community of users with the development of these collaborative projects.
    • To offer multiple forms of participation that allow people with different profiles (artistic, scientific, technique), levels of specialization (experts and beginners) and degrees of implication, to collaborate2.

    O Laboratorio del Procomún (LAFUENTE, 2008), mais especificamente, é uma iniciativa que visa fomentar novas práticas de pesquisa colaborativa orientadas à inovação, promoção e defesa do procomún (commons). Ele abriga os laboratorios ciudadanos, caracterizados por uma metodologia própria, com protocolos, tecnologias e arranjos materiais cujo objetivo é estabelecer um ambiente favorável à criação de protótipos de soluções inovadoras para problemas sociais específicos.

    Mas sob que condições pode a inovação acontecer? É possível fomentar a criação de comunidades autogeridas? Quais as condições (materiais e simbólicas) e quais os problemas que devem ser aí enfrentados? Não haveria aí um contradição insuperável entre a possibilidade de “programar”, arquitetar, prototipar os modos de ação e organização social, e a própria exigência de permanente abertura ao inesperado? Como evitar os riscos de sobrecodificação? Quais os desafios teóricos e políticos emergentes face às novas possibilidades de captura da participação social convertida em nova forma de governo (condução) da vida política, ou como enfrentar as novas formas de exploração do trabalho e de expropriação dos conhecimentos socialmente produzidos no contexto de expansão do capitalismo cognitivo, das tendências de modulação existencial e das formas renovadas de sujeição social?

    Para examinar essas questões seguiremos, inicialmente, uma descrição proposta por Antonio Lafuente em Laboratorios Sin Muros (2008), tomando as seguintes dimensões como balizas para nosso objeto teórico:

    a) Protocolos

    Um laboratório funciona segundo um conjunto de protocolos. Os protocolos podem ser entendidos como acordos sociais, convenções (formais ou informais) que atuam com relativo “automatismo” sobre as configurações da ação humana. Em certo sentido, os protocolos podem ser tomados como formas de mediação técnica da ação humana, uma vez que transmitem para novas relações os modos de agenciamento, princípios e orientações definidos alhures. Na medida em que lidamos frequentemente com protocolos que se realizam através de tecnologias da informação digital, capazes de avaliar, registrar e autorizar determinadas ações, também devemos levar em conta a definição de protocolo para um cientista da computação: forma de obtenção de auto-regulação voluntária num ambiente de ações contingentes (GALLOWAY, 2004).

    Os protocolos são, portanto, importantes tecnologias e mecanismos para tornar duráveis e transmitir determinadas formas de ação e organização social. Ao investigarmos a criação e as configurações dos protocolos sob esta perspectiva, dialogamos com problemas caros à teoria social e política contemporânea: formas de individuação, agenciamentos a-significantes e servidão maquínica (LAZARATTO, 2010); agência dos objetos e artefatos (LATOUR, 2005), técnicas e formas de exercicio do poder (FOUCAULT, 1997); recursividade como formas de ampliação de práticas sociais (KELTY, 2008). Quais os protocolos produzidos por determinadas comunidades de cientistas amadores e tecnoativistas? Como eles apontam para estratégias de reprodução social e para atuação sobre o ecossistema que informa seu campo de ação?

    b) Infraestruturas

    A infraestrutura de um espaço através do qual a ação se desenrola e possui uma dupla característica: é aquela dimensão mais “invisível”, menos percebida, uma quase segunda-natureza; e ao mesmo tempo é aquela dimensão com forte potencial de determinação/orientação da ação. Na análise das iniciativas promovidas pelos laboratorios ciudadanos, a infraestrutura deve ser observada como um importante componente de sua configuração, e poderá incorporar tanto as soluções tecnológicas adotadas (quais tecnologias de comunicação são selecionadas para mediar e organizar os processos do laboratório e a produção de conhecimentos?); como os arranjos institucionais construídos para abrigar o desenvolvimento das ações. Neste sentido, dialogamos com problemas caros à sociologia da tecnologia (LATOUR, 1994; WINNER, 1986; MUMFORD, 1964), e à ciência política e econômica sobre os arranjos de governança institucional (OSTROM; HESS, 2007) necessários para fomentar a produção e a manutenção de ambientes produtivos e sustentáveis, social, ambiental e economicamente.

    c) Comunidade

    Neste contexto o termo comunidade não deve ser entendido em sua acepção identitária. Pensamos, sobretudo, em devires comunitários emergentes em modos de associação capazes de abrigar novas singularidades (DELEUZE; GUATTARI, 2005; AGAMBEN, 1993) que dão existência a novos atores políticos. Neste sentido, a comunidade tratar-se-ia de formas de produção do comum (recursos materiais, conhecimentos, formas de vida, tecnologias) através dos quais a comunidade e os seus atores produzem-se mutuamente em tensão com as fronteiras que delimitam o dentro e o fora (LAFUENTE, 2015; HARDT; NEGRI, 2009). Quais os mecanismos e as condições de pertencimento e acesso ao comum produzido em comunidades abertas (e neguentrópicas)? Nesta perspectiva, interrogamos como as práticas e os saberes produzidos pelo Laboratorio del Procomún enfrentam os problemas relativos aos mecanismos de identificação e de pertencimento, ou seja, quais suas formas de “fazer” comunidade e de instituir um comum?

    Simetricamente, como tais dinâmicas produzem e dão a ver novos atores cognitivos e políticos? Como as formas colaborativas de produção de conhecimento sobre determinados problemas sociais ou populações contrastam o conhecimento instituído a partir de perspectivas não-hegemônicas – os saberes locais, ou “conhecimentos situados” como prefere D.Haraway (1995) – e neste processo produzem fatos científicos e novos sujeitos demandantes de novos direitos? Ora, como pensar na produção de comunidades sem partir de sujeitos ou actantes pré-constituídos? Problemas análogos encontramos nos debates sobre as interações de cientistas e público interessado nas experiências de comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010), e também nas tensões entre as política de reconhecimento e a institucionalização de direitos cidadãos (HARDT; NEGRI, 2009).

    d) Commons (Procomún)

    Nem público-estatal e nem privado, mas aquilo que é produzido entre todos, e cuja existência depende de uma comunidade que produz e mantém sua existência como recurso comum, e cujo usufruto não é passível de apropriação ou delimitação exclusiva (LAFUENTE, 2015). Além dos bens naturais, podemos agregar a esta categoria a cultura, o conhecimento, a linguagem, entre outros. O que se torna commons não é um recurso que pré-exista enquanto tal. O commons é sempre o resultado de uma “fabricação”, que surge simultaneamente à comunidade de usuários que “cuidam” da sua manutenção, das práticas, dos protolocos e da infraestrutura necessária (LAFUENTE, 2008).

