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  • Imagens – ato pela permanência da Unifesp no Pimentas

     

    Seguem algumas imagens do ato realizado na EFLCH, sexta-feira 24 de agosto de 2012.

    Estavam presentes estudantes, técnicos e professores da Unifesp, jovens de cursinhos populares do bairro, lideranças da comunidade, professores e diretores de escolas públicas da região e também políticos de Guarulhos (vereador e deputado). Cerca de 200 pessoas acompanharam as apresentações culturais e as intervenções públicas dos diversos atores que lá estavam.

  • Conhecimento e Tecnologias Visuais

     

    Imagem – Fotomontagem com 2 quadros: esquerda filme do BOPE, à direita jogo Counter-Strike.

     

    Acaba de sair o último número da Revista Intexto do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Publiquei o artigo abaixo:

     

     

    PARRA, Henrique Z.M. Conhecimento e Tecnologias Visuais: Dimensão Sócio-
    Técnica, Linguagem e Limites do Humano. Intexto, Porto Alegre, UFRGS, n.26, p. 64-80, jul. 2012.

    Resumo

    Analisaremos as dinâmicas sócio-políticas que pré-configuram o contexto de visibilidade e comunicação em mídias digitais, tendo como foco a relação humano-máquina e os limites do Humano. Trata-se de uma abordagem teórica, dividida em três movimentos, onde sintetizamos os argumentos de diferentes autores sobre o tema. Na conclusão apontamos como esses processos estão imbricados com uma tensão que tem os modos de subjetivação e as formas de conhecimento sensível como território atual de disputa política.

  • Xamã: entre o visível e o invisível

    Projeto Xamã

    Aqueles que utilizam a web há alguns anos e que já construiram sites ou projetos na Internet sabem a tristeza que é quando um longo trabalho se perde na rede. A preservação da memória digital e da história na Internet é um grande desafio para pesquisadores, bibliotecários, infotrabalhadores, historiadores etc.

    Durante meu doutorado resolvi construir um site (usando Plone) para fazer um percurso aberto de investigação. Ao criar o “Xamã“, minha idéia era compartilhar dados brutos e sistematizados, pedaços da tese e artigos ainda em redação, para tornar a trajetória de pesquisa mais colaborativa. O resultado foi muito satisfatório, e acredito que foi graças à metodologia adotada que consegui avançar sobre novos temas de estudo com relativa velocidade.

    Para viabilizar tal empreitada utilizei-me na época (2005-2009) de um serviço gratuito de hospedagem oferecido pela FAPESP, denominado Incubadora Virtual – IV (atualmente fora do ar, mas que pode ser visualizado no WaybackMachine).

    Este projeto – IV – era uma iniciativa inovadora que oferecia infraestrutura tecnológica em software livre para diversos projetos de pesquisa. Se não me falha a memória, no ápice do programa a Incubadora chegou a hospedar cerca de 530 projetos. O “Xamã”, nosso projeto, era apenas um deles.

    A Incubadora Virtual fez parte de um conjunto de iniciativas promovidas pelo cientista da computação Imre Simon, professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP e considerado um dos “pais” da informática no Brasil. Porém, aos poucos, a Incubadora Virtual foi perdendo apoio e continuidade no interior da FAPESP. A perda do professor Imre é apenas um dos fatores que pode ter contribuído para o encerramento daquela importante iniciativa em software livre.

    Já no final de 2009 a Incubadora começa a apresentar problemas técnicos. O suporte técnico já não é contínuo e diversos projetos hospedados começam a ficar com o acesso comprometido. Não me lembro ao certo em que momento a Incubadora saiu definitivamente do ar. Infelizmente, não houve uma política de desligamento gradual para que todos pudessem fazer uma transição tranquila para outras plataformas ou mesmo um backup dos conteúdos hospedados. No meu caso, todos os materiais organizados durante os quatro anos do doutorado ficaram perdidos. Felizmente, alguns anos depois, consegui contactar alguns dos responsáveis e eles conseguiram localizar e disponibilizar um backup.

    Isso tudo me faz pensa na importância do registro da memória e de nossa história num contexto em que cada vez mais nossas informações e conhecimentos estão abrigados em ambientes digitais. Quem está coletando e organizando isso? Quem são os grandes “bibliotecários”? Quais as políticas de indexação e disponibilização dessas informações? Quem tem e terá acesso e sobre que condições? Como sabemos, tais questões são fundamentais na definição do passado, do presente e do nosso futuro.

    Finalmente, e felizmente, hoje uma boa parte do site Xamã está de volta ao ciberespaço. Isso só foi possível graças ao colega Rhatto (que restaurou os dados), ao coletivo de tecnoativistas Saravá que apoia os projetos do Pimentalab, e também a esta iniciativa chamada “WayBackMachine“, mantida pela fundação Internet Archive, que tem feito um grande esforço para registrar e dar livre acesso a uma boa parte da internet que já foi “deletada” da história.

