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  • Seminário de Projetos com Ale Abdo – 25/3/2014

    Experimentação e Modelagem de Campanhas de Mobilização em Saúde

    Ale Abdo é doutor em física com passagem por departamentos de sociologia, comunicação e epidemiologia. Tem como programa de pesquisa a combinação de métodos sociológicos imersivos e análise matemática para compreender dinâmicas coletivas amparadas em tecnologias de informação.

    Seu atual projeto de pesquisa investiga o impacto das condições de comunicação no sistema de saúde pública, através de intervenções em bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro.

    Texto principal para discussão clique aqui
    Texto complementar clique aqui

    Data/Horário: 25/03 - 17:30
    Local: Unifesp Guarulhos (campus provisório)
    Sala de pesquisa 418 - Av. Monteiro Lobato; 679

    cartaz

  • Parceria Google, Microsoft e Governo do Estado de S.Paulo

    No final do ano o Governo do Estado de São Paulo anunciou duas parcerias da Secretaria de Educação com as empresas Google e Microsoft, conforme noticiado abaixo:

    [1] http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=234431

    [2] http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/11/1365358-estudantes-de-sp-terao-office-gratuito-para-ate-5-pcs-apos-parceria-com-microsoft.shtml

    As reportagens sugerem a criação de iniciativas de colaboração para projetos educacionais mediante a oferta de serviços e recursos educacionais gratuitos, a estudantes e professores da rede.

    No início do ano, solicitei à SEE/SP, mediante Lei de Acesso à Informação, informações sobre os convenios ou termos de cooperação existentes. Recebi da SEE/SP, dentro do prazo correto, cópia dos dois termos de intenções. Anexei-os nos links abaixo:

    SIC 7766914298 – Acordo de Cooperação -Microsoft

    SIC 7700514297 – PARCERIA GOOGLE

    Pra resumir, os documentos são idênticos e não apresentam, por hora, informações relevantes, salvo a intenção de firmar essas parcerias. Todavia, interessa-nos saber os termos e condições dessas parcerias com essas empresas. São diversos os fatores que nos preocupam, por isso acho fundamental que acompanhemos de maneira atenta a evolução deste caso.

  • Seleção Bolsistas Pimentalab – 2014

    Seleção de Bolsistas de Extensão para o edital ProExt – 2014

    Projeto de Extensão

    Pimentalab: conhecimento local e tecnologias digitais

    Apresentação

    O Pimentalab é um laboratório de práticas sociais que objetiva integrar experiências de ensino, pesquisa e extensão. Atuamos em questões relacionadas à crescente mediação das tecnologias digitais na vida social, tendo em vista as transformações nos processos de produção de conhecimentos e nas dinâmicas sociopolíticas.

    Ao promover usos alternativos das tecnologias de informação, investigamos como os processos sociais adquirem configurações específicas através das mediações técnicas, observando tanto as dinâmicas micropolíticas e os modos de subjetivação como as inter-relações com o contexto sociopolítico mais amplo.

    Em nossas atividades a utilização das tecnologias de informação está orientada por uma concepção de apropriação tecnológica em que os sujeitos são provocados a reconhecer as dimensões sociopolíticas inscritas nesses dispositivos, incentivando-os à uma utilização criativa que supera, portanto, o uso meramente instrumental desses recursos. Ao combinar diferentes suportes e linguagens na realização do projeto, em especial a fotografia, vídeo, texto e a cartografia, tanto na web como em dispositivos móveis, pretendemos dinamizar formas de conhecimento e expressão em que os saberes estéticos-sensíveis cotidianos articulam-se aos saberes teóricos-abstratos. Tal abertura é fundamental para que possamos reconhecer e dar existência tangível a novos conhecimentos e práticas sociais locais.

    Para isso, o projeto realiza diversas atividades (oficinas, eventos, pesquisas) de experimentação e difusão de tecnologias digitais. Em suma, trata-se de desenvolver experiências em que possamos investigar as transformações na relação saber-poder em contextos específicos, tendo como vetor de análise a mediação sociotécnica em sua dupla dimensão tecnopolítica e tecnoestética.