    As políticas de produção e de gestão do commons são hoje objeto de intensa reflexão na teoria política e econômica contemporânea (LAVAL, C; DARDOT, 2015; HARDT; NEGRI 2009; OSTROM; HESS, 2007). Dentro deste vasto universo, nossa pesquisa focaliza as dinâmicas de produção e acesso ao conhecimento enquanto commons. Tal perspectiva reforça, portanto, a transversalidade entre os eixos anteriores: protocolos, infraestrutura e comunidade. Como o Laboratorio del Procomún enfrenta as tensões entre a abertura e o compartilhamento de dados e informações, necessário aos processos de colaboração, diante das dinâmicas de apropriação exclusiva e privatização do conhecimento? O que signfica tomar o conhecimento enquanto commons em direção à políticas de inovação aberta (KAPCZYNSKI, 2010; ALBAGLI; MACIEL 2009; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2001)?

    Referências iniciais do Projeto

    AGAMBEN, G. A comunidade que vem. Lisboa: Editorial Presença, 1993.

    AKRICH, Madeleine. From communities of Practice to Epistemic Communities: Health Mobilizations on the Internet. Engaging Science, Technology, and Society. n.15 (2), 2010.

    ALBAGLI, Sarita; MACIEL, Maria Lucia. Informação, conhecimento e democracia no Capitalismo Cognitivo. In: COCCO, G.; ALBAGLI, S. (Org.) Revolução 2.0 e a crise do capitalismo global. Rio de Janeiro: Garamond, 2012. p. 40-58.

    BOYLE, James. The second enclosure movement and the construction of the public domain, 2010. Disponível em: http://scholarship.law.duke.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1273&context=lcp Acesso em 09/07/2016.

    BONNEY, R. BALLARD, H. , JORDAN, R. et al. Public participation in scientific research: defining the field and assessing its potential for informal science education. A CAISE Inquiry Group Report, Washington D.C., Centre for Advancement of Informal Science, 2009.

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    DELEUZE, Gilles. Post-Scriptum sobre Sociedade do Controle In: Conversações. São Paulo: Ed. 34, 2007.

    DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa, v.5. São Paulo: Ed. 34, 2005.

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    FOUCAULT, Michel. Resumo dos cursos do Collège de France 1970-1982. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

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    LAVAL, C; DARDOT, P. Comun: ensayo sobre la revolucion en el siglo XXI, GEDISA, 2015.

    LAZARATTO, Mauricio. Sujeição e Servidão no capitalismo contemporâneo. Cadernos de Subjetividade, PUC-SP, 2010.

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    MUMFORD, Lewis.“Authoritarian and Democratic Technics”. Technology and Culture 5: 1 – 8, 1964.

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    PARRA, H. Z. M.. Abertura e controle na governamentalidade algorítmica. Ciência e Cultura, v. 68, p. 39-42, 2016. Disponivel em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252016000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt , Acesso em 07/07/2016.

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    PARRA, H. Z. M. .Educação Expandida e Ciência Amadora: primeiros escritos. In: Cláudio Benito Oliveira Ferraz, Flaviana Gasparotti Nunes. (Org.). Imagens, Geografias e Educação: intenções, dispersões e articulações. 1ed.Dourados: Ed.UFGD, 2013, v. , p. 79-102.

    ROUVROY, Antoinette. “Le droit à la protection de la vie privée comme droit à un avenir non pré-occupé, et comme condition de survenance du commun. (Draft / Version provisoire)” Entretiens à propos du droit à la protection de la vie privée (à paraître). Ed. Claire Lobet-Maris, Nathalie Grandjean, Perrine Vanmeerbeek. Paris: FYP éditions, 2014. Disponível em: http://works.bepress.com/cgi/viewcontent.cgi?article=1065&context=antoinette_rouvroy Acesso em 07/07/2016.

    SODERBERG, J. Hacking capitalism: the free and open source software movement. Nova York/Londres: Routledge, 2008.

    STENGERS, Isabelle. An ecology of practices. Cultural Studies Review, vol.11, n.1, march, pp.183-196, 2005.

    STILGOE, Jack; IRWIN, Alan and JONES, Kevin (2006), The Received Wisdom: opening up expert advice. (Demos) http://www.demos.co.uk/files/receivedwisdom.pdf?1240939425

    WINNER, L. Do artifacts have politics? In: The whale and the reactor: a search for limits in an age of high technology. Chicago, University of Chicago Press, p.19-39, 1986.

  • Projeto Pesquisa Ciência Aberta e Desenvolvimento – 2015 a 2017

    Projeto Insterinstitucional (IBICT, Unifesp, UFRGS) Coordenado por Profa. Dra. Sarita Albagli (IBICT).

    Sintese

    This project aims to provide critical reflection and practical learning, experimenting with community-driven initiatives in OCSD, and by mapping, characterizing, and analyzing the main institutional, social and cultural issues involved in them, in Ubatuba municipality, in the State of São Paulo, Brazil. The project´s main research problem is to identify and understand how these issues affect positively and/or negatively the adoption of OCS as a potential tool to face the challenges of sustainable development in Ubatuba community, considering the different perspectives and interests of local stakeholders. Three key groups of stakeholders were initially identified: scientific research groups from diverse fields and institutions; local agents potentially interested in the scientific processes and their outcomes (from civil society and government); and open knowledge and free digital culture advocates.

    See more athttp://ocsdnet.org/grantwinnersarticles/ibict-instituto-brasileiro-de-informacao-em-ciencia-e-tecnologia-okbr-open-knowledge-brasil-participating-institution/#sthash.ZeNORdWF.dpuf

    Justificativa

    The choice of Ubatuba considered: its development challenges, and possible learning and replications to other contexts; the existence of significant local conditions favorable to a local dynamics in OCSD, and stakeholders potentially willing to participate in actions as proposed. Ubatuba´s key development challenge is how to conciliate: (a) its rich and strategic natural and cultural assets from the point of view of the local, national and worldwide socio-biodiversity; (b) the necessity to provide access to local populations to social and economic benefits derived from the use of that wealth in sustainable development; (c) political empowerment of local communities in a context of inequality of access to institutional deliberation processes; and (d) the contributions that science may make for these processes. By partnering up with the organized civil society and adopting a view of scientific diffusion based upon the open sharing of information, OCS practices would assert the social relevance of scientific production through a positive impact on public and institutional deliberation on local issues.