     

  • Ensinando e Organizando nas Ruínas das Universidades

    fonte: http://classwaru.org/2012/06/29/teaching-and-organizing-in-the-ruins-of-universities-an-interview-with-alison-hearn/

    Uma entrevista muito interessante com a professora, pesquisadora e ativista Alison Hearn.

    Boas questões sobre política na universidade, relação professor-aluno e pedagogias alternativas.

     

    Teaching and Organizing in the Ruins of Universities: An Interview with Alison Hearn

     

     

    Summary:  From the wilderness of adjuncting to university occupations and the Quebec student uprisings, professor Alison Hearn (U. of Western Ontario) discusses how we can create organizing grounds in the ruins of universities. The classroom presents possibilities for connecting pedagogy with organizing, while grappling with the tensions of context, faculty authority, and student resistance.  Rather than falling into either authoritarian or hippy-dippy, de-professionalized modes of teaching, Hearn talks about how an ethically responsible approach can escape the academic capitalist rat race and build relationships across divisions of workers and students.

    Quebec Student Uprisings: The University is Ours

    CW: The Quebec student uprisings are awesome.  Has any of that affected Toronto?

    Alison: There have been a lot of solidarity rallies.  In fact I’m going to one tonight.  They do this thing every night in Quebec now, it’s called the Casseroles, where they go out in the street and bang on pots and pans, and that started to happen in the wake of the introduction of this law, Law 78, which is incredibly repressive and outlaws demonstrations.  It was brought in response to the student strikes and the demos they were doing, and it just ended up enflaming the general public, so there have been a lot of solidarity rallies.  I think in Ontario now, with the Canadian Federation of Students—a union, which started as a student solidarity network—I think the goal is to try to put structures in place around tuition fees and, not call a strike, but basically start to build in the same way they did in Quebec.  The events in Quebec took years to build, the kind of infrastructure that was there and the student union movement took a long time, at least a couple of years if not longer.

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  • Sobre o fanatismo

    Compartilho um belo texto de Amos Oz.

    Ótima inspiração para tempos políticos conturbados. Um bom antítodo: a imaginação!

     

    Da natureza do fanatismo – Amos Oz, Conferência de 23 de Janeiro de 2002

    Como curar um fanático? Perseguir um punha­do de fanáticos através das montanhas do Afega­nistão é uma coisa. Lutar contra o fanatismo, outra muito diferente. Receio não saber muito bem como perseguir fanáticos pelas montanhas, mas talvez possa apresentar uma ou duas reflexões acerca da natureza do fanatismo e sobre as formas, se não de curá-lo, pelo menos de controlá-lo. A chave do ataque de 11 de Setembro contra os Estados Unidos não deve ser apenas procurada no confronto exis­tente entre pobres e ricos.

    Esse confronto constitui um dos mais terríveis problemas do mundo, mas estaríamos errados se concluíssemos que o 11 de Setembro se limitou a ser um ataque de pobres contra ricos. Não se trata apenas de «ter e não ter». Se fosse assim tão simples, deveríamos esperar que o ataque viesse de África, onde estão os países mais pobres, e que talvez fosse lançado contra a Arábia Saudita e os emirados do Golfo, que são os estados produtores de petróleo e os países mais ricos. Não. É uma batalha entre fanáticos que crêem que o fim, qualquer fim, justifica os meios, e os restantes de nós, para quem a vida é um fim, não um meio.

    Tra­ta-se de uma luta entre os que pensam que a justiça, o que quer que se entenda por tal palavra, é mais importante do que a vida, e aqueles que, como nós, pensam que a vida tem prioridade sobre muitos outros valores, convicções ou credos. A actual crise mundial, no Médio Oriente, em Israel e na Pales­tina, não é uma consequência dos valores do Islão. Não se deve à mentalidade dos Árabes, como pro­clamam alguns racistas. De forma alguma. Deve-se à velha luta entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerân­cia. O 11 de Setembro não é uma consequência da bondade ou da maldade dos Estados Unidos, nem tem a ver com o capitalismo ser perigoso ou esplen­doroso. Nem tão-pouco com ser oportuno ou com a necessidade de travar ou não a globalização. Tem a ver com a típica reivindicação fanática: se penso que alguma coisa é má, aniquilo-a juntamente com aquilo que a rodeia.

    [Para ler o texto na integra…]

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  • Carta Aberta pela Consolidação Democrática da EFLCH-UNIFESP

    CARTA ABERTA PELA CONSOLIDAÇÃO DEMOCRÁTICA DA EFLCH-UNIFESP

    Ao Magnífico Reitor da Universidade Federal de São Paulo, ao Conselho Universitário, ao Diretor Acadêmico do Campus Guarulhos e aos demais colegas da comunidade acadêmica,

    Diante dos acontecimentos vividos em nosso campus nas últimas semanas, que culminaram no grave episódio ocorrido na última quinta-feira, dia 14 de junho, gostaríamos de salientar as persistentes tentativas de professores da EFLCH de criar espaços de diálogo entre os diferentes segmentos da comunidade acadêmica, a partir do princípio democrático das instâncias de representação e participação.

