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  • SITE NOVO – MIGRAMOS

    SITE NOVO – MIGRAMOS

    Migramos o site atual do Pimentalab para um outro endereço: https://www.pimentalab.net

    Por 10 anos utilizamos a infraestrutura do Milharal (pimentalab.milharal.org) para hospedar nosso site e outros projetos que desenvolvemos. Agradecemos muitíssimo pelo apoio e pelo trabalho dedicado (ativista e não-remunerado) de todes que cuidam da sustentação do Milharal. Com vocês, aprendemos muito! Agora esperamos disseminar novas sementes pra fazer crescer outros plantios por aí.

  • Pandemia e Tecnopolíticas

    Pandemia e Tecnopolíticas

    Pandemia e Tecnopolíticas Henrique Parra

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    Talvez, uma forma de pensarmos e investigarmos a Pandemia que nos atravessa, seja conseguir habita-lo sob uma dupla condição aparentemente paradoxal: 1. Numa dimensão, reconhece-la como um evento não acidental; 2. E ao mesmo tempo, aborda-la como um acontecimento histórico, algo que irrompe de forma inesperada a cadeia explicativa dos fatos e dos fluxos estabelecidos.   Entre essas duas dimensões, está em jogo a posibilidade de constituir um nova arena política, onde o próprio sentido da política possa ser redefinido.   O trabalho do Rob Wallace é rigoroso no sentido de demonstrar como a emergẽncia de patôgenos potencialmente epidêmicos é o resultado esperado e contabilizado dentro do funcionamento deste grande arranjo economico-ecologico-geopolítico-científico. Não há surpresas. Há trechos do livro que descrevem exatamente o que estava por vir. Como afinal pudemos deixar que essa situação se instalasse naturalmente como uma possibilidade? De uma perspectiva ainda antropocêntrica, só podemos constatar nosso fracasso coletivo como espécie. É como que se sabendo que caminhávamos para uma catástrofe, seguimos a rota sob um espírito de inevitalibidade.   “Ao longo do caminho, contudo, há revelações, algumas mais parecidas com armadilhas que com epifanias. Aprendemos que a história é, ao mesmo tempo, contingente e inesperadamente cumulativa — a merda se junta em uma pilha crescente —, mesmo que os caminhos que levam à convergência de determinadas circunstâncias nem sempre sejam claros (Wallace &Bergmann, 2010). Por exemplo: como o agronegócio se tornou tão poderoso e assumiu essa forma?”   Se tomamos a pandemia enquanto um acontecimento histórico, ela seria um evento resultante mas também expressão de algum grau de indeterminação, de imprevisibilidade, de abertura. Há algo de irreversível na experiência pandêmica. É como um acidente nuclear, não é possível fazer de conta de ele não aconteceu.   Talvez essa irrevesibilidade seja um dos sintomas de que estamos diante de um acontecimento. Nessa perspectiva, o acontecimento é potencialmente portador de deslocamentos na experiência individual e coletiva, de forma que novos sentidos podem emergir através dessa experiência.   Coletivo Chuang: “o surto apresenta duas oportunidades de reflexão: primeiro, é uma abertura instrutiva na qual podemos revisar questões substanciais sobre como a produção capitalista se relaciona com o mundo não humano em um nível mais fundamental – como, em resumo, o “mundo natural ”, incluindo seus substratos microbiológicos, não pode ser entendido sem referência a como a sociedade organiza a sua produção (porque os dois não são, de fato, separados). Ao mesmo tempo, é um lembrete de que o único comunismo que merece esse nome é aquele que inclui o potencial de um naturalismo totalmente politizado.”   Todavia, há todo um jogo de forças para domesticar o acontecimento; inscreve-lo numa ordem explicativa dos fatos e assim, submete-lo a modelos interpretativos que procuram estabilizar os sentidos da experiência pandêmica dentro da ordem “normal” dos fatos. É isso a que chamam de o “novo normal”.   Aqui, o evento pandêmico, suas causas e seus efeitos, manifestam-se como um acidente imprevisível, e portanto ninguém é responsável pelos seus efeitos (intensamente desiguais). Um evento acidental, um pequeno desvio no curso inexorável do capitalismo. Essa narrativa é tão forte que ela é capaz de dar consistência a uma “partilha sensivel” do mundo, uma configuração política entre os modos de pertencimento e de fabricação do mundo, onde se elabora uma divisão que organiza o conflito político entre os defensores da economia e os defensores da vida.   É nesse terreno que a narrativa neoliberal (o empresariamento de si, aa competiçao de todos contra todos,etc) ressoa junto àqueles cuja existência cotidiana está profundamente marcada pela experiência de que não há alternativa, onde a possibilidade de parar não é uma possiblidade, onde a possibilidade de mudar de vida não faz parte do horizonte de  expectativas.   Por isso, o argumento de Wallace é fundamental, pois ele permite descontruir a narrativa do “acidente”, do inesperado, mas ao mesmo tempo nos fornece elementos teóricos e políticos para manter o Acontecimento em aberto. Ou seja, ele explica o funcionamento do mundo que produz o covid19 e que faz dele uma pandemia, sem abrir mão da dimensão política e epistêmica daquilo que produz cada fato. O que percebemos, sentimos e interpretamos como o real e verdadeiro também é fruto de um longa arranjo.   Wallace não situa sua investigação no terreno dos problemas ontológicos. Nesse sentido, ele segue bem aterrado no campo das disputas disciplinares, revelando a todo momento as insuficiências da maneira como a pesquisa e as universidades estão hoje organizadas. Nossos saberes disciplinares, nossas instituições científicas e suas formas de financiamento, já não são capazes de responder à complexidade dos problemas que exigem a implosão dos antigos divisores entre ciencias humanas, naturais, tecnológicas.   “Os paradigmas competem e, ao investirem em uma narrativa — talvez por causa de seus benefícios políticos, comerciais ou institucionais —, deixam outras explicações de lado. Algumas das perguntas mais básicas sobre a natureza da gripe aviária parecem perdidas na nevasca de micrografias, alinhamentos de sequências, estruturas de soluções terciárias, modelos sir [usados para prever a evolução de epidemias], cartogramas antigênicos e dendrogramas filogenéticos. Qual o contexto maior do vírus?” Wallace.   