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I Seminário Internacional em Humanidades Digitais no Brasil
Gostaríamos de convidá-los a participar do I Seminário Internacional em Humanidades Digitais no Brasil, que acontecerá nos dias 23 a 25 de outubro, no auditório Isván Jancsó da Universidade de São Paulo.O Seminário propõe uma reflexão em torno da relação entre as humanidades e as tecnologias digitais na atualidade, lançando o debate sobre as “Humanidades Digitais” na comunidade de pesquisas brasileira. Uma iniciativa do Grupo de Pesquisas Humanidades Digitais (HDbr), o evento conta com o apoio da Alliance of Digital Humanities Organizations (ADHO), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Pró Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (PRCEU).O painel de convidados congrega nomes importantes do campo internacional das Humanidades Digitais e membros da comunidade de pesquisa brasileira com tradição em projetos que unem o saber humanístico às tecnologias computacionais de ponta, em especial nas áreas de ciência da informação, história, linguística e filologia. O Programa inclui conferências, mesas-redondas, apresentações de projetos em andamento e sessões abertas de debates, com a participação de figuras expressivas da cultura digital brasileira.A programação completa está no site do evento, http://seminariohumanidadesdigitais.wordpress.com/, por onde também já estão sendo realizadas as inscrições, gratuitas.Obrigada!A Comissão OrganizadoraI Seminário Internacional em Humanidades Digitais
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Marco Civil da Internet – seminário
A proposta de um Marco Civil da Internet foi elaborada por diversos grupos da sociedade civil durante um longo processo de discussão. Agora, após 2 anos de enrolação para sua aprovação e diante do pesadelo real do Big Brother americano, o governo federal e o congresso brasileiro acordaram para a importância de sua votação. Para analisar as propostas e disputas em curso e refletir sobre as implicações do Marco Civil da Internet em nossa comunicação cotidiana realizamos uma roda de discussão sobre o tema.
Seminários do Pimentalab/TransMediar: “Marco Civil da Internet”.
Com a presença da pesquisadora Cristiana Gonzalez.
Data: 26 de setembro, quinta-feira, às 18hs
Local: Sala 13 – Campus Pimentas – EFLCH/Unifesp.
Materiais para discussão:
Relatorio-Alessandro-Molon-Marco-Civil-11-7-2012
Projeto de Lei – Marco Civil da Internet
Proposta do Marco Civil analisado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil
Novas emendas ao Projeto de Lei – final de setembro/2013
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Treze princípios contra vigilância descontrolada apresentados em reuniao do ONU
Hoje a Lavits (Rede Latino- Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade), o Gpopai (Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP) e TransMediar / Pimentalab juntam-se a uma enorme coalizão internacional convocando o Brasil para avaliar se as leis e as atividades de vigilância nacionais estão de acordo com as suas obrigações internacionais de direitos humanos.
Defendemos um conjunto de princípios internacionais contra a vigilância descontrolada. Esses 13 princípios (https://pt.necessaryandproportionate.org/text) publicizaram pela primeira vez um quadro de avaliação para repensar práticas de vigilância no contexto das obrigações internacionais para os direitos humanos.
Um grupo de organizações da sociedade civil apresentou oficialmente os 13 Princípios no último dia 20 de setembro, em Genebra, em um evento paralelo com a participação de Navi Pillay, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Relator Especial das Nações Unidas sobre a Liberdade de Expressão e Opinião , Frank LaRue , durante a 24 ª sessão do Conselho de Direitos Humanos. O evento paralelo foi organizado pelas Missões Permanentes da Áustria, Alemanha, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Hungria.
O contexto brasileiro
O problema da proliferação de mecanismos de vigilância no Brasil é de amplo espectro. É perceptível desde a ação do Estado como voraz coletor – e péssimo guardião – de dados pessoais e biométricos dos cidadãos até em conflitos, principalmente de classe, dentro da própria sociedade civil, por meio de dispositivos de coleta de imagem e outros dados que regulam o acesso a espaços privados. Com a informatização, a questão se tornou ainda mais complexa. Recentemente, foi revelado que a autoridade eleitoral nacional havia firmado um acordo que permitiria o acesso, por parte de uma empresa privada de informações sobre crédito, de dados de todos os eleitores brasileiros (vejam nota crítica da Lavits a respeito do caso). O país carece de legislação que dê proteção a dados pessoais armazenados eletronicamente e as propostas nesse sentido tem sido atacadas e postergadas indefinidamente. Líderes políticos e empresários mostram-se pouco cientes sobre a fragilidade de segurança das comunicações eletrônicas que utilizam; e o debate público sobre o tema e suas implicações ainda é muito raro e limitado à academia e ativistas.
