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  • Deve o conhecimento ser livre? Sim!

    aaron-swartz

    [Atualização: a tese foi inscrita graças ao apoio de muitas pessoas. Aaron Swartz a luta segue!]

     

    Contribuições às teses que serão discutidas durante o Congresso da Unifesp. O texto abaixo contou com a colaboração de inúmeras pessoas, em especial do grupo de trabalho “Ciência Aberta”.
    Utilizamos esta plataforma para escrever a minuta, onde todas as contribuições individuais podem ser visualizadas: https://pad.riseup.net/p/tese-acesso-conhecimento

    O texto finalizado para coleta de assinaturas é o que segue abaixo.

    Professores, estudantes e técnicos da Unifesp que estiverem de acordo com a proposta e quiserem assina-la basta me enviar por email o nome + número SIAPE (caso professor ou tecnico) ou nome + matricula (caso estudante).

    enviar para: opensocialsciences@gmail.com
    assunto: tese ciencia aberta

    —————–

    Deve o conhecimento ser livre? Sim!

    Tese: A universidade deve promover a ciência aberta, o livre acesso à cultura e ao conhecimento.

    Ciência, cultura e conhecimento são frutos da ação coletiva e constituem o bem comum (“commons”) que faz da universidade um importante espaço de criação, compartilhamento e difusão de idéias, de práticas e tecnologias. Se na sua origem a ciência moderna nutriu-se de uma importante publicização e abertura, baseado no escrutínio dos procedimentos e resultados, na possibilidade de sua ampla reprodução e modificação para novos aperfeiçoamentos e na ampla difusão social para aplicações diversas, hoje este commons encontra-se ameaçado.

    De maneira análoga ao cercamento das terras comunais que deram origem à acumulação privada da terra, no atual contexto histórico a cultura, os diversos tipos de conhecimento, inclusive o conhecimento científico, estão sujeitos a novas formas de privatização, sendo tratados como bens materiais passíveis de apropriação exclusiva. Seja pela ampliação dos direitos de propriedade intelectual, através dos mecanismos de avaliação da produtividade científica, seja por uma cultura instrumental e proprietária na sua relação com o saber, observamos que tais dispositivos tem ensejado mais a competição entre os pares do que a cooperação, mais o bloqueio da criatividade do que o incentivo à inovação, introduzindo dinâmicas nocivas à produção e difusão de novos conhecimentos.

    Enquanto muitos países de reconhecida produção científica e tecnológica estão reavaliando os efeitos negativos da privatização do conhecimento – quando a criação de patentes e direitos autorais são utilizados para bloquear a inovação de um possível competidor – o governo brasileiro espera fazer a modernização da produção científica e tecnológica mediante a inserção tardia no jogo da “inovação” em que as cartas do tabuleiro internacional já estão todas definidas.

    Como evidências dessa tendência internacional, temos as análises do Nobel de economia e diretor do banco mundial Joseph Stiglitz[1.1], professor da Columbia University, de Paul David[1.2], professor emérito de Stanford e Oxford, da Nobel de economia Elinor Ostrom[1.3], entre outras, e ações concretas como a contratação pelo Ministério da Ciência Britânico do cofundador da Wikipédia Jimmy Wales[2], a licença e repositório de hardware aberto do CERN[3], o financiamento australiano ao desenvolvimento aberto de fármacos para malária[4], e também iniciativas no setor privado a exemplo da Open Invention Network[5] e da Tesla Motors[6]

    Por acreditar que a universidade deve promover o livre acesso ao conhecimento e à cultura, e que a ciência cresce e se aperfeiçoa quanto mais partilhada, desejamos promover práticas instituicionais que fomentem a colaboração, o compartilhamento e o livre acesso à informação nas diversas fases da produção, ensino e difusão científica.