Essa talvez seja a luta e o desafio em que estamos implicados quando realizamos pesquisas que de alguma forma podem ferir o poder. Além desse necessário transbordamento disciplinar, parece necessário uma operação poética (estética) de forma a transformar nossa capacidade de sentir, perceber e enunciar os problemas.   Há uma frase – argumento/hipótese – que se repete algumas vezes nos diferentes textos deste livro: “Nossas deficiências epistemológicas e epidemiológicas podem, afinal, ser uma só” (WALLACE, 2020: 126).   Portanto, a questão das evidências, dos dados e fatos, dependem de todo um regime de enunciação, de uma regime do sensível.   Retomando aquelas duas dimensões enunciadas mais acima: como habitar a pandemia nessa dupla articulação: a recusa de sua normalização como algo inesperado, um acidente; e sua expressão enquanto Acontecimento histórico. Gostaria de formular essa problema da seguinte maneira (vou usar aqui algumas linhas de um texto que Alana Moraes e eu estamos escrevendo – esse parágrafo foi ela quem fez):   “Como fazer da catástrofe a evidência de um conjunto intencional e previsto pelas forças de extração (do Comum, do trabalho, da vida, da terra, dos bens coletivos…) operadas pelo agronegócio e pela mineração das quais, muitas vezes, o “interesse nacional no progresso” e a “inovação científica e tecnológica” são cúmplices? E como fazer da evidência do colapso um fato capaz de alterar os rumos das decisões políticas e mesmo do que se entende como “política”?”   Dito de outra forma, a criação dessa evidência vem nos exigindo uma ação de invenção de novas composições de mundos, simultaneamente ontológica, epistêmica e política.   “A evidência não é, desde logo, uma questão de lógica, de raciocínio. É do domínio do sensível, do domínio dos mundos” (COMITÊ INVISÍVEL, 2020, s/p).   A produção de conhecimento e os laboratórios tornam-se, cada vez mais, campos de batalha epistêmica, política e também sensível podendo também possibilitar a experimentação de alianças multiespécies como prática de conhecimento e condição política da existência.   Deslocar a perspectiva privilegiada da agência humana na produção de mundos nos exige também novos desenhos de investigações coletivas.   Lendo os artigos do Wallace acho incrível como diversos elementos para além-do-humano estão articulados aos processos socioculturais e geopolíticos. Por isso, dizer que não estamos vivendo uma Pandemia, mas sim uma SINDEMIA é uma provocação política interessante, pois permite ampliarmos o entendimento sobre o fenômenos pandêmico.   “La sindemia es una pandemia en la que los factores biológicos, económicos y sociales se entreveran de tal modo que hacen imposible una solución parcial o especializada y menos mágica y definitiva.” (Santiago Alba Rico – filosofo espanhol)   Dice Wallace; los nuevos virus han sido creados, por supuesto, en un laboratorio, pero solo en el sentido de que el capitalismo ha convertido la naturaleza misma en un laboratorio vivo, en permanente ebullición patológica, incontrolable incluso para sus gestores y beneficiarios. Wallace dice: “Al hacer capitalista a la naturaleza se hace que el capitalismo sea algo natural”, y ello de tal manera que “las disparidades en nuestra salud surgen de nuestros genes o de nuestras entrañas, no de los sistema de apartheid”.   Pensando na insuficiência dessa perspectiva privilegiada da agência humana, Santiago observa: “La voluntad podría, sí, desmontar la máquina, pero la máquina se mueve ya al margen de nuestra voluntad”.   Talvez esse seja o nosso maior assombro: nossa incapacidade de fazer parar! Latour, num texto dos primeiros meses da pandemia falava dessa oportunidade de paragem, dessa interrupção forçada dos fluxos. Porém, o poderes fáticos cancelaram o parlamento dos humanos e não-humanos e estão ai para afirmar que nada pode parar.   Pensando naquela dupla articulação, a recusa da normalização da Pandemia como um acidente; e a luta pela manutenção da abertura do Acontecimento pandêmico, imaginamos uma investigação com Pandemia, como aquela situaçao em que colocamos um espelho diante do outro. A ótica chama esse resultado de “imagens em abismo”. Ora, se muitos dizem que a Pandemia é como um espelho que nos mostra e joga em nossa cara como somos, como vivemos, como é o funcionamento de nossa sociedade (capitalista, patriarcal, racista, ecocida, necropolítico…) de forma muita evidente, ela o faz também na forma de um abismo que se abre ao infinito, imagens fractais que vão se esfumaçando e perdendo a nitidez a medida que vão ficando mais distantes.   Assim, talvez um movimento que possamos fazer aqui seja interrogarmos como a pandemia nos ajuda a compreender, a sentir com maior pluralidade a reverberação dos enredamentos, as interdependências, as codeterminações que constituem os problemas com que estamos implicados. A pandemia como um intensificador do pensamento e da criação das urgências de luta e existência.   Se a pandemia covid19 é o resultado das políticas de simplificação ecológica, a monocultura tecnoexistencial e extrativista do plantationceno, como praticar outros saberes que não bebam do mesmo veneno do excepcionalismo antropocêntrico?   A questão não é tanto saber se a pandemia cria novos arranjos de poder ou se ela apenas confirma e intensifica as relações de poder, os modos de conhecer, as formas de exploração do trabalho que já estavam constituídas. Não é suficiente dizermos que a “culpa é do capitalismo”.   Se partimos da perspectiva do Acontecimento as disputas sobre a experiência Pandẽmica já são parte dos conflitos sobre a criação de mundos por vir (seja da reprodução do mesmo ou da criação arranjos inesperados). Como podemos retomar uma capacidade imaginativa, uma capacidade de perceber, analisar e agir coletivamente diante desses mundos que estão sendo construídos nesse momento com a Pandemia?   O que o acontecimento Pandêmico dá a ver?   Vejamos um pouco das imagens e textos que foram selecionadas para este encontro. Podemos começar a organizar uma breve cartografia coletiva de como a pandemia se entrelaço com aspectos tecnopolíticos e como isso toca, de alguma forma o tema/objeto de pesquisa de cada participante do curso: https://miro.com/app/board/o9J_leDLvYk=/  