    Metodologia

    The project´s methodology is based on an action-research approach organized along two axes – practical learning and critical research — which means that research tools will be developed by interacting with and having inputs from the local communities integrated with their empowerment and participation in different research phases: definition of relevant issues; data collection; appropriation of research methods and techniques. In synthesis, the project will develop the following actions: (a) mobilizing an OCS multi-stakeholder working group, targeted to promoting an ongoing discussion on OCSD-related issues among the different stakeholders; (b) socio-economic characterization of Ubatuba, together with development of ethnographic data on the stakeholders aiming to know opinions, resistances, criticisms, and willingness to experiment with OCS to face the local development challenges, along the initiatives promoted by the project; (d ) promotion of a diverse set of initiatives, as test beds for possible uses of OCS in local development, such as open workshops, discussions and mentoring, in partnership with other initiatives, focused on different goals – awareness, training in specific tools and methodologies, inviting practitioners to share their own developments, etc. – which will be observed and assessed. The mid-term goal is to establish a local committee on Science, Technology and Innovation, to give long-term sustainability to open and collaborative scientific practices on the ground.

    Eixos de Analise

    This project will address 3 of OCSDNet’s key research themes, as described below:

    • Theme one (motivations): The project will contribute to understanding facilities and barriers for a pro-open environment within and between the scientific research communities, and between researchers and the social, cultural and policy framework levels. It also indicates the relevance of finding the ways to support the visibility and communication of science, especially in local communities.
    • Theme three (communities of practice): A crucial part of the project is to find the ways for how new knowledge generated by OCS methods are learned, incorporated, shared and communicated among the various stakeholders, focusing on institutional factors. Attention will also be given to activities with public schools, with a view towards the future generations.
    • Theme four (potential impacts): From an action research perspective, the project will help to foster community building and awareness-raising activities to increase uptake and participation in OCSD, while observing the mutual feedbacks between scientific community projects and findings and other social actors practices and perspectives.

    Mais informações

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    Site de construção do projeto

  • Projeto Pesquisa Tecnopolítica e Saberes Situados 2015 e 2016

     

    Sobre

    Esta pesquisa – Tecnopolítica e Saberes Situados – é parte integrante do Projeto “Interseções entre pesquisa, ação e tecnologia: Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (LAVITS)”. Mais informações: http://www.lavits.org

    Síntese

    À luz de uma série de eventos e processos recentes, é extremamente importante para ampliar o debate público sobre a cultura crescente de vigilância e monitoramento de populações por Estados e corporações. Este projeto destina-se a disseminar esse cenário para os estudiosos, ativistas e do público em geral, através da construção de um discurso crítico sobre as implicações da “normalização” das práticas de vigilância. Simultaneamente pretende-se incentivar a consolidação e expansão das atividades da LAVITS (Rede Latino-Americana de Vigilância, Tecnologia e Estudos da Sociedade). O objetivo é não só para aumentar o debate sobre procedimentos de monitoramento atuais na América Latina, mas também promover o intercâmbio entre a investigação acadêmica e outros setores da sociedade civil que estão criando conhecimento e ações (sociais, artísticas, culturais) nesse contexto. Este projeto coordenado pela prof Dra. Fernanda Bruno a partir da UFRJ, mas executado em diferentes universidades, centra-se principalmente em três eixos de ação: pesquisa; intervenções criativas e desenvolvimento de tecnologia. O primeiro eixo aspira a impulsionar o desenvolvimento e cooperação de projetos de pesquisa voltados para os procedimentos de vigilância emergentes no Brasil e na América Latina. O segundo eixo centra-se nas intersecções e do diálogo entre as universidades e sociedade civil propondo atividades orientadas. Por fim, o terceiro eixo é dedicado ao desenvolvimento e disseminação de ferramentas que aumentem o conhecimento e proporcionar aos indivíduos e grupos com os meios para proteger a sua liberdade e privacidade na comunicação e atividades de todos os dias.

    Integrantes

    Coordenadora – Fernanda Glória Bruno/ Marta Mourao Kanashiro – Integrante / Rafael de Almeida Evangelista – Integrante / Rodrigo José Firmino – Integrante / Nelson Arteaga Botello – Integrante / Lucas de Melo Melgaço – Integrante / Henrique Zoqui Martins Parra – Integrante / Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro – Integrante / Bruno Vasconcelos Cardoso – Integrante.

    Financiador: Fundação Ford

    Apresentação deste sub-projeto

    A pesquisa será realizada mediante a implementação de um servidor web de uso compartilhado (veja abaixo Plataforma Sociotécnica e Protocolo Investigativista). O processo de construção dos protocolos sociotécnicos de operação deste servidor, mediante a tradução de princípios ético-políticos para as configurações do aparato técnico, servirá de disparador de nossas reflexões.

    Objetivo da investigação

    Compreender a cultura epistêmica de grupos tecnoativistas em relação às reconfigurações sociais emergentes em contextos de ampla mediação das tecnologias digitais de comunicação, com ênfase nas seguintes direções:

    • como regular os efeitos da mediação sociotécnica em termos de abertura ou fechamento das informações e conhecimentos produzidos?
    • quais os desafios (teóricos e práticos) para engendrar modos de colaboração, partilha e tradução dos conhecimentos produzidos entre grupos com culturas epistêmicas distintas?
    • quais as formas de articulação de normas/princípios sociais em aparatos materiais de comunicação digital?
    • como tornar visível, tangível o que ainda é percebido de forma sutil?

    Extensão e Pesquisa aplicada

    Desenvolver e/ou disseminar tecnologias e ferramentas que promovam a autonomia de indivíduos e grupos na garantia de sua liberdade e privacidade, em conformidade aos direitos civis e políticos, frente à presença de dispositivos de vigilância no cotidiano das comunicações e da vida urbana contemporâneas. Também serão priorizadas tecnologias sociais voltadas para o conhecimento crítico e a problematização das implicações destes dispositivos.