     

    Propostas

     

    • Estender a promoção do acesso aberto (veja plataforma Scielo) a toda produção científica financiada com recursos públicos. Haja visto que no suporte digital as regras baseadas na escassez não fazem mais sentido. Hoje é sabido que a livre circulação de edições digitais contribui para o aumento das vendas das versões impressas do mesmo trabalho, além de ampliar o acesso e o público a esses recursos.
    • Adotar protocolos para o compartilhamento dos procedimentos de pesquisa e dos bancos de dados produzidos pela comunidade científica para fortalecer a cooperação na utilização das informações produzidas (veja o projeto Open Source Malaria).
    • Fomentar o software livre na universidade e a adoção de padrões abertos para arquivos e materiais digitalmente disponíveis como um passo importante para ampliar o acesso, uso, e trabalho colaborativo entre pesquisadores e instituições no Brasil e ao redor do mundo. As tecnologias (hardware e software) criadas e adotadas em nossas práticas científicas e educativas podem se orientar pelo paradigma da abertura (veja o exemplo da Internet e da World Wide Web, tornada universal graças à adoção de protocolos informáticos abertos).
    • Promover os Recursos Educacionais Abertos (REA) através de formas alternativas de licenciamento autoral como política institucional da universidade. Quando os materiais educacionais utilizados em sala de aula e mesmo os produzidos pela comunidade são de acesso limitado – por edições esgotadas, barreiras de acesso a alunos que participam do curso em questão, livros restritos aos espaços das bibliotecas, contratos comerciais que alienam o autor etc – colocam professores, estudantes e pesquisadores numa zona cinzenta quanto ao direito autoral, além de limitar seriamente o acesso, compartilhamento e melhoria dos recursos didáticos, obstruindo o ciclo virtuoso de produção intelectual que é prática essencial na universidade. Considere-se bons exemplos como o programa de incentivos adotado pela UFPR[7] e o projeto de adoção de licenças livres pela Universidade Aberta do Brasil[8].
    • Desenvolver e institucionalizar mecanismos de reconhecimento e valorização de contribuições ao conhecimento produzido abertamente durante os processos de pesquisa e ensino, de modo que a produção de conhecimento e inovação abertos se torne uma atividade positiva na carreira de docentes, estudantes e demais.
    • Promover o monitoramento dessas produções abertas para que se possa contemplá-las nas avaliações das atividades da universidade, para seu próprio direcionamento como também embasando o investimento da sociedade na instituição e estimulando maior envolvimento público na produção e nos debates sobre ciência e tecnologia.

    Uma universidade que se pretende inovadora na produção científica e socialmente comprometida deve promover práticas sociais e formas de produção de conhecimentos em que o commons (bem comum e não-rival – base da ciência, cultura e conhecimentos, mas também da coesão social) seja permanentemente nutrido e ampliado, resistindo portanto às tendências de apropriação exclusiva que contribuem para a corrosão da própria comunidade.

    ———————
    [1.1] Stiglitz
    http://scholarship.law.duke.edu/dlj/vol57/iss6/3/

    [1.2] Paul David

    http://siepr.stanford.edu/publicationsprofile/2791

    [1.3] Elinor Ostrom

    http://mitpress.mit.edu/books/understanding-knowledge-commons

    [2]Jimmy Wales:
    http://news.sciencemag.org/2012/05/u.k.-government-enlists-wikipedia-founder-open-access-policy

    [3] CERN Open Hardware
    http://www.ohwr.org/

    [4] Open Source Malaria
    http://opensourcemalaria.org/

    [5] Open Invention Network
    https://en.wikipedia.org/wiki/Open_Invention_Network

    [6] Tesla Motors
    http://www.forbes.com/sites/briansolomon/2014/06/12/tesla-goes-open-source-elon-musk-releases-patents-to-good-faith-use/

    [7] Universidade Federal do Paraná – Política de Incentivo aos Recursos Educacionais Abertos:
    http://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/ufpr-e-pioneira-na-valorizacao-de-recursos-educacionais-abertos-rea/

    [8] REA (Recursos Educacionais Abertos) na Universidade Aberta do Brasil
    http://www.capes.gov.br/images/stories/download/editais/Edital-1-2014-Unesco-TOR-17jul14.pdf

  • Seleção de bolsista Pimentalab

    P1060512

     

    Seleção de um(a) estudante para Bolsa de Extensão para o edital ProExt – 2014

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    [conheça um pouco do projeto neste site]

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Seleção para o Edição 2014 ProExt/MEC

    Os bolsista do ProExt deverá participar da criação, implementação, acompanhamento e suporte de diferentes atividades promovidas pelo Pimentalab. Na edição 2014 a realização de oficinas e eventos (conforme apresentação acima) pretende convergir com dois outros objetivos: implementar uma plataforma digital com aplicativos para uso público e constituir uma rede social (e digital) de colaboração com um público específico. Os estudantes selecionados poderão atuar em dois eixos temáticos: (1) tecnologia e processos sociopolíticos; (2) ensino de sociologia e formação de professores.