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    Notas da aula 2 – Pandemia e Capitalismo Os textos e demais referências utilizadas estão disponíveis neste link: https://pt.wikiversity.org/wiki/Tecnopol%C3%ADticas:_ci%C3%AAncia_e_tecnologia_na_constru%C3%A7%C3%A3o_de_mundos#Aula_2:_30_de_mar%C3%A7o:_Pandemia_e_Capitalismo Durante o curso, pretendemos compartilhar pequenos ensaios escritos pelos participantes. O curso segue aberto à participação de ouvintes.
  • Curso – Tecnopolíticas: ciência e tecnologia na construção de mundos – 2021

    Curso – Tecnopolíticas: ciência e tecnologia na construção de mundos – 2021

    Em 23 de março iniciaremos o curso Tecnopolíticas: ciência e tecnologia na construção de mundos, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unifesp. Essa edição nasce de uma nova dobra provocada pelo acontecimento pandêmico sobre as investigações que realizamos no Pimentalab. Incorporamos também no percurso atual da disciplina, questões que emergiram durante o experimento coletivo Zona de Contágio, projeto de pesquisa-extensão realizado durante o ano de 2020.

    Partimos de duas constatações que se tornaram muito visíveis durante a experiência da pandemia:

    (a) vivemos em ambientes extremamente organizados pelo desenho de grandes arranjos sociotécnicos, cujo modo de funcionamento possui forte agência sobre nossos modos de vida. Basta pensar em nossas cidades, em nossa dependência das infraestruturas de comunicação, nas redes de distribuição e fornecimento de bens e serviços básicos, nos modos de organização do trabalho etc.

    (b) o regime tecnocientífico e o desenvolvimento tecnológico, gestado e promovido nas alianças entre grandes corporações privadas e os Estados nacionais, são sócios e parte do problema que hoje enfrentamos (crise ambiental, covid-19, as muitas formas de reprodução do colonialismo, racismo e desigualdades intensificadas por certos arranjos tecnopolíticos extrativistas).

    Disso decorre uma hipótese grave: talvez não possamos resolver um problema com os mesmos recursos que produzem o problema.

    Quais seriam então os desenhos possíveis de outros modos de conhecer e das tecnologias necessárias que possam apontar para rotas de fuga do capitaloceno-plantationoceno e das formas renovadas de dominação e extração?

    Quais os modos de composição possíveis entre formas de vida e arranjos tecnológicos? Criação de novas tecnologias, subversão do código técnico, reapropriações tecnológicas? Quais as armadilhas?