    Tal ação se desenvolverá mediante a criação de um servidor web que funcione como um protótipo de rede de servidores com especificações de segurança e suite de serviços de comunicação. Esta rede de servidores integrará três universidades brasileiras ‐ Unifesp, Unicamp, UFRJ ‐ e funcionará como uma incubadora de projetos de pesquisa e extensão que demandam especificações de privacidade e segurança para ações de colaboração entre universidade e sociedade civil.

    Construção metodológica

    Os procedimentos da investigação apoiam-se na construção colaborativa entre pesquisadores e grupos ativistas, inspirados na pesquisa-ação ou co-pesquisa. Para compreender como os sujeitos conhecem e se organizam através das mediações tecnológicas, propomos a realização de ações/intervenções conjuntas: projetos de pesquisa participativa, investigação pré-figurativa, prototipagem. Ou seja, propomos a criação de situações que promovam experiências problematizadoras. Por exemplo, ao criar junto a grupos específicos situações de uso alternativo de uma tecnologia, potencializamos uma experiencia de estranhamento que cria um fenômeno emergente através do qual pretendemos investigar tanto as dinâmicas sociais instituídas quanto os novos sentidos, modos de associação e práticas produzidas.

    Plataforma Sociotécnica Pimentalab – Servidor Web

    O Projeto “Plataforma Sociotécnica Pimentalab” objetiva integrar diferentes projetos de pesquisa e extensão baseados na utilização de tecnologias de informação e comunicação (doravante TICs) e oferecer suporte adequado para ações de ensino, pesquisa e extensão já em andamento, criando também possibilidades ampliadas para a realização de novos projetos científicos e sociais que necessitem de uma infraestrutura básica de TICs.

    Desde 2010 temos experimentado diferentes tecnologias digitais para a realização de pesquisas, sistematização e produção de novos conhecimentos e para a difusão de informações para estudantes e para o público extra-universitário. Até o presente momento, todas essas iniciativas foram realizada de maneira artesanal, contando sempre com o apoio espontâneo e solidário de diferentes individuos e grupos (tanto estudantes como da comunidade extra-universitária). Neste período, construímos diversos sites e utilizamos diferentas ferramentas em software livres, disponibilizadas tanto por empresas como por coletivos interessados em promover o livre acesso à informação e ao conhecimento. Em nossos projetos a utilização dessas tecnologias esteve orientada por três objetivos:

    • criar melhores condições de difusão e acesso ao conhecimento produzido na universidade;
    • promover junto à comunidade acadêmica a utilização de softwares livres que potencializem a auto-organização nos processos de produção e acesso conhecimento;
    • investigar na prática, do ponto de vista das ciências sociais, as inter-relações das tecnologias de comunicação e informação com os processos emergentes de organização social e de produção de conhecimentos.

    Por considerar que nossas iniciativas tem adquirido um maior grau de complexidade, demandando maior autonomia e consistência na gestão dos próprios recursos para que possamos ter melhor qualidade e consistência nos trabalhos empreendidos, e também maior controle sobre os dados e metadados produzidos, tanto para fins de investigação como para a boa gestão dos nossos projetos, e também por considerar que podemos oferecer à comunidade acadêmica e extra-acadêmica recursos semelhantes aos que temos utilizados, avaliamos que a criação da Plataforma Sociotécnica Pimentalab poderá contribuir para a realização e ampliação desses objetivos.

    Em síntese, nossa iniciativa consiste na implantação e manutenção coletiva de um servidor web para hospedar diferentes projetos científicos e sociais, da comunidade acadêmica e extra-acadêmica, para fins de pesquisa e extensão. A criação deste servidor, além de permitir uma maior organicidade na gestão e execução dos projetos baseados em TICs, permitirá a abertura de novas frentes de pesquisa e extensão. Como parte das ações desenhadas, estamos construindo uma rede de colaboração formada por grupos de pesquisa que atuam em diferentes universidades interessados no compartilhamento de recursos e na experimentação sociotécnica para a inovação tecnológica e social.

    A forma de implementação deste servidor, em seus aspectos técnicos, sociais, jurídicos e instituicionais, torna-se agora objeto de nossas reflexões mediante a criação dos protocolos sociotécnicos, doravante batizado – Protocolo Investigativista (veja abaixo).

    Protocolo Investigativista

    Descrição do objeto: conjunto de protocolos sociotécnicos para a implantação e gestão de um servidor web mantido por um projeto de pesquisa-extensão numa universidade pública. Os aplicativos disponibilizados (WordPress, Dokuwiki, Owncloud entre outros a serem definidos) poderão ser utilizados por grupos de pesquisa acadêmicos e extra-acadêmicos, coletivos e organizações sociais, em consonância aos objetivos e princípios da Plataforma.

    Objetivo geral: traduzir um conjunto de princípios ético-políticos em configurações do aparato técnico (servidor web, seus aplicativos, conexão e modo de funcionamento).

    Objetivos do Servidor Web

    • Promover a utilização e criação de tecnologias livres para o desenvolvimento social e tecnológico.
    • Oferecer infraestrutura de TICs para a hospedagem de projetos científicos e sociais, acadêmicos e extra-acadêmicos.
    • Promover a criação de tecnologias voltadas à pesquisa social aplicada.
    • Promover a liberdade de expressão e de conhecimento.
    • Promover a defesa da privacidade na comunicação em meios digitais.
    • Promover a criação de redes de colaboração entre pesquisadores e a sociedade civil.

    Princípios Gerais da Plataforma

    A utilização e a gestão da Plataforma Sociotécnica Pimentalab, bem como dos projetos aí hospedados, estarão orientados pelos seguintes princípios. Inspiramo-nos em: nos fundamentos norteadores da regulação da internet no Brasil conforme defendido pelo Comitê Gestor da Internet (http://pimentalab.milharal.org/files/2013/09/CGI-e-o-Marco-Civil.pdf); nos princípios que definem o software livre, conforme proposta da Free Software Foundation; nos princípios norteadores do livre acesso ao conhecimento, conforme definições da Open Knowledge Foundation; nos princípios da liberdade de expressão e de pensamento, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    • Promoção do uso, aperfeiçoamento e difusão de softwares livres (cf. definição da Free Software Foundation);
    • Promoção e defesa do livre acesso à informação e ao conhecimento;
    • Respeito à privacidade dos usuários;
    • Não comercialização ou mercantilização das informações, conhecimentos, dados ou metadados produzidos;
    • Utilização de licenças autorais que promovam a comunalização (commons) do conhecimento em sintona às políticas políticas e ao marco jurídico que promovem o livre acesso à informação.
    • Gestão transparente, compartilhada, solidária e responsável dos recursos tecnológicos.
    • Inimputabilidade da Plataforma e responsabilidade dos autores dos conteúdos.

