Hoje, ato na Av. Paulista pela Democratização dos Meios de Comunicação:

E amanha, 4 de julho, dia internacional de luta pela Liberdade da Internet!
Hoje, ato na Av. Paulista pela Democratização dos Meios de Comunicação:

E amanha, 4 de julho, dia internacional de luta pela Liberdade da Internet!
Fotos do encontro
Discutiremos o trabalho de:
Andrew Feenberg – coletania Teoria Crítica da Tecnologia páginas do livro: pp.44-51 e pp.105-128 ou páginas do PDF pp.50-57 e 59-82. Download: Andrew-Feenberg-Livro-Coletanea.
Dia 27/06, 18h Unifesp Campus Guarulhos Sala 3 (anexo)

As potencialidades das novas tecnologias, as novas formas de ativismo, o capitalismo contemporâneo e o modo como as atividades culturais articulam-se a essas dimensões
Mais informações: http://emmarcha.milharal.org
Donwload – livro – MOVIMENTOS-EM-MARCHA-livro
No dia 23 de abril de 2013 o historiador Antonio Lafuente realizou duas apresentações na EFLCH/Unifesp, discutindo as mudanças nos regimes de produção de conhecimento científico e o papel dos cientistas amadores. Discutimos também a relação com as tecnologias digitais de comunicação, as políticas de controle e acesso à informação, propriedade intelectual e as novas ecologias do conhecimento.
Abaixo, os audios gravados de cada uma das mesas, e no final do post links para alguns textos de referência.
A primeira palestra – “A Promessa Amadora” – foi realizada pelos Departamento de História e Ciências Sociais.
Palestra: Antonio-Lafuente-mesa1-palestra-parte1
Palestra: Antonio-Lafuente-mesa1-palestra-parte2
Debate com público: Lafuente-mesa1-debate-parte1
Debate com público: Lafuente-mesa1-debate-parte2
A segunda intervenção foi realizada junto à disciplina “Leituras do Fora”.
Audio-Palestra-lafuente-leituras-do-fora-apresentacao-inicial
Audio Debate: lafuente-leituras-do-fora-debate-parte1
Audio-Debate: lafuente-leituras-do-fora-debate-parte2
Antonio Lafuente. Entrevista a Amador Fernández-Savater, El Público, 2009. Disponível em: http://blogs.publico.es/fueradelugar/category/antonio-lafuente Antonio Lafuente. Ciência 2.0. Disponível em: http://www.madrimasd.org/revista/revistaespecial1/articulos/lafuente.asp CONVITE: Cartaz_Lafuente_Local_Palestra
Texto base:Crowdsourced_Science_ global_amateurs-1
Dia 8 de maio, no Arquivo do Estado, junto ao grupo de pesquisa HÍMACO (História, Mapas e Computadores) nos reunimos para discutir o uso de software livres e suas relações com os direitos autorais.
Seleciamos abaixo algumas referências teóricas sobre o tema. A mesma bibliografia foi utilizada no curso Sociedade e Tecnologias Digitais, no semestre passado, e está integralmente disponível aqui: http://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012
Faço um breve comentário em reação à uma notícia veiculada no Estado de S.Paulo neste domingo (29.04.2013, p.B11): “Brasil quer emplacar a caxirola como herdeira da vuvuzela”. No artigo temos bons indicadores do atual modelo brasileiro de desenvolvimento e inovação.
Seguindo o exemplo das vuvuzelas de plástico, utilizadas na Copa da África do Sul, o governo quer lançar um instrumento símbolo da sua copa.
O músico Carlinhos Brown criou as caxirolas, inspiradas no ancestral caxixi. Segundo a reportagem as caxirolas “foram chanceladas pelo Ministério dos Esportes e pela Fifa como instrumento oficial das Copas as Confederações e do Mundo”.
Este é nosso modelo de inovação! “Chancelada” e “oficial” significa que tanto o governo quanto a Fifa (que atualmente tem superpoderes de governo transnacional) conferem o direito de monopólio de exploração comercial de certos produtos por eles selecionados como símbolos (marca) Copa. Em termos econômicos, funciona de maneira assemelhada a uma patente industrial. Porém, com possibilidades de ganhos ampliados, pois trata de bens imateriais e culturais. No caso da caxirola, somente a empresa mutinacional (conforme a reportagem) The Marketing Store poderá fabricá-la e distribuí-la. A matéria-prima das caxirolas é um tipo de plástico “verde” feito a base de cana-de-açucar será fornecido por uma empresa específica (Brasken).