    Quais as possibilidades e limites de ressignificação de tecnologias cujo modo de funcionamento contrabandeia racionalidades e normatividades capitalistas, coloniais, sexistas, racistas?

    Como acompanhar e fortalecer a tecnodiversidade reivindicada por coletividades que interrogam a monocultura tecnocientífica?

    Se cada forma de vida é indissociável da produção de infraestruturas que sustentam um mundo comum, parece então urgente investigar a hiṕotese de uma multiplicidade cosmotécnica como possível rota de fuga da catástrofe atual.

    Mais informações: Tecnopolíticas: ciência e tecnologia na construção de mundos

  • Edital seleção bolsista extensão para o Podcast Radio Terrana

    Edital seleção bolsista extensão para o Podcast Radio Terrana

    Seleção de Bolsista para o Pimentalab

    Projeto: Podcast – Retomadas: ciências terranas, tecnopolíticas e fabulações

    Resumo

    O desejo do Retomadas, como áudio-universidade aberta, é fazer emergir um espaço de experimentação sonora para uma ciência de retomada que convoque histórias para adiar o fim do mundo e que nos permitam escapar das escolhas infernais que querem nos convencer a todo tempo de que “não há alternativas”. Retomada é um termo que se refere às práticas políticas indígenas de recuperar uma terra que lhes foi roubada, mas o termo se expande aqui como práticas de reativação e experimentação de um modo de vida e de saberes coletivos. Essa caracterização da retomada se conecta com o que Bruno Latour também escreveu recentemente que a “nova universalidade consiste em sentir que o solo está cedendo” e que agora, mais do que nunca, é tempo de “descobrir em comum que terra é habitável e com quem compartilhá-la”, por isso, apostamos numa proposta de efetivar uma ciência de retomada entre cientistas e amadores comprometidos com uma vida possível na Terra. Donna Haraway, filósofa da ciência, tem insistido no fato de que “explicações de um mundo real não dependem da lógica da descoberta, mas de uma relação social de conversa carregada de poder”. Ela nos convida a praticar uma ciência fabulativa que seja também uma forma de dizer “que não fomos derrotados, que não iremos embora. E contar histórias é uma das nossas capacidades mais preciosas”. Também Aílton Krenak vem afirmando que é preciso adiar o fim do mundo “para contar mais histórias”. Nossa trama desenvolve-se a partir de um roteiro de investigação sobre os saberes e práticas existentes que precisamos convocar para a construção de formas de vida que apontem para possíveis futuros de transição societal, uma atenção ao mundo vivo e às conspirações dos viventes.

    A produção de cada episódio envolve um trabalho de pesquisa sobre o tema que será abordado; coleta e organização de materiais que irão subsidiar a preparação da entrevista; elaboração de um roteiro; realização da entrevista; análise do registro e edição do material; tratamento do som, montagem e mixagem. O roteiro é uma forma de condução narrativa em paisagens sonoras que possa “dar à situação o poder de nos fazer pensar”, produzindo imagens, ficções, encontros, especulações sobre como o mundo poderia ser de outra forma. Vamos enredar nessas conversas pesquisadoras profissionais, ativistas, investigadores amadores, pessoas que exercitam uma imaginação prática, mas que encontram-se em campos e conhecimento muitas vezes apartados. Apostamos que a possibilidade de aprender algo novo está entrelaçada ao afeto de uma experiência sensível que nos atravessa.

    Objetivos do Projeto

    • Investigar, refletir e disseminar conhecimentos sobre os desafios socioambientais e políticos contemporâneos: mudanças climáticas, vida digital e tecnopolítica, novas formas de extrativismo, limites da metropolização, suas infraestruturas e modos de vida, sobre o excepcionalismo humano como paradigma moderno de subjugação do mundo vivo.
    • Formação e qualificação de estudantes em práticas de pesquisa e comunicação científica.
    • Promoção de relações de cooperação entre a universidade e as organizações e grupos sociais partícipes das ações do projeto.
    • Defesa e promoção dos direitos humanos.

    Atividades do Bolsista:

    O bolsista participará das atividades de formação e pesquisa do Pimentalab. Procuramos estimular as atividades coletivas e colaborativas entre os participantes dos projetos e entre os estudantes da graduação. temos encontros regulares da equipe do projeto, sendo uma reunião coletiva executiva quinzenal para este projeto, e uma reunião de acompanhamento semanal das tarefas em realização. Ademais, realizamos encontros de formação de todos os estudantes.

    A avaliação de suas atividades será realizada através de: encontro com o coordenador do projeto; discussão e análise coletiva do trabalho junto aos demais integrantes da equipe; autoavaliação sobre o percurso realizado.

    Atividades a serem desenvolvidas pelo bolsista

    (a)O bolsista participará das atividades de formação (encontro do grupo de estudos e pesquisas) junto aos demais pesquisadores do Pimentalab;

    (b)Integrará a equipe em suas atividades semanais de pesquisa. Mais especificamente, contribuindo no levantamento de dados, pesquisas e conteúdos relacionados à temática dos episódios.

    (c)Contribuirá na elaboração dos roteiros para as entrevistas e para a edição dos episódios.