    Desafios para os Protocolos Sociotécnicos do Servidor Web

    Como traduzir os princípios acima, em respeito ao Marco Civil da Internet, em especificações técnicas que promovam a privacidade e a liberdade de conhecimento e comunicação?

    Exemplos dos problemas:

    • como deve ser a guarda de logs de acesso/uso dos aplicativos hospedados;
    • condições de publicação nos aplicativos (anonimato X registros de identidade)
    • visibilidade e publicação de conteúdos sensíveis
    • imputabilidade da plataforma X responsabidade dos autores.

    Como podemos traduzir esses problemas numa política de hospedagem, regras de uso e especificações técnicas do servidor?

    Política de Hospedagem

    A DESENVOLVER

    O Pimentalab – Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento – é um grupo de pesquisa e extensão sediado na Universidade Federal de São Paulo. O projeto “Plataforma Sociotécnica” visa oferer recursos de comunicação digital para projetos científicos e sociais, da comunidade acadêmica e extra-acadêmica, respeitando requisitos e protocolos que promovam um ambiente de comunicação segura, respeitando a privacidade e a liberdade de expressão dos seus usuários em consonância aos marcos legais estabelecidos para a Internet no Brasil.

    Entendemos a hospedagem do seu site como uma cooperação entre as partes e não como uma prestação de serviços. É necessário ressaltar que o conteúdo publicado é de responsabilidade única dos/as autores/as do site, não cabendo ao Pimentalab a responsabilidade jurídica por conteúdo impróprio ou ilegal publicado.

    A moderação de comentários, a construção do site e demais mudanças no visual do site serão de responsabilidade da parte hospedada. Hospedar o seu site não significa que iremos fazer o seu site.

    O Pimentalab reserva-se ao cancelamento e término da hospedagem no caso em que a cooperação e a política de hospedagem não seja respeitada. Nestes casos, nós nos comprometemos a avisar os/as administradores/as do site com antecedência e disponibilizar todos os arquivos hospedados.

    Termo de Comprometimento de Hospedagem e de Uso

    A DESENVOLVER

    Discutimos e estamos de acordo em oferecer hospedagem conforme sua requisição.Estes são os termos de compromisso mútuo, onde explicitamos qual será nosso comprometimento com a hospedagem em questão pelo qual a parte hospedada precisa concordar para que seja possível manter tal relação.

    1. O Pimentalab reserva para si o poder de hospedar ou deixar de hospedar qualquer grupo ou indivíduo a partir dos principios e critérios éticos, politicos e práticos descritos acima.

    2. No caso de deixar de hospedar um grupo ou indivíduo, nos comprometemos a avisar a parte hospedada com antecedência e disponibilizar os arquivos envolvidos na hospedagem.

    3. Grupos e indivíduos só são hospedados se mostrarem-se dispostos a uma relação recíproca de troca de conhecimento e atividades.

    4. Criada a parceria o Pimentalab deve ser informado das ações e rumos que cada projeto toma caso possam afetar a plataforma, assim como o Pimentalab se compromete a informar a parte hospedada de qualquer coisa que venha a atingi-la.

    5. Os termos da parceria devem estar claros no sentido de um comprometimento de ambos os grupos no suporte, manutenção, e desenvolvimento dos sitios e afins que venham a ser criados por conta da hospedagem.

    6. A parte hospedada se responsabiliza pelo conteúdo do sitio, não cabendo ao Pimentalab sofrer as consequências jurídicas de conteúdo impróprio ou ilegal.

    7. As relações tem como finalidade a solidariedade no conhecimento, a complementariedade nas ações e nas trocas entre os grupos.

    8. Por não se tratar de uma relação meramente instrumental a hospedagem consiste em cooperação e não prestação de serviços.

    Procedimento de solicitação

    A DESENVOLVER

    Processo:

    1. requisição de hospedagem
    2. avaliação
    3. resposta para demanda
    4. pactuação
    5. ativação do aplicativo

    Especificações Técnicas para o funcionamento do servidor

    A DESENVOLVER

    Para promover a privacidade e da liberdade de conhecimento e expressão, elementos fundamentais para a pesquisa científica e ação social responsável junto a grupos vulneráveis ou que o envolvam a produção de informações sensíveis, nosso servidor terá como preocupação a proteção dos dados dos seus usuários e dos conteúdos hospedados.

    • Por padrão os sites hospedados possuem conexão criptografada (SSL).
    • Não registramos IPs de acesso e apenas mantemos o email que você nos deu como contato. Por esse motivo recomendamos a utilização de emails seguros que organizações que se preocupam com a sua privacidade.
    • Não compartilhamos os seus dados com ninguém! Não compartilhamos informações de usuários/as com nenhum outro grupo ou indivíduo. Não monitoraremos suas comunicações e não utilizaremos os seus dados para minerar informações, estudos ou pesquisas.
    • Por ser uma instalação Multisite do WordPress, temos como política de segurança a pré-aprovação de novos plugins e temas. Caso o tema ou plugin que você deseja não esteja disponível na plataforma, faça a solicitação através do email de contato.
    • A criação de contas de usuários no Dokuwiki e no Owncloud também está sujeita à aprovação mediante solicitação direta.

    Lista de discussão

    Recursos

    • Servidor Web: máquina já foi adquirida.
    • Ponto de Rede com IP Fixo: já temos um IP público definido.
    • Energia elétrica para alimentação: aguardando definição do DTI da EFLCH.
    • Sala segura: aguardando definição do DTI da EFLCH.
    • Bolsas para estudantes partícipes da gestão e implementação do projeto.
    • Manutenção física da infraestrutura.
    • Link de acesso à internet: quebra do link da RNP. Aguardando resolução pelo DTI.