Com isso, qualquer outro fabricante e comerciante de produtos assemelhados à caxirolas, diferente daqueles escolhidos para este consórcio, poderão ser eventualmente tipicados como “falsificadores” ou “piratas”. Estamos diante das novas capitanias hereditárias da economia do conhecimento. Não é novidade a maneira como a Fifa, em época de Copas, pressiona os governos nacionais pela aprovação de legislações específicas sobre o regime de propriedade intelectual, bem como leis de exceção que deverão vigorar durante o período dos jogos.
Por fim, as empresas deverão pagar a Carlinhos Brown um valor ainda não definido referente aos royalties da invenção (sabe-se lá porque razão foi o projeto de Brown o que fora eleito). Vemos aí um exemplo do novo tipo de cercamento que agora vem colonizar e monetarizar o mundo livre da cultura. Os novos empresários e gerentes da cultura capturam e redesenham aquilo que pertencia a todos como um bem comum. Em seguida, mediante sua inserção em circuitos econômicos-jurídicos específicos transforma-o em matéria rara, bem escasso, e como propriedade privada adquirem o direito de monopólio sobre sua exploração comercial. Num instante, todo uma cultura ancestral difusa e integrada à vida social se objetifica como “inovação” que pertence a poucos. Brinquei com um amigo: “tome cuidado ao levar seu caxixi para os jogos da copa! Ele pode ser confiscado por pirataria e seu mestre de capoeira enquadrado como falsificador!”
Não seria o caso de colocarmos este modelo de pernas para o ar? Se o governo esta interessado em criar um símbolo, bem poderia indicá-lo e deixa-lo livre, como são os símbolos, ao invés de transforma-lo em propriedade privada. Esta seria uma alternativa de redução desta situação absurda, mas ainda dentro de um modelo econômico que se preocupa com o PIB. Diversas fabricantes nacionais poderiam produzi-lo, diversos comerciantes locais poderiam distribuí-lo e aquelas corporações interessadas em fazer o produto circular em “outras esferas” (produtos especializados para consumidores endinheirados) poderiam recolher uma taxa específica cujos recursos poderiam ser destinados ao apoio de milhares de escolas de capoeira e grupos culturais espalhados pelo País.
Juntamente com o prof. Luis Ferla do Departamento de História, estamos organizando uma palestra com o pesquisador espanhol Antonio Lafuente nesta terça-feira 23/4 às 18hs na EFLCH. O convite e um texto base seguem em anexo. Após o encerramento da palestra, faremos uma continuidade das discussões junto ao curso "Leituras do Fora". Além deste texto em anexo, copio abaixo o link para outros dois textos do mesmo autor em espanhol, ambos relacionados aos temas que serão discutidos. Antonio Lafuente. Entrevista a Amador Fernández-Savater, El Público, 2009. Disponível em: http://blogs.publico.es/fueradelugar/category/antonio-lafuente Antonio Lafuente. Ciência 2.0. Disponível em: http://www.madrimasd.org/revista/revistaespecial1/articulos/lafuente.asp Apareçam! Cordialmente, Henrique Parra CONVITE: Cartaz_Lafuente_Local_Palestra
Texto base:Crowdsourced_Science_ global_amateurs-1
Reproduzo aqui a reportagem de David H. Price e sua entrevista com Marshall Sahlins. O antropólogo renunciou nesta semana à sua cadeira na Academia Nacional de Ciência (do EUA) em protesto à indicação de Napoleon Chagnon para a instituição e também contra a crescente militarização da ciência. Na mesma semana em que o julgamento do soldado Bradley Manning ocorre, acusado de disponibilizar documentos sigilosos do exército americano ao Wikileaks, questões relativas à militarização de vida social entram novamente em debate.
fonte do artigo em portugues: Rede Democrática
Por David H. Price
Sahlins foi eleito membro da Academia Nacional de Ciências em 1991.