    Atividades a serem desenvolvidas

    (1)formação e pesquisa temática;

    (2)criação e manutenção de banco de dados;

    (3)capacitação técnica no uso de softwares livres;

    (4)alimentação contínua do sistema de gestão e avaliação;

    (5)gestão financeira do projeto;

    (5)sistematização e publicação das informações na plataforma online do projeto;

    (6)realização de oficinas e atividades de campo;

    (7)participação nas atividades de planejamento do projeto;

    (8)participação nos seminários de estudos do grupo de pesquisas.

    (9)produção de relatórios.

    Período de vigência da bolsa:

    de 01/09/2014 a 30/12/2014 (4 meses).

    Carga Horária Semanal: 16 horas.

    Valor da Bolsa (4 bolsistas): R$400,00.

    Requisitos e indicadores para classificação:

    (a)alunos regularmente matriculados no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b)bom desempenho acadêmico e interesse em atividades de pesquisa;

    (c)interesse na utilização intensiva de tecnologias de informação e comunicação;

    (d)capacidade para trabalhar coletivamente: autonomia, colaboração, planejamento em equipe, escuta, participação ativa, capacidade de sistematização e compartilhamento de informação.
    (e)conhecimentos técnicos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação.

    (f) familiaridade com as tecnologias e atividades já desenvolvidas pelo Pimentalab.

    (g)tempo disponível conforme carga horária proposta;

    (h)não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    Processo de Inscrição:

    O candidato deverá se inscrever por e-mail enviando uma mensagem:

    [para] opensocialsciences@gmail.com

    [assunto] PROEXT-Pimentalab

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    (c)Carta de motivação em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses de pesquisa e atuação (até duas páginas);

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 11/08/2014 a 27/08/2014.

    Entrevistas e seleção: de 27 a 29 de agosto de 2014.

  • Curso – Sociedade e Tecnologias Digitais

     

    A partir de agosto de 2014 ofereço a segunda edição da disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais no curso de Ciências Sociais da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Unifesp/Guarulhos. O programa do curso anterior está disponível na Wikiversity, onde construímos e documentamos todo o percurso da disciplina – https://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012

    O curso é oferecido como disciplina eletiva para estudantes da EFLCH/Unifesp e como curso de extensão para professores de sociologia da rede pública ou educadores/agentes socioculturais.

     

    Inscrições como curso de extensão:

    Período: 14/7/2014 a 31/7/2014.

    Vagas limitadas (o número pode variar conforme o número de estudantes regulares no curso).

    Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1XGMkkOlYUJLSof-yM7UsHo3zmz0QYeeom0hauZi0DF4/viewform?usp=send_form

    Critérios de seleção:

    (1) adequação ao perfil (professor e/ou educador com vínculo em escola, organização social).

    (2) manifestação de interesse.

    (3) ordem de inscrição.

    Resultado inscrição: 11/08/2014.

    Início curso: 27/08/2014 (presença inicial exigida para confirmação de interesse).

  • Sujeito, Território e Propriedade: tecnologias digitais e reconfigurações sociais

    contemporanea_v4n1_capa

    PARRA, Henrique Z. M. Sujeito, território e propriedade: tecnologias digitais e reconfigurações sociais. Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar, São Carlos, v.4, n. 1, jan.-jun. 2014, pp. 183-209. DOWNLOAD

     

    Resumo:  Neste artigo, partimos de uma abordagem sociológica que analisa os fenômenos de mediação técnica sob o duplo aspecto da construção sociopolítica da tecnologia e de sua tecnicidade específica. Em seguida, investigamos as reconfigurações sociais, em três domínios distintos (o sujeito, o território e a propriedade), relacionadas à mediação das tecnologias digitais de comunicação. Interessa-nos observar a maneira como essa mediação técnica específica modifica algumas das fronteiras (conceituais e práticas) historicamente construídas sobre cada um desses elementos. Concluímos indicando a emergência de um novo campo político que tem como objeto de disputa as configurações (sociais e técnicas) que governam o funcionamento dos dispositivos digitais.

    Palavras-chave:  tecnologias digitais; sociotécnica; tecnicidade; mediação; política.