    Instruções – edital completo Edital-Selecao-Alunos-ProExt-2014:

    MAIS INFOS:

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  • Jornadas de Junho: uma sociologia dos rastros para multiplicar a resistência

    capa-pensata-2013

    Acaba de ser publicada a terceira edição da Revista Pensata, organizada pelos alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unifesp. Muitas coisas interessantes, vale a pena conferir.

    Além de uma sessão de debates sobre as Revoltas de Junho de 2013, há um dossie sobre marxismo e teoria da dependência na América Latina. Destaco ainda um artigo sobre Ciência Política no currículo de Ciências Sociais no Ensino Médio. Participo desta edição com um artigo sobre as manifestações:

    PARRA, H.Z.M. Jornadas de Junho: uma sociologia dos rastros para multiplicar a resistência. Revista Pensata, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNIFESP. V. 3, n. 1, ano 3. 2013. ISSN: 2237-678X. pp.141-150. DOWNLOAD PDF

  • Entrevista [agora publicada] sobre Marco Civil

    Entramos numa fase decisiva para a aprovação do Marco Civil da Internet. Para informações atualizadas sobre o processo de votação e formas de ajudar na mobilização veja aqui: http://marcocivil.org.br/

    Há duas semanas, recebi de um jornalista da Revista Nova Escola, do grupo Abril, uma solicitação de entrevista sobre o Marco Civil, para explicar a seus leitores sobre as polêmicas e debates envolvidos na sua aprovação. Recebi algumas questões por email e as respondi.

    Como a entrevista até agora não foi publicada, e nem recebi nova resposta do jornalista, resolvi publicar aqui a resposta que enviei para a revista. Afinal, amanha pode ser tarde demais…

    [veja atualização nos Comentários. A entrevista foi publicada]

    ——– Mensagem original ——–

    Assunto: Re: Pedido de entrevista – site NOVA ESCOLA
    Data: Fri, 15 Nov 2013 23:12:31 -0200
    De: Henrique Parra <opensocialsciences@gmail.com>
    Para:

    caro,
    segue uma breve resposta abaixo.

    – O que é o Marco Civil da Internet?

    É um Projeto de Lei que contém um conjunto de princípios e regras; um marco legal no âmbito nacional que objetiva definir direitos e deveres para os vários atores envolvidos no uso e no funcionamento da Internet (desde direitos/deveres dos usuários/internautas até regras para a operacionalização da rede por empresas). Em sua versão original surge de uma ação conjunta do Ministério da Justiça e diversas associações da sociedade civil, criando o maior e mais aberto processo de consulta pública para sua elaboração.

    – Como a sua aprovação pode interferir no dia a dia do internauta?

    Na ausência de uma legislação específica o internauta e as empresas do setor ficam expostos à insegurança jurídica e também ficam sujeitos à ações arbitrárias dos atores envolvidos no funcionamento da internet. O Marco Civil da Internet visa garantir novos direitos ao usuário na era digital, determinando direitos, deveres e responsabilidades. Alguns exemplos: você possui um blog sobre educação que aceita comentários de usuários; um usuário desconhecido posta uma mensagem pública com conteúdos ilegal numa página do seu blog. Quem é o responsável? Você que administra o blog, a empresa que hospeda o site, o internauta que postou o conteúdo? Outro caso, eu faço uma assinatura de internet banda larga para minha casa (é importante lembrar que todos esses serviços são privados e operados por empresas) e costumo usar bastante o Skype (ou outros softwares de Voz sobre IP, VoIP) para me comunicar com minha familia que mora longe. Porém, esta empresa que fornece a conexão tem interesse em que eu utilize mais o telefone e menos o Voip. Como ela controla meu acesso à internet ela é capaz, tecnicamente, de interferir no tráfego de dados de voz, tornando ruim minha conexão via Voip. Como impedir que isso aconteça?

    – Por que outros países do mundo estão de olho na aprovação do marco?

    Há outros países que já possuem leis específicas para a Internet. O caso brasileiro é emblemático por algumas razões: o processo de elaboração do Marco Civil, em sua versão original, é considerado inovador do ponto de vista da participação  democrática; em segundo lugar, o Brasil vem ganhando maior destaque no cenário internacional, tornando suas ações de maior relevância e impacto político; em terceiro lugar, após dois anos de elaboração do Marco Civil ele é finalmente enviado ao Congresso para votação, justamente no contexto de gravíssimas denúncias no cenário internacional relativas às programas de vigilância e espionagem dos serviços de inteligência do EUA e países parceiros, contribuindo para a percepção de urgência de leis que promovam a garantia dos direitos dos cidadãos e de empresas em território nacional.