O lançamento dos “Princípios Internacionais sobre a aplicação do Direito Humano à vigilância das comunicações” vem num momento muito crucial para os países latino-americanos, especialmente o Brasil, que ainda tem um vazio legal em matéria de proteção dos direitos humanos no contexto das comunicações digitais. Esperamos que esta situação seja em breve contornada com a retomada das discussões sobre o Marco Civil da Internet brasileira, que neste momento tramita em regime de urgência no Congresso Nacional do Brasil.
Pelo menos três casos recentes enfatizam a necessidade urgente de se promover ações e debate público sobre os temas abordados pelos 13 Princípios: as evidências de que o governo e as empresas brasileiras têm sido sistematicamente alvo de programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) ; a expansão do uso de tecnologias e práticas de vigilância a fim de responder aos padrões internacionais exigidos pelos megaeventos esportivos que ocorrerão nos próximos anos – Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016); e casos recentes de monitoramento, vigilância e criminalização, pelos governos estaduais no Brasil, dos participantes de protestos políticos iniciados em junho de 2013 no país.
Ressaltamos, nos 13 Princípios, a importância da noção de “informação protegida”, atenta aos diferentes tipos de dados comunicacionais (como metadados, por exemplo) que hoje podem fornecer informações importantes e sensíveis sobre indivíduos.
Por fim, vale ressaltar a necessidade de fortalecer mecanismos para garantir a proteção dos dados pessoais e dos direitos humanos dentro de comunicação, não só contra intrusões do Estado, mas também frente a interesses comerciais do setor privado, bem como frente às alianças, cada vez mais frequentes e complexas, entre atores estatais e não estatais.
Os casos recentemente revelados de espionagem de Estados-Nação pela NSA foram transformados em um intenso debate na imprensa brasileira, especialmente por causa de evidências de que membros do alto escalão do governo brasileiro eram um alvo privilegiado, incluindo e-mails e chamadas telefônicas da presidente Dilma Rousseff, e a empresa pública Petrobras (uma das maiores empresas de petróleo do mundo). O monitoramento sobre a Petrobras demonstra claramente o uso estratégico e econômico de práticas de espionagem por agências estatais, como a NSA, para construir obscuras vantagens competitivas aos seus Estados de acolhimento. O caso descoberto em setembro de 2013 coincide com o momento em que a Petrobras estava organizando o leilão inicial de grandes reservas de petróleo, do qual participam empresas norte-americanas. O acesso à informação sobre a Petrobras e sobre o leilão pode influenciar as propostas e criar uma disputa desequilibrada para as empresas que participam do processo. A vigilância orientada sobre o governo brasileiro e a Petrobras tem impactado fortemente as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. Em virtude dessa situação, a presidente Dilma Rousseff cancelou uma visita oficial aos Estados Unidos, que havia sido agendada para outubro próximo.
Pronunciamentos no contexto internacional
Navi Pillay, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou em seu discurso de abertura no Conselho de Direitos Humanos, em 9 de setembro:
” Devem ser aprovadas leis e políticas para lidar com o potencial de intrusão dramático sobre a privacidade dos indivíduos que têm sido possível graças a modernas tecnologias de comunicação . ”
Frank La Rue, o Relator Especial da ONU sobre a liberdade de expressão e opinião deixou claro o caso de uma relação direta entre o estado de vigilância, privacidade e liberdade de expressão neste último relatório ao Conselho de Direitos Humanos :
“O direito à privacidade é muitas vezes entendido como um requisito essencial para a realização do direito à liberdade de expressão. Interferência indevida na vida privada dos indivíduos pode tanto direta como indiretamente limitar o livre desenvolvimento e troca de ideias. … Uma infração a um direito pode ser ao mesmo tempo causa e consequência de uma infração sobre o outro”.
Saiba mais sobre os Princípios no site: https://pt.necessaryandproportionate.org/text
Este texto foi discutido e elaborado por membros da Lavits: Fernanda Bruno, Marta Kanashiro, Rafael Evangelista, Rodrigo Firmino, e membros do Gpopai e do TransMediar / Pimentalab: Henrique Parra e Pablo Ortellado.
No Twitter: #13Principles #HRC24
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Arendt e educação
Preparando a aula de amanhã sobre Hannah Arendt – A Crise da Educação.
Muitas coisas pra pensar e sentir neste momento.

daqui de casa Fragmentos do texto:
“O mundo, visto que feito por mortais, se desgasta, e, dado que seus habitantes mudam continuamente, corre o risco de tornar-se mortal como eles. Para preservar o mundo contra a mortalidade de seus criadores e habitantes, ele deve ser continuamente, posto em ordem”.
“Exatamente em benefício daquilo que é novo e revolucionário em cada criança é que a educação precisa ser conservadora; ela deve preservar essa novidade e introduzi-la como algo novo em um mundo velho, que, por mais revolucionário que possa ser em suas ações, é sempre, do ponto de vista da geração seguinte, obsoleto e rente à destruição.” (p.243).