    (d)Colaboração na preparação do material gravado (minutagem, seleção de trechos) e edição do episódio.

    (e)Organização, indexação dos materiais produzidos.

    (f)Publicação online nos repositórios digitais, plataformas de streaming e difusão em redes sociais digitais.

    Perfil e requisitos:

    (a) alunxs regularmente matriculadxs no curso de Ciências Sociais, História, Letras, Filosofia, Pedagogia ou História da Arte;

    (b) bom desempenho acadêmico;


    (c) capacidade e interesse na produção de conteúdos multimídia na internet: podcasts, videos, fotografias;


    (d) conhecimentos básicos de informática e motivação para o aprendizado de novas softwares e tecnologias de comunicação;

    (e) não acumular o recebimento de outra bolsa (exceto bolsas de auxílio social).

    (f) disponibilidade para participar das reuniões do grupo de pesquisa Pimentalab e para participar das entrevistas de gravação do podcast.

    Período de vigência da bolsa (prorrogável):

    de 15/03/2021 a 15/12/2021 (9 meses).

    Carga Horária Semanal: 12 horas.

    Valor da Bolsa: R$400,00

    Processo de Inscrição:

    As inscrições deverão ser enviadas por email para:

    Prof. Henrique Parra: henrique.parra@unifesp.br

    Assunto: seleção bolsista

    Anexar à mensagem:

    (a)Nome, telefone e email para contato;

    (b)Carta de motivação justificando seu interesse em atuar no Pimentalab e descrevendo suas habilidades e interesses;

    (c)Cópia do histórico escolar atualizado (pode ser a versão online);

    Cronograma da inscrição e seleção:

    Inscrição via email: de 08/03/2021 a 10/03/2021.

    Entrevistas dxs candidatos pré-selecionados: 11/03/2021 (link para videoconf será enviado por email).

    Resultado: 12/03/2021.

  • Radio Terrana – está no ar o primeiro episódio

    Radio Terrana – está no ar o primeiro episódio

    ESCUTE AQUI

    A Rádio Terrana é um podcast do Pimentalab da Unifesp e do coletivo Tramadora,  um programa sobre ciências terranas, tecnopolíticas e experimentações em tempos de catástrofes. Encruzilhadas sonoras entre práticas científicas, ações de retomada e lutas pelo Comum.
    São Histórias de experimentações que nos convocam a pensar juntas sobre possíveis futuros de transição societal. O podcast ensaia diálogos com ativistas/lutadoras implicadas com problemas concretos em práticas políticas, territórios, corpos e pensamentos de retomada e também com cientistas/pesquisadores que realizam deslocamentos nos modos de produção de conhecimento, conectados com as urgências impostas pelo antropoceno.
    Sobre o  episódio:
    Conversamos com Jerá Guarani, liderança Guarani Mbya da aldeia Kalepity, nas Terras Indígenas Tenondé Porã,  em Parelheiros, extremo sul da cidade Sao paulo; e com Lucas Keese, que é pesquisador, antropólogo, mas que há muito tempo é parceiro da luta Guarani, ajudando a articular ações no território, tecendo encontros e lutas. Vamos falar um pouco sobre os limites das formas de produção de conhecimento em nossas escolas e universidades a partir de uma perspectiva terrana que vem sendo elaborada e cultivada no território guarani mbya.
    Como a luta e os modos de existência guarani interpelam o colapso civilizacional produzido pelo mundo dos brancos? Há mundos por vir?

    Ficha Técnica:

    Equipe Pimentalab e Tramadora: Alana Moraes  Bru PereiraGustavo LemosHenrique ParraJessica Paifer
    Entrevistados: Jera Guarani, Lucas Keese
    Edição, mixagem, e trilha sonora: Gustavo Lemos
    Produção:Pimentalab (Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento, UNIFESP): https://www.pimentalab.net Coletivo Tramadora: https://www.tramadora.net
    Apoio:Rede Lavits (Latinoamericana de Estudos em Vigilância, Tecnologia e Sociedade) e Fundação Ford: https://www.lavits.org

    Músicas:

    Abertura: Gustavo LemosKatú – Aguyjevete: https://www.youtube.com/watch?v=M4czt2327vAKunumi MC – xondaro Ka’aguy Reguá: https://www.youtube.com/watch?v=cT7ZXxAMetY Memória Viva Guarani – Nande Reko Arandu – https://www.youtube.com/watch?v=3sJNTCYZyw4Memória Viva Guarani – Ñande Arandu Pygua – https://www.youtube.com/watch?v=3sJNTCYZyw4

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  • INVESTIGAR DISPOSITIVOS, CONTROLE E MOBILIZAÇÃO TOTAL EM TEMPOS PANDÊMICOS: ciclo de estudos Pimentalab/Lavits

    INVESTIGAR DISPOSITIVOS, CONTROLE E MOBILIZAÇÃO TOTAL EM TEMPOS PANDÊMICOS: ciclo de estudos Pimentalab/Lavits