  • Seleção bolsista Pimentalab

    P1060512

     

    Seleção de Bolsistas de Extensão para o edital ProExt – 2014

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Seleção para o Edição 2014 ProExt/MEC

    Os bolsistas do ProExt deverão participar da criação, implementação, acompanhamento e suporte de diferentes atividades promovidas pelo Pimentalab. Na edição 2014 a realização de oficinas e eventos (conforme apresentação acima) pretende convergir com dois outros objetivos: implementar uma plataforma digital com aplicativos para uso público e constituir uma rede social (e digital) de colaboração com um público específico. Os estudantes selecionados poderão atuar em dois eixos temáticos: (1) tecnologia e processos sociopolíticos; (2) ensino de sociologia e formação de professores.

    Atividades a serem desenvolvidas

    (1)formação e pesquisa temática;

    (2)criação e manutenção de banco de dados;

    (3)capacitação técnica no uso de softwares livres;

    (4)alimentação contínua do sistema de gestão e avaliação;

    (5)gestão financeira do projeto;

    (5)sistematização e publicação das informações na plataforma online do projeto;

    (6)realização de oficinas e atividades de campo;

    (7)participação nas atividades de planejamento do projeto;

    (8)participação nos seminários de estudos do grupo de pesquisas.

    (9)produção de relatórios.

    Período de vigência da bolsa:

    de 01/06/2014 a 30/12/2014 (7 meses).

    Carga Horária Semanal: 16 horas.

    Valor da Bolsa (4 bolsistas): R$400,00.

    Requisitos e indicadores para classificação:

    (a)alunos regularmente matriculados no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b)bom desempenho acadêmico e interesse em atividades de pesquisa;

    (c)interesse na utilização intensiva de tecnologias de informação e comunicação;

    (d)capacidade para trabalhar coletivamente: autonomia, colaboração, planejamento em equipe, escuta, participação ativa, capacidade de sistematização e compartilhamento de informação.
    (e)conhecimentos técnicos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação.

    (f) familiaridade com as tecnologias e atividades já desenvolvidas pelo Pimentalab.

    (g)tempo disponível conforme carga horária proposta;

    (h)não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    Processo de Inscrição:

    O candidato deverá se inscrever por e-mail enviando uma mensagem:

    [para] opensocialsciences@gmail.com

    [assunto] PROEXT-Pimentalab

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    (c)Carta de motivação em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses de pesquisa e atuação (uma página);

    (d)Proposta de trabalho que gostaria de desenvolver tendo em vista os objetivos e eixos temáticos descritos acima (até 2 páginas).

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 13//05/2014 a 23/05/2013.

    Entrevistas e seleção: de 27 a 30 de maio de 2014.

    Resultado: 2 de junho de 2014.

  • Saravá sofre ameaça à liberdade de expressão, organização e de conhecimento

    saravea-banner-denuncia

    Reproduzo abaixo nota de comunicação do Grupo Saravá, publicado em: https://www.sarava.org/pt-br/node/102

    Aproveito para manifestar minha solidariedade a este importante coletivo, referência no Brasil e no exterior no desenvolvimento de pesquisas em tecnopolítica e na difusão de tecnologias que promovem o direito à comunicação e ao conhecimento. Graças ao apoio do Saravá, inúmeras ações de ensino, pesquisa e extensão que realizamos na universidade são possíveis.

    Esta situação, justamente no momento em que o Brasil dá um importante exemplo com a recente aprovação do Marco Civil da Internet, é revelador da permanência de práticas anti-democráticas e desproporcionais que ameaçam o direito à liberdade de expressão, de organização e de conhecimento. Segue a nota:

    ====================================================================
    Urgente – Grupo Saravá está prestes a perder seu principal servidor!
    ====================================================================

    PRIMEIRO ROUBO DE DADOS APÓS APROVAÇÃO DO MARCO CIVIL:
    ATAQUE POLICIAL À PRIVACIDADE PODE OCORRER DEPOIS DE EVENTO NETMUNDIAL.

    Por conta de um processo que corre em segredo de justiça contra a Rádio Muda, a
    mais antiga rádio livre em operação no Brasil, o principal servidor do Grupo
    Saravá poderá ser apreendido nesta próxima segunda-feira 28/04 às 13:00.

    A Rádio teve seus equipamentos apreendidos mais uma vez em 24 de fevereiro
    deste ano[1]. Na esteira desse processo, a procuradoria do Ministério Público
    Federal prosseguiu o inquérito, desta vez mirando os dados disponíveis no site
    da rádio que possam identificar seus participantes. Uma requisição
    do MPF assinada pelo Procurador Edilson Vitorelli Diniz Lima formalizou o
    pedido.