    – Há chances de o projeto atual ser alterado antes de entrar em vigor?

    Sim. Ha muitas pressões e disputas, em especial de grandes empresas de telecomunicações, de empresas produtoras de conteúdos, do capital financeiro, entre outros. As mudanças propostas por esses grupos econômicos estão orientadas para fortalecer exclusivamente seu modelo de negócio, ameaçando o bom funcionamento da internet e os direitos dos usuários.

    -Quais mudanças  trariam mais benefícios aos usuários de internet?

    Neste ponto, o documento do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI) dá uma ótima síntese de alguns pontos que devem estar presentes e garantidos no Marco Civil da Internet:
    -Defesa da neutralidade da rede (veja abaixo);
    -Proteção da privacidade dos usuários; inimputabilidade
    -Inimputabilidade da Rede: “O combate a ilícitos na rede deve atingir os
    responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.” (sugiro, alias, uma rapida leitura no documento do CGI: http://pimentalab.milharal.org/files/2013/09/CGI-e-o-Marco-Civil.pdf )

    – O que é a “neutralidade da rede”? Por que ela é polêmica?

    O conceito de neutralidade da rede pode ser assim resumido (segundo feliz expressão de Carlos Afonso): “todos os dados são iguais perante a rede”.

    A Internet é uma rede de redes. Quando falamos da Internet é preciso ter em mente que ela existe e funciona como um sistema complexo formado por diversas camadas: desde cabos submarinos, satélites, empresas que fazem o serviço de conexão (que oferecem o acesso à internet domicilar), empresas que oferecem conteúdos, hospedagem de sites, registro dos domínios etc. Quando acesso à internet com meu computador e visito um site qualquer, um longo caminho é percorrido, passando por diversas camadas físicas (cabos, roteadores, satélites etc) e lógicas (softwares que gerenciam a informação e que fazem a interface entre máquinas-máquinas e máquinas-humanos). Frequentemente, temos empresas distintas que são proprietárias de cada uma das partes deste processo de comunicação. O conceito de neutralidade significa que a rede (no funcionamento de todas as suas camadas) deve ser “indiferente” com relação aos dados que trafegam nela. Ou seja, não importa se os dados que estão trafegando são de uma pessoa ou instituição, se vem de um país e vão para outro, se são comerciais ou se são não comerciais. Eles devem ser tratadas da mesma maneira. Imagine se uma empresa que é detentora dos serviços de conexão doméstica tem interesses conflitantes com uma empresa de conteúdo jornalistico e resolve filtrar o acesso de todos os seus clientes fazendo com que o acesso àquela site jornalístico seja dificultado? Em suma, o princípio de neutralidade é fundamental para que a Internet funcione como foi concebida: como um ambiente de livre fluxo de informação independente da origem, destino, conteúdo, autoria, se comercial ou não-comercial, se estatal ou privado etc. Criar mecanismos legais que garantam a neutralidade é também uma forma de garantir melhores condições de inovação, de liberdade de expressão e de oportunidades mais equilibradas entre diferentes atores sociais, protegendo as condições de comunicação do arbítrio, do poder econômico ou político daqueles que estão em posições privilegiadas de controle da rede.

     

  • Decisão do STF é uma ameaça ao Marco Civil da Internet

    O Marco Civil da Internet, em sua redação original, é urgente e fundamental para se evitar decisões absurdas como esta.

    Hoje, conforme reportagem da Convergência Digital, o “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os provedores de conteúco devem guardar informações por um período de três anos, após ter sido cancelado o serviço pelo usuário. Foi o que decidiu a relatora e ministra Nancy Andrighi, ao avaliar um recurso especial movido em 2010 pelo Yahooo contra um Acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que discutiu a responsabilidade dos gerenciadores de fóruns de discussão virtual pelo fornecimento dos dados dos respectivos usuários.” (fonte:http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35447&sid=4#.Uo6h3OKqDJM)

    Sua tese é a seguinte, se você é o responsável em prover serviços/aplicativos (comerciais ou não?) na internet, você deve obrigatoriamente ser capaz de identificar os usuários de seu serviço. Ou seja, você cria um site que permite que as pessoas discutam problemas em comentários ou fóruns, e se alguém posta um conteúdo ilegal, caso vc não seja capaz de identificar o usuário você poderá ser corresponsabilizado pelo crime.