    O grupo de pesquisa Pimentalab – Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento realiza encontros quinzenais de estudos e discussões. As reuniões são abertas a todxs. É só chegar. Para mais informações escreva um email para: henrique arroba pimentalab.net

    Nos reunimos às quintas–feiras as 19hs. Link pra sala será sempre atualizado e postado https://encontro.lavits.org/pimentalab

    Os textos e a agenda desses encontros é sempre atualizada por aqui e na nossa página do Facebook: https://www.facebook.com/pimentalab/

    Cronograma:

    17/09: Manifesto Nooscopio – Inteligência Artifical e Extrativismo do Conhecimento: http://lavits.org/o-manifesto-nooscopio-inteligencia-artificial-como-instrumento-de-extrativismo-do-conhecimento/?lang=pt

    01/10: A Hipótese Cibernética – Tiqqun: https://docs.google.com/document/d/1cnfm4mM4L4IfQ_YBH7_TWhokJOhnb9n7P0Va9lbOIPk/edit

    15/10: Franco Bifo Berardi, Fenomenologia do Fim (Introdução do livro)

    12/11: Bruno Latour, Reagregando o Social (introdução): PDF

    26/11: (cancelado em razão do Webinar Lavits)

    10/12: Kate Crawford e Vladan Joler: Anatomia de um sistema de inteligência artificial: o Amazon Eco como mapa anatômico de trabalho humano, dados e recursos planetários: https://www.comciencia.br/anatomia-de-um-sistema-de-inteligencia-artificial/

  • Simpósio Intersindical: Educação e Tecnologias Digitais

    Simpósio Intersindical: Educação e Tecnologias Digitais

    Registro do Seminário sobre Tecnologias Digitais e Educação: capitalismo, dataficação, vigilância e alternativas ao neocolonialismo digital

    Video disponivel: https://youtu.be/JTpCNf-hb9Y

  • Futuros Possíveis no Limiar da Pandemia

    Futuros Possíveis no Limiar da Pandemia

    Laboratórios do Comum para a gestão social dos territórios

    Video do seminário disponível aqui: https://youtu.be/Rc9Jl1aA6qQ

    No dia 22 de julho, quarta-feira, às 19h, Valéria Giannella (PPGES UFSB / ELGS) e Fernanda Martins (PPGES UFSB) convidam três pesquisadores/ativistas do Comum: Georgia Nicolau (Instituto Procomum), Henrique Parra (Pimentalab / Unifesp) e Rodrigo Savazoni (Instituto Procomum / UFABC) para uma roda de conversa onde exploraremos os nexos entre o campo do Comum e a gestão social de territórios.

    O Comum que nos interessa se constitui enquanto substantivo e verbo, e nos traz amplitude para imaginar futuros possíveis na encruzilhada em que nos encontramos. Juntos vamos conversar sobre as práticas de experimentação do agir-comum que se intensificaram no contexto pandêmico. Podem os “laboratórios do Comum” serem lidos enquanto experiências públicas de Gestão Social e como caminhos que apontam além da grave crise democrática que atravessamos?

    O bate papo acontece no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade (PPGES) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Escola Livre em Gestão Social (ELGS), e acontece com o apoio e a participação do Instituto Procomum e do Pimentalab.

  • Educação Pandêmica e as encruzilhadas do ensino superior

    Educação Pandêmica e as encruzilhadas do ensino superior

    #pratodosverem

    Cartaz de webinar programa #UnifesspaOnline.
    Sobre fundo cinza claro, na parte superior alinhado à esquerda a palavra webinar em letras. Em uma linha abaixo, sobre um retângulo amarelo, escrito a hashtag do Programa de Formação da Unifesspa em letras brancas: #UnifesspaOnline. Na parte superior à direita, uma arte contorna o canto direito do Cartaz: três pontos pequenos amarelos, com duas linhas em cores pretas: uma primeira na horizontal e outra na vertical alinhadas em formato de uma cantoneira. Abaixo da arte, com destaques, em letras pretas transmissão ao vivo, na sequência, abaixo, uma imagem em retângulo de cor preta, com o ícone de play branco. À esquerda do cartaz, foto colorida do palestrante, com uma imagem de vegetação ao fundo em tons verde claro e escuro. Na composição artística da foto, o rosto do palestrante é coberto parcialmente do lado direito pela imagem da vegetação. O palestrante Henrique Paiva, está de frente. É branco, olhos claros, cabelos curtos castanhos. Usa bigode e barba com fios grisalhos. Usa camisa preta. Segura um celular escuro até a altura do queixo na posição de registro fotográfico de self. Ao lado da foto, alinhada à esquerda o título da palestra escrita em letras pretas negritadas: Educação pandêmica e as encruzilhadas do ensino superior. Uma camada abaixo, a data: 18 de agosto e sob esta, a hora: às 19h. Abaixo da foto, informes: Palestrante Henrique Parra. Na sequência, abaixo à esquerda, a logomarca da Unifesspa. No canto inferior esquerdo, repete-se a arte: três pontos pequenos amarelos, com duas linhas em cor preta: uma primeira na vertical e outra na horizontal em formato de uma cantoneira e no interior a logomarca da Unifesspa com a sigla UNIFESSPA. No rodapé a direita do cartaz, escrito em letras pretas: saiba mais: seguido do endereço do site: www.unifesspaonline.edu.br
    Fim da descrição