    O servidor do Grupo Saravá que está localizado na Universidade Estadual de
    Campinas – Unicamp, hospedava a plataforma radiolivre.org, incluindo o site da
    Rádio Muda – muda.radiolivre.org, e hospeda outros diversos projetos de pesquisa
    e de extensão, relacionados além da Unicamp a outras universidades públicas
    brasileiras.

    O Saravá é um grupo de estudos que há dez anos oferece infraestrutura
    tecnológica, reflexão política e sistemas de comunicação autônomos e seguros de
    forma gratuita a grupos de pesquisa e movimentos sociais[2]. Em 2008 um dos seus
    servidores já foi apreendido e até hoje não foi devolvido[3].

    Agora, em 2014, logo após a aprovação do Marco Civil da Internet [4] e a
    realização de uma conferência mundial sobre a internet na qual o Brasil tentou
    figurar como bastião da proteção da liberdade na internet, nos deparamos com
    mais uma tentativa de sequestro de dados, prejudicando a privacidade de projetos
    de pesquisas e o livre acesso a informações com o fechamento de listas de
    discussão, sites e ferramentas.

    Julgamos desproporcional a quebra de sigilo de comunicação para os fins do
    inquérito do MPF. Ademais, o servidor não possui registros que possam
    identificar usuários/as como parte de sua política de privacidade[5].

    Pedimos solidariedade a todos os grupos, indivíduos e instituições que lutam
    por uma sociedade e uma internet livre. Na próxima segunda-feira 28/04 às 13h
    haverá uma manifestação na frente do prédio do Centro de Processamento de Dados
    do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, todo apoio é bem vindo.

    Pela internet, haverá manifestação em redes sociais e através do envio de
    mensagens de repúdio ao Ministério Público Federal. Hashtags: #SaravaLivre,
    #netmundial1984, #sarava, #privacidade, #OurNetMundial, #marcocivildainternet

    Exigimos a imediata interrupção das investidas policiais contra o servidor do
    Grupo Saravá e os dados dos/as usuários/as.

    [1] http://intervozes.org.br/fechamento-da-radio-muda-e-mais-um-atentado-contra-a-liberdade-de-expressao-no-brasil/
    [2] Princípios do Saravá: https://www.sarava.org/pt-br/principios
    [3] Sequestro do Saravá em 2008: https://www.sarava.org/pt-br/node/44
    [4] Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm
    [5] https://www.sarava.org/pt-br/privacidade

  • CryptoRave SP: O Papel do Anonimato nas Sociedades Democráticas

    Palestra realizada na Cryptorave São Paulo – Centro Cultural São Paulo, 11 e 12 de abril de 2014.

  • Seminário de Projetos – Sociedade de Controle e nomes múltiplos: o caso Black Bloc – 9/4/2014

    Seminário de Projetos - Pimentalab
    Dia 9 de abril das 17:30 às 19:30
    Sala 224 - Unifesp Guarulhos
    Av. Monteiro Lobato; 609 (Campus Provisório)

    Projeto de Iniciação Científica de Renato Ponzetto Aymberé
    Título: Sociedade de Controle e nomes múltiplos: o caso Black Bloc
    Texto disponível aqui

    “Podemos definir nomes múltiplos como uma forma de se organizar politicamente em que um grupo de pessoas que adotam o mesmo pseudônimo e com ele passam a assinar manifestações das mais variadas naturezas, de intervenções artísticas ao hackeamento de sites; da destruição de símbolos da propriedade privada empresarial à autoria de livros.

    Há dois tipos de nomes múltiplos, os abertos, onde, à priori, qualquer pessoa pode fazer utilizar o nome; e os fechados, em que apenas certas pessoas podem fazer uso do nome. Para estudar as relações de poder dentro de um nome múltiplo, optamos por analisar como se organiza o nome múltiplo Black Bloc, ou seja, procuramos compreender se dentro desse nome múltiplo alguns dos indivíduos que o constituem tem mais poder que outros, além de analisar a forma como o Black Bloc se enxerga e se promove em redes sociais e comunicados e, também, como a mídia os trata.”

    Aymbere-nomes-multiplos

    2013_07_11_ato_contra_monopolio_das_midias_manifestacao_cabral_6d_031