Adiante, a declaração em que explica a renúncia:
“Como seus próprios escritos comprovam, além de vários testemunhos, dentre os quais de povos, profissionais e estudiosos da Região Amazônica, Chagnon provocou grave dano às comunidades indígenas entre as quais conduziu suas pesquisas. Simultaneamente, suas opiniões ‘científicas’ sobre a evolução humana e a seleção genética que favoreceria a violência nos machos – como se lê em estudo que publicou em 1988 no periódico Science – já se comprovaram rasas e sem qualquer base de comprovação, o que muito contribuiu para o descrédito de toda a Antropologia. Para dizer o mínimo, sua eleição para a Academia Nacional de Ciências dos EUA é grave mácula moral e intelectual a pesar sobre todos os membros da Academia, motivo pelo qual minha participação nessa Academia converte-se, para mim, em grave embaraço.
Tampouco desejo ser parte da ajuda, do apoio, do conforto que essa Academia Nacional de Ciências está dando à pesquisa nas ciências sociais dirigida para aprimorar o desempenho em combate dos militares norte-americanos, militares os quais já cobram preço excessivo ao povo norte-americano, em sangue, dinheiro e felicidade, além do sofrimento que impuseram a outros povos nas desnecessárias guerras desse século. Entendo que a Academia Nacional de Ciências dos EUA, ainda que trabalhe para os militares, tem de estudar para promover a paz, em vez de estudar meios para promover mais guerras.”
Reproduzo abaixo uma interesse entrevista com o prof. Cássio Hissa da UFMG. Em tempos de fast-science, vale a pena dedicar uns minutos à sua leitura.
fonte: https://www.ufmg.br/online/arquivos/027355.shtml
Ao longo dos últimos 20 anos, o professor Cássio Eduardo Viana Hissa, do Programa de Pós-graduação em Geografia do IGC, reuniu, em notas e rascunhos, observações sobre os vários projetos acadêmicos que orientou e avaliou. Recentemente, ele decidiu organizar suas análises no livro Entrenotas – compreensão de pesquisas, publicado pela Editora UFMG.
A obra faz uma reflexão crítica sobre a forma de ler o mundo por meio das disciplinas científicas convencionais. “A universidade moderna tem se aproximado da imagem de uma indústria de títulos, de diplomas, assim como da produção, em série, de pequenos artigos que pouco ou nada acrescentam à crítica do mundo. Há brilhantes teses, mas também existem trabalhos mecânicos, que adquirem maior visibilidade por estarem afinados com o modelo hegemônico da produção científica”, analisa o professor, pesquisador do Centro de Estudos Sociais da América Latina, autor também de A mobilidade das fronteiras (2002) e organizador e autor de Saberes ambientais (2008) e Conversações: de artes e de ciências (2011), todos também sob a chancela da Editora UFMG.
Em entrevista ao Portal UFMG, Cássio Hissa argumenta que o exercício de se criarem novos modos de ver e pensar o mundo é minado pela competitividade e pela pressa em se produzir conhecimento. Liberdade criativa, imaginação, leitura e escrita permanente são, em sua concepção, elementos primordiais – incompatíveis, porém, com a escassez de tempo inerente ao mundo moderno, também cristalizada no ambiente universitário.
Leões na Caverna de Chauvet – fonte: http://www.vortexcultural.com.br/images/2013/01/a-caverna-dos-sonhos-esquecidos.jpg
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Depois de assistir ao belo filme de Herzog – A caverna dos sonhos esquecidos – segui-se uma ótima discussão entre os amigos. Que relações podíamos estabelecer entre os diversos níveis e tipos de discurso (científico, artístico, visual, sonoro) colocados em operação pelo diretor? Há muitos caminhos. Um que me inquietou poderia ser resumido neste denso parágrafo:
Quando as potências da imaginação encontra as capacidades renovadas da representação imagética das tecnologias simulacionais sem, no entanto, interrogar a constituição política da linguagem visual específica ao dispositivo técnico que lhe dá existência sensível; o real, o imaginário, o virtual e o atual ameaçam colapsar num signo que se quer verdadeiro e totalitário; o passado, o presente e o futuro, torna-se-iam também um contínuo coerente em que a possibilidade de interrogar o presente e se imaginar outros mundos possíveis conflita com o futuro simulado e legitimado tecnicamente e cientificamente como expressão do real e verdadeiro.