    O webinario está disponível no link do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=wSWpSXRU4rM
    Ou pelo Facebook: https://www.facebook.com/unifesspaoficial/videos/607226726847199/

  • Sociologia da Educação na Pandemia Covid-19 – experimentar presença

    Sociologia da Educação na Pandemia Covid-19 – experimentar presença

    Na primeira semana de agosto reiniciaremos o curso interrompido em março pela Pandemia Covid-19. Ela não passou e ainda estamos num momento de grande propagação do vírus e com elevado número diário de mortos. A retomada das aulas à distancia (ADE, EAD…pouco importa) está cercada de controvérsias. Antes dessa decisão institucional eu desejava outro coisa para este momento. Queria que pudéssemos criar voluntariamente ações coletivas de investigação sobre a relação Universidade, Ciência e Pandemia: como chegamos ate aqui, e que universidade precisamos inventar pra transformar essa situação? Queria também que pudéssemos nos dedicar mais às ações de apoio mútuo entre professores, estudantes e funcionários. Quem sabe o curso agora possa servir também pra tramar um pouco dessas duas linhas.

    Nos deparamos com o desafio de realizar um novo curso em condições excepcionais. Há diversos problemas envolvidos na realização das atividades educacionais não presenciais mediadas por tecnologias digitais e cibernéticas. De imediato, o mais agudo deles são os efeitos de intensificação das desigualdades. Esse e outros problemas serão objetos de nossa reflexão no percurso da disciplina do semestre Sociologia da Educação.

    Mas há também aspectos interessantes que podem emergir dessa experiência. É hora de falar um pouco disso; é hora de reconhecer a potência da situação e lutar para “retraçar o destino trágico que nos querem impor” – linda imagem, inspirada no Odu, utilizada pelo colega Uirá Garcia numa conversa com os estudantes durante a pandemia.

    As sensações que nos atravessam durante a pandemia e os diferentes momentos que ja vivemos em mais de quatro meses, nos arrastam a modos de ser desconhecidos. Nos últimos dias comecei a imaginar, para atravessar esse momento, uma nova composição com plantas subterrâneas, tubérculos ou rizomas: devir-gengibre, devir-mandioca, devir-batata, devir-cebola. Entrar um pouco para baixo da terra, acumular energia, ficar imperceptível, crescer para os lados, fazer novas alianças, ficar amigo de fungos, bactérias, minerais e outros seres vivos, criar composições que amplifiquem uma nova reticulação, infiltrar e correr como a água, curar algumas feridas, revigorar, fazer novos parentes, ampliar a própria força para o que está por vir, rachar o solo por baixo.

    Reorganizei o curso levando em conta algumas disposições, especialmente reconhecendo a diversidade das situações de vida dxs estudantes (e também a minha) no contexto da Pandemia. Não está fácil pra ninguém, e pra muitas e muitos estudantes, a vida está por um fio. Por isso, o desenho do curso, as exigências e as expectativas serão outras. Mais do que resultados ao final do trajeto queremos uma boa travessia: o meio importa! Gosto de pensar o curso como a prática de uma mesopolítica, uma política do meio.

    Na linha do que temos experimentado no Pimentalab (nos projetos Laboratório do Comum e Zona de Contágio) o curso pode funcionar como um laboratório de investigação coletiva e situada em que seja possível constituir uma Comunidade Transitória de Práticas, um coletivo de aprendizagens. Por “coletivo de aprendizagem” refiro-me aqui à idéia forte de que ninguém aprende sozinho, aprendemos juntxs e neste processo transformamo-nos todxs (Freire, B.Hooks, Lafuente, dentre outrxs servem aqui de inspiração). Diferente, portanto, das “pedagogias de aprendizagem” vinculadas atualmente aos modos de subjetivação neoliberal (um eu-individual-soberano que aprende através da aquisição de habilidades e competências, num infinito empresariamento de si). A idéia de “transitória” tomo de empréstimo do Ailton Krenak, quando ele convida as pessoas numa atividade a constituirem uma “comunidade transitória” dedicada ao aqui-agora da escuta e aprendizado mútuo.

    Como fio condutor do curso “Sociologia da Educação” teremos uma seleção de problemas que emergiram para o campo da educação diante da Pandemia Covid-19, elegendo recortes estruturantes deste vasto campo de estudos. O curso deve servir também pra nos ajudar a elaborar melhores perguntas.

    Para a arquitetura deste curso à distância, concebemos que as atividades deveriam levar em conta a possibilidade de trabalharmos tanto com diferentes graus de engajamento dos estudantes, mas também com diferentes graus de abertura para públicos externos à sala de aula habitual. Um vantagem de um curso remoto é a chance de colocarmos na conversa pessoas e perspectivas distintas que normalmente não teriam condições de estar em nossas salas de aula. Assim, algumas atividades do curso terão um desenho mais fechado (voltado ao trabalho interno) e outras terão um desenho mais aberto (voltadas ao envolvimento com públicos distintos).