    Protocolos utilizados como referencia para elaboração do texto acima

    https://protocolos.sarava.org/trac/wiki/Hospedagem

    https://protocolos.sarava.org/trac/wiki/Hospedagem/Politica

    https://protocolos.sarava.org/trac/wiki/Hospedagem/Termo

    https://milharal.org/politica/

    https://antivigilancia.org/pt/politica/

  • Projeto de Pesquisa – fase 1 (2015-2016)

    Estrutura “Guarda-Chuva” dos Projetos de Pesquisa desenvolvidos em 2015 e 2016.

     

    Índice

    • 1 Apresentação
    • 2 Linhas de Pesquisa
    • 3 Linhas de Extensão e Pesquisa Aplicada
    • 4 Projetos de Pesquisa em andamento
    • 5 Problema Macro-Teórico
      • 5.1 Recortes teóricos
      • 5.2 Sub-Projetos Específicos: outros recortes possíveis

    Apresentação

    Em diferentes sociedades e em cada momento histórico, podemos estabelecer relações de interdependência entre os modos de organização social, as formas de produção/difusão de conhecimentos, as tecnologias de comunicação e as formas de exercício do poder.

    Atualmente, no campo da produção/difusão de conhecimentos observamos mudanças radicais na relação com o saber, tanto na forma de acesso quanto nas próprias formas e locais de produção de novos saberes, em parte relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais. Simetricamente, observamos no campo político profundas transformações nos modos de ação e mediação institucional, seja na prática de grupos ativistas, movimentos sociais ou mesmo em novas individuações coletivas e modos de subjetivação política que tem emergido. Nesses dois eixos (saber-poder) há dinâmicas e problemas comuns relativos à mediação das tecnologias digitais de comunicação que nos interessa analisar.

    É nesta zona de intersecção que concentramos os projetos do Pimentalab[1][2]. Mais especificamente, o programa atual de pesquisa tem como campo empírico de investigação um conjunto de práticas científicas, organizações sociais, coletivos e movimentos sociais que atuam em temas relacionados a novos modos de conhecer e se organizar mediante a utilização das tecnologias de comunicação digital. Concretamente, observamos as práticas de: grupos tecnoativistas, comunidades hackers e ciberativistas, coletivos de mídia radical/independente, pesquisadores ativistas/militantes, iniciativas de ciência cidadã/amadora e artistas que atuam sobre a relação sociedade-tecnologia.

    Ao mapearmos e analisarmos um amplo conjunto de experiências procuramos identificar elementos que possam constituir uma gramática comum, um repertório partilhado de formas de ação, organização, modos de conhecer e princípios ético-políticos. A escolha de algumas dessas experiências, justamente pela forma como enunciam e tensionam certos problemas contemporâneos, permite-nos examinar transformações sociais que possuem amplo alcance. Para isso, nossa atenção estará dirigida para alguns aspectos que identificamos como transversais a essas experiências e que possuem modulações e combinações distintas em cada caso. Tais elementos tornam-se os vetores de análise para que possamos interrogar os novos problemas (teóricos e práticos) que surgem. Neste sentido, podemos destacar as seguintes temáticas como possíveis recortes para projetos de pesquisa mais específicos:

    • tecnopolítica: tecnologia e prática politica; modos de apropriação e uso de tecnologias; disputas sobre a dimensão sociopolítica da tecnologia e os efeitos do design incorporado; relação tecnologia e democracia.
    • reconfigurações da política: poder, ativismo, resistência e criação, movimentos sociais e sociedade de controle.
    • produção de conhecimentos situados e pesquisa ativista: ciência cidadã (amadora ou ativista); co-pesquisa; conhecimento rebelde; pesquisa participativa.
    • economia da informação e do conhecimento: trabalho imaterial, tensões sobre as políticas de acesso e difusão da informação, commons, produção entre pares (p2p) e capitalismo informacional.
    • linguagens e conhecimento sensível: visualidade, tecnologias de imagem, sociologia/antropologia visual; imagem e suas epistêmes; formas de comunicar e tornar apreensivel dimensões sensíveis do conhecimento.
    • metodologias de pesquisa e educação: co-pesquisa, experiência, prototipagem, metodologias participativas, educação democrática, pedagogia radical; educação expandida.
    • micropolítica e modos de subjetivação: modos de associação, organização e ação coletiva; poder, autonomia e crítica institucional.

    Linhas de Pesquisa

    • Tecnopolítica e Ação Coletiva: tecnoativismo, movimentos sociais e internet, comunidades hackers, ciberpolítica, sociedade de controle, acesso à informação, liberdade de expressão, privacidade, economia informacional, trabalho e capitalismo.
    • Conhecimentos Situados, Modos de Organização e suas Tecnologias: modos de organização social e micropolítica; modos de subjetivação; tecnologia e conhecimento; educação expandida, ciência cidadã/ativista; educação e pesquisa.

    Linhas de Extensão e Pesquisa Aplicada

    • Desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais: explorar as relações entre organização, relações de poder, tecnologias de comunicação e produção de conhecimento em coletivos, movimentos sociais e organizações.
    • Metodologias para ensino, pesquisa e organização social: sociologia amadora, ensino como pesquisa, sociologia prática, educação democrática.

    Projetos de Pesquisa em andamento

    Tecnopolitica e Saberes Rebeldes – 2015-2016 – Apoio Ford Foundation.

    Ciencia Aberta e Desenvolvimento Local – 2015-2016 – Apoio OCSDnet – Canadá.

     

    Problema Macro-Teórico

    Modos de Conhecer e tecnologias de comunicação: acesso à informação e participação distribuída; sociedade de controle e criação democrática
    A emergencia de novas formas de produção de conhecimentos e ação coletiva através das mídias digitais é um terreno em disputa. Graças às TICS há uma combinação de: participação distribuída em redes digitais; produção infinita de dados mediante rastreabilidade de toda interação em meios digitais; convergência digital; novas informações e conhecimentos produzidos. Estamos, todavia, no contexto do capitalismo informacional e da sociedade de controle.

    A lógica da participação, presente de diversas formas na experiencia politica de diversas democracias contemporaneas, manifesta-se de diferentes formas nas práticas de produção colaborativa, seja no âmbito da ciência cidadã/amadora, como nas dinâmicas sociais cotidianas cibermdiadas. Frequentemente, porém, esta participação é reduzida ou transformada num modo de governo, forma de condução da vida (biopolitica).