A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum (p.247).
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Alerta: censura e ameaça a trabalho fotográfico

Foto: Antonio Brasiliano Fiquei muito preocupado com a notícia de que uma imagem do colega fotógrafo Antonio Brasiliano havia sido retirada de uma exposição por supostas ameaças de policiais. [Veja reportagem]
Quando vi a imagem fiquei ainda mais chocado. Conheço bem esta e outras imagens feitas pelo Antonio na mesma época. Excelentes registros das lutas dos movimentos de moradia do centro de São Paulo e de um período de articulações entre diversos coletivos de artistas junto a esses movimentos. Ação que ficou mais visível na ocupação do edifício Prestes Maia, que está novamente ocupado após uma vergonhosa reintegração de posse.
Em outro momento, esta mesma imagem integrou uma exposição fotográfica que fizemos e que foi selecionada para exibição no Encontro Anual da ANPOCS – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais; sendo também selecionada para a Revista DiverCidade, publicação eletrônica do Centro de Estudos da Metrópole do Cebrap. [Veja o Ensaio Aqui].
Será que de lá para cá (de 2006 para 2013) a situação ficou ainda pior e a repressão ganhou novos e mais amplos contornos?
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Amarildo: a força do meme e as novas alianças políticas
Alguma coisa se rompeu nos últimos meses. Reconfigurações da política, da própria partilha do mundo, distribuindo corpos, idéias e sentimentos de uma forma diferente no espaço social. Por hora, só vemos as fagulhas.
Amarildo desapareu há poucos dias. Quantos Amarildos “desaparecem” todos os dias? Quantos Amarildos terão que “desaparecer” para que tenhamos outra polícia? Noutro momento, talvez o caso não teria a mesma repercussão. Hoje, a desmilitarização da polícia brasileira é amplamente reivindicada com um passo necessário em direção a uma melhor democracia.
Algo de novo aconteceu. Amarildo está em toda parte. Um meme nas redes digitais, transbordamentos trans-classes, morro-asfalto-ciberespaço. Todos somos Amarildo!
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Bolsa para projeto de extensão – Pimentalab
Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais
Seleção de Bolsistas de Extensão para o edital ProExt – 2013
DOWNLOAD – Edital-Selecao-Alunos-ProExt-Pimentalab-24072013
Resumo
(leia na íntegra em: http://wiki.pimentalab.net/Main/Extens%e3o )
O projeto Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais consiste na criação de uma ‘laboratório’ de oficinas de formação e intervenção sócio-cultural num território específico. Laboratório entendido como prática, ao invés de espaço físico.
A iniciativa efetiva-se através de oficinas de pesquisa-ação no Bairro do Pimentas, em que os participantes irão experienciar, numa dinâmica simultaneamente prática e teórica, o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (sempre em software livre), visando à produção e sistematização de conhecimentos sobre problemas sociais da região.
Interessa-nos desenvolver metodologias participativas, em que as práticas de ensino, pesquisa e extensão estejam articuladas em todo o processo. A formação para a utilização das TICs está orientada por uma concepção de educação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões socio-políticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma apropriação criativa que supera, portanto, o uso meramente ‘instrumental’ desses recursos.
Ao combinar diferentes linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, o video, o texto e a cartografia, através de softwares colaborativos na web e nos dispositivos móveis (smartphones), pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes formais-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível aos conhecimentos e práticas sociais locais.
Mais informações sobre o que estamos desenvolvendo: http://extensao.milharal.org
Processo de Inscrição:
O candidato deverá se inscrever por e-mail, enviando uma mensagem para:
–Prof. Henrique Parra: opensocialsciences@gmail.com
–assunto:PROEXT–Pimetalab
Anexar à mensagem:
(a)Nome, telefone e email para contato;
(b)Carta de motivação justificando seu interesse em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses (veja mais infos sobre o projeto abaixo);
(c)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);
Cronograma da inscrição e seleção:
Inscrição via email: de 26/07/2013 a 02/08/2013.
Entrevistas: agendada com os selecionados (resultado da pré-seleção será publicado no dia 7 de agosto. Data prevista para as entrevistas: entre 8 a 15 de agosto.
Resultado final: 16/08/2013.
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Política e internet: Haddad, “não entro em twitter e facebook”
Coisas do acaso. Numa pilha de revistas num consultório qualquer, vasculho a revista Poder, edição de março de 2013, e leio a entrevista com o prefeito Fernando Haddad. Naquele dia, as Jornadas de Junho já estavam a todo vapor nas ruas da capital. No “box” da entrevista a frase do prefeito: “Política tem que ser olho no olho: não entro em Twitter e Facebook”. Isso talvez explique muitas coisas. Recomendo….dá um [apt-get upgrade] aí!
[PS: localizei a entrevista de 2013 replicada neste blog]