    Leituras: o conteúdo sofreu alterações de forma a criar maior aproximação com temáticas que eclodiram no contexto da Pandemia (escola-educação, universidade, trabalho docente e tecnologias educacionais entre outras). O volume de leitura também foi modificado. A partir da idéia de um núcleo Mínimo-Múltiplo-Comum (MMC) organizamos trilhas de estudos com graus diversos de complexidade de maneira que cada estudante possa escolher o caminho que lhe é possível neste momento.

    Encontro sincronicos: a idéia é que possamos experimentar e tentar inventar “estados de presença”. O que pode ser um encontro numa sala virtual? O que pode ser uma aula? Quais os modos de presença que desejamos praticar? O problema não é novo e ele tambem se coloca para uma aula presencial. Nos habituamos a não questionar a qualidade de nossas aulas e a “crise de presença” contemporânea (dxs professorxs e dxs estudantes), como se estar em sala fosse o suficiente para provocar um acontecimento-aula-encontro. Numa aula muitas coisas acontecem e ela também comporta diferentes estados de presença. Não é suficiente transferir nossas práticas da sala de aula para os ambientes virtuais. Assumir a experimentação talvez seja a melhor alternativa nesse momento. No ambiente digital estamos sujeitos a um outro regime de sensibilidade (percepção-sensação); a outros ritmos; a uma outra política da atenção. O meio importa!

    Dividi as atividades sincronicas em dois momentos distintos que serão alternados a cada semana. Teremos mini-blocos temáticos de 15 dias. Numa semana faremos um encontro na forma de um grupo de estudos e orientação, conversaremos sobre os textos, elaboraremos perguntas, discutiremos, e vamos pensar sobre os projetos da disciplina. Essa atividade está mais voltada para o trabalho interno. Noutra semana faremos uma espécie de “aulão”. Haverá um momento expositivo inicial (penso em realizar uma fala de aproximadamente 20-30 minutos), poderemos ter diferentes convidadas/os para essa conversa e também público espontâneo. Em seguida, abriremos para interação entre todxs. Tempo máximo de duas horas para toda a atividade. Minha expectativa é que neste encontro possamos partir do pensamento dxs autorxs dos textos, para dialogar com os materiais que serão coletados e produzidos pelxs estudantes, e também com as experiências que serão narradas entre nós. Temos que “aproveitar” o fato de que nosso curso tem como objeto/tema a própria educação. Do ponto de vista tecnológico resolveremos assim: nas atividades internas utilizaremos ferramentas e ambientes de acesso restrito; nos encontros-aulão utilizaremos plataformas de acesso público e streaming.

    Atividades assincrônicas: alem da leitura dos textos esperamos que os estudantes possam produzir (individualmente ou coletivamente) um exercício de pesquisa sobre temas/problemas relacionados à disciplina. Vamos coletar e organizar links para pesquisas, relatorios, reportagens, dados; e vamos criar ensaios em diferentes linguagens. Além da página na wikiversity (onde vou documentar o percurso da disciplina), vou utilizar um site em wordpress para hospedar os demais produções da disciplina. A cada quinzena os estudante serão convidados a produzir algo e publicar na forma de um comentário no site: um pequeno texto, audios, fotos, poesias, microvideos relativos ao tema da quinzena. Fizemos isso na Zona de Contágio e foi uma boa experiência. Aqui um exemplo (vejam os comentários ao post).

    Como forma de avaliação temos duas opções e cada estudante poderá optar por um caminho: coletânea de suas produções publicadas no site durante o semestre; ou a elaboração de um ensaio único ao final do semestre.

    Por fim, outro elemento importante para que o curso possa melhor fluir é a enfase nos processos coletivos. Como podemos misturar a constituição de grupos de pesquisa entre os estudantes, com as formas dos grupos de afinidade e grupos de apoio-mútuo? Um curso à distância é cheio de armadilhas (assim como um curso presencial). Frequentemente,nos ambientes digitais, graças à tecnicidade do meio (sua tecnoestética e tecnopolítica), há uma maior disposição para a individualização dos processos de aprendizagem. Teremos que praticar uma atenção e escuta ativa aos processos que vamos desencadear para que consigamos promover outros desenhos e disposições para o fortalecimento coletivo. Como transformar a tela em uma interface mais conjuntiva do que conectiva? “Como redesenhar a pesquisa, o ensino universitário para uma lógica da conjunção? Que arranjos acadêmicos, investigativos, pedagógicos e de convívio poderiam ativar uma fratura que permita “pular os muros” da lógica proprietária do conhecimento, mas cair longe deles? Como manter, por algo despertado na quarentena, nossa capacidade de decifrar os signos segundo o desejo, liberando espaço para a vibração do desejo-pesquisa, desejo-educação, desejo-arte, desejo-luta?