    A decisão mostra total desconhecimento de como funciona a internet ao simplesmente transpor para o ciberespaço noções aplicadas ao mundo físico. Em sua decisão a ministra diz que “qualquer um pode se expressar livremente, desde que se identifique. Para ela, a existência de meios que possibilitem a identificação de cada usuário se coloca como um “ônus social, a ser suportado por todos nós, em especial por aqueles que exploram economicamente a rede”.

    Porém, o ônus social de uma decisão desta ordem, se aplicada à Internet, funcionará como censura prévia à livre expressão, ao contrário do que afirma a decisão do STJ. Transposta ao mundo físico o ônus social de tal medida seria o equivalente a responsabilizar as empresas que administram as estradas brasileiras como corresponsáveis pelo transporte de drogas de um carro qualquer que teria feito o carregamento por essas estradas. Caso a concessionária não seja capaz de dizer qual carro e quem estava dirigindo, a ela será imputada a responsabilidade pelo delito. Como consequencia imediata, a concessionária se virá obrigada a vistoriar todos os carros e motoristas que adentram a rodovia. Ou ainda, noutro exemplo, para evitar que os frequentadores de um bar digam coisas impróprias que possam ofender alguém, o dono do bar vai pegar o RG de todos seus clientes para ser capaz de identifica-los caso seja necessário, afinal, a ele pode ser imputada a corresponsabilidade por oferecer um espaço de manifestações imprórias. Pensemos ainda no serviço de correio ou de telefonia. Pra que não seja imputado às operadoras de telefone o crime de corresponsabilidade por um trote telefônico, as operadoras  deverão ser capazes de identificar civilmente os usuários de todas as ligações. Ou então, para se evitar o envio de correspondência ilegal, todas as cartas de correio deverão ter o remetente certificado. É mole?!

    Por essas e outras precisamos de um Marco Civil da Internet adequado, que garanta a liberdade de expressão, a privacidade, a neutralidade e a inimputabilidade da Rede. Chega de precariedade, chega de abuso de autoridade, chega de medidas ilegais que destrõem o comum!

  • Grupo de Estudos – Pimentalab/TransMediar

    Próximos encontros e bibliografia

    26/11 – Guilherme Flynn Paciornik. Movimentos Sociais e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação. Disponível em: http://hp.pimentalab.net/biblio/Guilherme-Flynn-Paciornik-Mestrado-Movimentos-Sociais-e-Tecnologias-2013.pdf

    17/12 – Langdon Winner. Artefatos têm Política? (tradução Fernando Manso). “Do artifacts have politics?” In. The Whale and the Reactor: a search for limits in an Age of High Technology. Chicago: The University of Chicago Press, p.19-39. PDF

    -Tamara Benakouche. Tecnologia é Sociedade: contra a noção de impacto tecnológico.
    Cadernos de Pesquisa, no. 17, Setembro 1999. PDF

  • Educação Expandida e Ciência Amadora: primeiros escritos

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    Fonte Imagem: http://milliondollarblocks.tumblr.com/
    Fonte Imagem: http://milliondollarblocks.tumblr.com/

    Dentro do Projetão Geografias, Imagens e Educação, coordenado pelo grande mestre Wenceslao Machado de Oliveira Jr, tive a oportunidade de aprender e trocar conhecimentos diversos com uma rede muito interessante de pesquisadores de várias universidades brasileiras. Recentemente, o grupo publicou um livro com artigos dos vários pólos envolvidos na rede.

    Neste artigo elaborarei uma primeira sistematização das idéias e iniciativas que venho desenvolvendo no âmbito dos projetos de extensão, pesquisa e formação de professores do Pimentalab/TransMediar. Lendo o texto, tenho agora a impressão que ele indica os caminhos atuais e futuros de uma jornada científica e política que apenas comecei a empreender. Veremos que trilhas o trabalho vai criar…

    PARRA, H. Z. M. . Educação Expandida e Ciência Amadora: primeiros escritos. In: Cláudio Benito Oliveira Ferraz, Flaviana Gasparotti Nunes. (Org.). Imagens, Geografias e Educação: intenções, dispersões e articulações. 1ed.Dourados: Ed.UFGD, 2013, v. , p.  79-102.