    Como fator complementar, não podemos perder de vista que a mediação das TICS está muito concentrada nas mãos de corporações privadas. Recentemente, observamos como a colaboração estatal-corporativa serviu para a expansao da vigilância e gestão populacional em escala planetária.

    Da mesma forma como nos séculos anteriores vimos o surgimento de novas ciencias (epidemiologia, economia politica…) que se combinaram a novas formas de governo, hoje estamos diante de novas formas de conhecer que ensejam novas formas de governo e controle social.

    Ao delinear características que possam compor uma gramática comum a este conjunto diverso de experiências, nosso objetivo mais amplo é apreender as reconfigurações entre as dinâmicas de autonomia e resistência face às novas formas de sujeição social e servidão maquínica (Deleuze & Guattari, 2005). Indiretamente, pretendemos interrogar as possibilidades e limites para a produção de conhecimento no campo das ciências humanas através das tecnologias digitais: como delinear a tênue fronteira entre as humanidades digitais, a engenharia social, o capitalismo cognitivo e a formação da sociedade de controle?
    Sub-questões e Temas

    • Relação entre tecnologias, conhecimento e prática política.
    • Nova cultura política
    • Tecnoativistas, Tecnocidadãos: novas formas de produção de conhecimento para uma nova política?
    • Relação entre ecossistema sociotécnico de comunicação (tecnologias digitais) e mudanças no regime de produção de conhecimento e de poder.
    • Tecnoativismo e acesso à informação: dilemas da abertura, segurança e privacidade.
    • Inovação Cidadã, Participação 2.0 X Coletivos tecnoativistas: tecnologias sociais entre a captura, a resistencia e a criação.
    • Ciencia cidadã, ciencia ativista, conhecimento rebelde. Qual a cultura epistêmica desses grupos? Casos de pesquisa-social, pesquisa-militante, grupos comunitários que fazem uso de TICs.
    • Movimentos sociais e uso de tecnologias
    • Educação e tecnologia: práticas inovadoras de uso de tics.
    • Participação social, democracia digital, participação cidadã.
    • Quais os repertórios, trocas de conhecimentos, modos de organização que estão fluindo de um lado para outro, dando forma a uma nova cultura política?
    • Que novas institucionalidades estão sendo gestadas?

    Recortes teóricos

    [1] Relação entre as culturas epistêmicas (em grupos tecnoativistas e coletivos experimentais) e a emergência de novas práticas políticas e institucionais.

    Os problemas:

    • relação cultura epistemica X cultura política
    • relação tecnologia X democracia: escolhas/desenhos sociotécnicos implicam em questões políticas
    • efeitos das composições sociotécnicas (TICs) na vida social (sociabilidade, política e conhecimento).
    • relação conhecimento científico X conhecimento extra-científico: ciencia e democracia.
    • privacidade X opendata: segurança X privacidade X transparência: necessidade de maior abertura e transparencia para produzir confiança e mobilização e ter mais colaboração versus, necessidade de segurança e privacidade.
    • invisibilidade, não-compreensão da complexidade dos problemas – como tornar intelegível?
    • capitalismo cognitivo

    [2] Emergência de novos atores políticos-cognitivos

    • tecnocidadãos;
    • pesquisadores ativistas, movimentos sociais engajados na produção de contra-expertise;
    • ciencia amadora, ciencia cidadã

    Característivas:

    • mobilizar diferentes atores
    • pesquisa aberta/colaboração
    • capacidade de comunicar + sensibilizar sobre o problema
    • participação do público.
    • economia da informação voltada ao commons em detrimento da propriedade intelectual exclusiva.

    [3] Novos diagramas organizacionais, novas formas políticas e suas tecnologias

    • movimentos sociais e internet
    • tecnopolíticas e novas formas de organização social
    • democracia digital, participacionismo, inovação cidadã.

    [4] Acesso ao conhecimento e os dilemas da abertura:

    • privacidade
    • controle
    • transparência
    • capitalismo cognitivo.
    • participação como governamentalidade: novos saberes X novas formas de governo.

    Sub-Projetos Específicos: outros recortes possíveis

    1. Tecnologias Digitais e Vida Social: modos de uso e efeitos das tecnologias digitais em aspectos relacionados à interação social, sociabilidade, privacidade, intimidade, visualidades, identidade, tecnoestéticas.

    2. Ação coletiva, Movimentos Sociais e Internet: quais são os usos, as tecnologias e modos de apropriação tecnológica; quais os problemas, desafios e efeitos; tecnodeterminismo X determinação sociopolítica da tecnologia; emergencia de novos atores e práticas políticas.

    3. Ecologias de comunicação e conhecimento: como determinadas comunidades/grupos acessam informação; partilham e se organizam; efeitos da mediação técnica na organização do conhecimento local.

    4. Sociedade de Controle e tecnologias: vigilância, retenção de dados, profiling, economia de vigilância.

    5. Economia da informação e do conhecimento: novas formas de trabalho e produção de valor; propriedade intelectual; acesso ao conhecimento.

    6. Metodologias alternativas de pesquisa, ensino e organização social: tecnologia e educação; pesquisa participativa; ciencia cidadã; ciencia ativista; participação social; pedagogia radical; cultura hacker.

  • Convocatória Artigos: Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos

    http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/announcement/view/25

    [en] CALL FOR PAPERS Liinc em Revista: “Citizen Science and Citizen Labs”
    [pt] CHAMADA da Liinc em Revista: “Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos”
    [es] LLAMADA DE ARTÍCULOS Liinc em Revista: “Ciencia ciudadana y
    laboratorios ciudadanos”

    ——–

    [en] CALL FOR PAPERS Liinc em Revista: “Citizen Science and Citizen Labs”

    Liinc em Revista is inviting submission of articles, subject to
    double-blind evaluation, for publication in Vol. 13, n. 1 (May 2017). We
    accept unpublished articles in Portuguese, Spanish and English.

    This issue will present a dossier on “Citizen Science and Citizen Labs”,
    organized by Guest Editors Henrique Parra (Unifesp, São Paulo), Mariano
    Fressoli (Cenit, Buenos Aires) and Antonio Lafuente (CSIC, Madri),
    within the theme proposed below.

    Social studies of science and technology have observed in the last few
    years the emergence of multiple practices and alternative spaces of
    knowledge production, redesigning identities and frontiers between
    scientists and a concerned public, between the scientific laboratory and
    the citizen laboratory.