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  • Entrevista: 15M e novas expressões da política

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    Fonte da Imagem: http://www.eldiario.es/turing/15M-tecnopolitica-internet_0_131936900.html
    Fonte da Imagem: http://www.eldiario.es/turing/15M-tecnopolitica-internet_0_131936900.html

    Gavin Adams e Henrique Parra

    Após alguns dias de discussões e troca de experiências entre ativistas espanhóis e brasileiros, resolvemos gravar uma entrevista que nos ajudasse a sistematizar parte das reflexões e questões que  emergiam nos debates. Naquele momento, janeiro de 2012, muitos grupos refletiam sobre as experiências ocorridas no ano anterior. No exterior, observamos o levante popular nos países árabes, os indignados na Espanha, o movimento Occupy nos EUA, as greves na Grécia e as inúmeras ações de resistência às políticas de austeridade postas em prática em resposta à crise do capitalismo financeiro de 2008. Em 2011, no Brasil, houve uma onda de manifestações de rua, Marcha da Maconha, Marcha da Liberdade, Ocupas de praças em diversas capitais, mas também um conjunto de  manifestações de grupos indígenas, movimentos ambientais e expressivas greves de trabalhadores (as mais visíveis foram nas grandes construções de usinas hidroelétricas no Norte e Nordeste).

    Reunimo–nos em São Paulo, no final de janeiro de 2012, para realizar o registro da entrevista com Xavier Toret e Bernardo Gutiérrez, ambos espanhóis e militantes em diferentes movimentos. Toret  esteve envolvido com os movimentos autonomistas das lutas anticapitalistas do final dos anos 1990, na criação do Indymedia Estrecho1, nos movimentos pela neutralidade da rede e democratização do acesso à informação e cultura junto à X–net2. É colaborador na Universidade Nômade e desenvolve estudos na interface dos campos da psicologia, política, filosofia e tecnologia. Nos últimos  anos, participou ativamente da rede Democracia Real Já e do 15M3. Bernardo Gutiérrez é jornalista de pautas sociais e políticas. Atualmente reside no Brasil, nos últimos 10 anos acompanhou  diversos movimentos sociais na América Latina. Na Espanha, participou das assembleias populares e agora no Brasil tem contribuído nos movimentos de cultura livre e na difusão de práticas e tecnologias organizacionais junto aos protestos recentes. É no atual contexto das “Jornadas de Junho” de 2013 que resolvemos publicar este material. Pela necessária agilidade do momento, optamos  por manter a oralidade do texto, sem muitas alterações na forma das narrativas. Fizemos alguns cortes para sintetizar trechos muito longos e para destacar aqueles conteúdos que consideramos mais  pertinentes nas intervenções. De toda forma, disponibilizamos na internet4 o áudio integral da entrevista. Acreditamos que muitos dos problemas abordados nesta conversa, ainda em 2012, apontam para questões semelhantes àquelas que hoje estão colocadas para as novas dinâmicas sociais que emergiram a partir das mobilizações pelo transporte público, protagonizadas pelo Movimento Passe  Livre.

    TORET,X. & GUTIEREZ, B. & PARRA, H.Z.M. & ADAMS, G.. Depoiment. 15M e novas expressões da política. Cadernos de Subjetividade. PUC/SP, 2013.

    DOWNLOAD PDF.

     

    Link para audio completo da entrevista: https://archive.org/details/15Mpolitica

  • Seminário – 80 anos Fundação Escola de Sociologia e Política

     

    FESP-80anos-mesa-tecnologiasdigitais-16102013
    http://www.fespsp.org.br/evento/seminario-fespsp-80-anos-comeca-no-dia-14-de-outubro

    16 DE OUTUBRO (QUARTA-FEIRA)
    09 hs – Mesa Redonda: As novas tecnologias e as mudanças sociais

    Palestrantes: Prof. Dr. Paulo Vasconcelos (FABCI) (confirmado)
    Prof. Dr. Henrique Parra (UNIFESP) (confirmado)
    Mediador: Prof. Dr. Rafael Araújo (FESPSP)
    Local: Auditório FESPSP

    Abaixo: síntese e materiais apresentados

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