    Inspired by the more critical tendencies of collaborative science and
    research “in the wild”, of open or citizen science, and by a tense
    dialogue with the dynamics of biopolitical government and of
    commodification of knowledge, there are new cognitive and political
    actors whose practices we wish to investigate.

    *Contributions to this dossier may include topics such as:
    *Open science, citizen science and “common” science
    *Science and the production of the common
    *Communities of practice, epistemic communities, and counter-expertise
    *Citizen labs and political experimentation
    *Fablabs, hackerspaces, and the maker movement
    *Open science and grassroots innovation movements
    *Production of counter-hegemonic scientific knowledge and
    technological appropriation
    *Protocols, infrastructures, technologies and modes of organization
    for open and collaborative production of knowledge.

    The dossier will also include a section for texts recounting innovative
    experiences within these topics.

    First authors of the articles should have doctoral or master degrees.
    This rule does not apply to accounts of experiences. Other guidelines
    for authors can be found at:
    http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines

    Apart from the dossier, we also accept articles and reviews on other
    topics within the range of interest of Liinc em Revista.

    PERIOD OF SUBMISSION: FROM SEPTEMBER 15, 2016 TO JANUARY 31, 2017 at
    http://www.ibict.br/liinc

    ———————————-
    [pt] CHAMADA da Liinc em Revista: “Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos”

    A Liinc em Revista está aberta à submissão de artigos, para avaliação às
    cegas por pares, para publicação no número 1, volume 13, de maio de
    2017. Aceitam-se artigos originais em português, espanhol e inglês.

    Esse número conterá o dossiê “Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos”,
    organizado pelos professores Henrique Parra (Unifesp, São Paulo),
    Mariano Fressoli (Cenit, Buenos Aires) e Antonio Lafuente (CSIC, Madri),
    cuja ementa é a que segue.

    Os estudos sociais em ciência e tecnologia têm observado, nos últimos
    anos, a emergência de uma multiplicidade de práticas e espaços
    alternativos de produção de conhecimento, recompondo as fronteiras e as
    identidades entre cientistas experts e público engajado, entre o
    laboratório científico e o laboratório cidadão. Inspiradas nas vertentes
    mais críticas da pesquisa “selvagem” e colaborativa, da ciência aberta
    ou cidadã, e num diálogo tenso com as dinâmicas do governo biopolítico e
    da mercantilização do conhecimento, surgem atores cognitivos e políticos
    cujas práticas interessa-nos investigar.
    As contribuições ao dossiê poderão incluir temas como:
    *Ciência aberta, ciência cidadã e ciência comum
    *Ciência e produção do comum
    *Comunidades de práticas, comunidades epistêmicas e contra-expertise
    *Laboratórios cidadãos e experimentação política
    *Fablabs, hackerspaces, movimento maker
    *Ciência aberta e movimentos de inovação “na base” (grassroots
    innovation movements)
    *Produção de conhecimento científico contra-hegemônico e apropriação
    tecnológica
    *Protocolos, infraestruturas, tecnologias e modos de organização
    para a produção aberta e colaborativa de conhecimentos.

    O dossiê incluirá também uma seção com relatos de experiências
    inovadoras nos temas propostos.

    Nos artigos, o primeiro autor deverá ter preferencialmente titulação
    acadêmica de Doutor e não poderá ter titulação inferior à de Mestre. Nos
    relatos de experiências inovadoras não há titulação mínima. Demais
    regras para submissão encontram-se em
    http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines

    Além do dossiê, a Revista está aberta à submissão de artigos e resenhas
    sobre outros temas em seu escopo de reflexão, conforme suas normas.

    Prazo de submissão: DE 15 DE SETEMBRO DE 2016 ATÉ 31 DE JANEIRO DE 2017,
    pelo endereço http://www.ibict.br/liinc

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    [es] LLAMADA DE ARTÍCULOS Liinc em Revista: “Ciencia ciudadana y
    laboratorios ciudadanos”

    Dicho número contará con un dossier sobre “Ciencia ciudadana y
    laboratorios ciudadanos”, organizado por los profesores Henrique Parra
    (Unifesp), Mariano Fressoli (Cenit, Buenos Aires) y Antonio Lafuente
    (CSIC, Madrid).

    En los últimos años, los estudios sociales de la ciencia y la tecnología
    permiten observar la emergencia de una multiplicidad de prácticas y
    espacios alternativos de producción de conocimiento. Estos espacios
    redefinen las fronteras e identidades entre científicos expertos y
    público comprometido, y entre el laboratorio científico y el laboratorio
    ciudadano. Inspiradas en las vertientes más críticas de la investigación
    “salvaje” y colaborativa, de la ciencia abierta y/o ciudadana, y en un
    dialogo tenso con las dinámicas de gobierno biopolítico y de la
    mercantilización del conocimiento, surgen actores cognitivos y políticos
    cuyas prácticas interesa investigar.

    Las contribuciones podrán incluir los siguientes temas:

    *Ciencia abierta, ciencia ciudadana y ciencia común
    *Ciencia y producción de los comunes
    *Comunidades de prácticas, comunidades epistémicas y experticias
    alternativas
    *Laboratorios ciudadanos y experimentación política
    *Fablabs, hackerspaces y movimientos maker
    *Ciencia abierta y movimientos de innovación de base (grassroots
    innovation movements)
    *Producción de conocimiento científico contra-hegemónico y
    apropiación tecnológica
    *Protocolos, infraestructuras, tecnologías y modos de organización
    para la producción abierta y colaborativa de conocimientos

    El dossier incluirá también una sección de crónicas de experiencias
    innovadoras sobre los temas propuestos.

    Para la presentación de artículos, se requiere que el primer autor posea
    al menos título de doctor (preferencialmente) o maestría. Mientras que
    para la presentación de experiencias innovadoras no se requiere
    titulación mínima. Para información sobre el resto de las reglas de
    presentación de trabajos, por favor véase el siguiente link:
    http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc/about/submissions#authorGuidelines

    Además del dossier, la Liinc em Revista está abierta a la presentación
    de artículos y reseñas sobre otros temas en su espacio de reflexión, de
    acuerdo a sus normas editoriales.

    Plazo de presentación de los trabajos: 15 de septiembre de 2016 al 31 de
    enero de 2017, siguiendo las instrucciones en el siguiente link:
    http://www.ibict.br/liinc

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