    Desde a mobilização e a paralisação docente do mês de abril, Grupos de Trabalho foram criados e realizaram diagnósticos e propostas apresentados à Reitoria, muitos deles acolhidos e encaminhados no sentido de encontrar soluções coletivas para nossos problemas emergenciais e estruturais. As diversas iniciativas tiveram por meta o fortalecimento dos canais de comunicação e do apoio no âmbito das variadas Comissões assessoras da Congregação e o início de um acompanhamento sistemático por parte da comunidade acadêmica das ações iniciadas para a resolução de conflitos e problemas.

    É nesse sentido também que reafirmamos a necessidade de que as decisões sejam tomadas pelas instâncias representativas de nossa comunidade acadêmica, favorecendo o debate tão fundamental para a consolidação do espírito universitário.

    Coerentemente com a postura que sempre defendemos, solicitamos enfaticamente às instâncias deliberativas e executivas de nossa universidade que qualquer decisão que envolva o Campus Guarulhos seja precedida de uma discussão e consulta ao conjunto dos docentes, técnicos administrativos e estudantes. Neste contexto, consideramos que a audiência pública, proposta anteriormente pelo senhor Reitor, professor Walter Manna Albertoni, permanece sendo uma ação fundamental no processo de consolidação do campus universitário que todos almejamos.

    Consideramos que o entendimento e a saída para esta grave situação passam pela construção conjunta de propostas e pelo compromisso coletivo para seu melhor encaminhamento.

    Versão PDF – Carta-aberta-pela-consolidacao-democratica-da-EFLCH-UNIFESP

    ASSINATURAS: clicar abaixo para ler o restante da msg:

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  • Unifesp e Ufabc: ato na Bovespa

    Ato dos Professores em Greve da Unifesp e Ufabc diante da Bovespa – 12 de junho de 2012

     

  • Impressões do Ato pela EFLCH

    Gostaria de parabenizar e agradecer a todos os professores e professoras que estiveram presentes ontem no Campus e no Ato e também aos alunos e funcionários. Foram momentos muito tensos e marcantes mas que culminaram num Ato bem sucedido e sem incidentes  desagradáveis. Bem verdade que a situação navegou num limiar muito difícil, mas graças ao empenho de todos que zelaram pela organização do ato e pelo controle dos ânimos, conseguimos garantir o direito de voz e opinião a absolutamente todas as pessoas, inclusive daqueles que tentaram impedir a realização do ato.

    Fiquei muito feliz em compartilhar com vocês este dia que foi, para mim, um momento de refundação da nossa Escola e de sua comunidade  política. No exercício de nossas atividades profissionais, sinto que o engajamento e a energia que depositamos na construção de nossa  escola, em especial neste momento de crise, vai muito além do que poderiam ser as atribuições funcionais de cada um. É neste  transbordamento, nesta dedicação imensurável, que vejo a riqueza de nossas relações e que constrõem, de fato, as instituições que queremos.

  • Conexões Deleuze

     

    IV Seminário Conexões: Deleuze e Política e Resistência e…

    PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

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  • Universidade Classe Mundial

    Reproduzo abaixo carta da Profa. Dra. Rita Cruz (Coord. do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da FFLCH/USP) sobre a  proposta de alteração regimental na pós-graduação da USP.

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    Universidade Classe Mundial: paradoxos de um pensamento ao mesmo tempo neoliberal e neocolonialista

    Como é do conhecimento de todos, estamos vivendo um processo de reformulação do Regimento Geral da Pós-Graduação da USP. Conforme declarações públicas da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, as mudanças propostas fazem-se necessárias no sentido de transformar a USP em uma Universidade Classe Mundial.
    Todavia, o que nos tem inquietado a muitos, alunos e professores da USP, diz respeito à pertinência/necessidade de algumas das mudanças anunciadas, entre as quais se pode destacar:
    1. exame de qualificação obrigatório para todos os alunos da pós-graduação, a realizar-se em até 12 meses de seu ingresso;
    2. exclusão da possibilidade de re-apresentação do Relatório de Qualificação no caso de reprovação;
    3. necessidade de parecer prévio por escrito, para teses de doutorado, podendo o candidato/aluno ser impedido de defender publicamente seu trabalho no caso de a maioria dos pareceres escritos indicar inaptidão à defesa;
    4. orientador sem direito a voto nas bancas examinadoras finais.
    A principal argumentação utilizada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação para justificar tais mudanças é a referência a IES [instituições de ensino superior] estrangeiras, as quais têm modus operandi similares ou iguais a este que se propõe hoje para o Regimento da Pós-Graduação da USP, ressaltando-se o fato de que tais Instituições são melhores ranqueadas internacionalmente que nós. Naturalmente, não ignoramos o fato de que há muitas experiências vividas em outros lugares no mundo, no campo científico e acadêmico, passíveis de serem assimiladas por nós de forma positiva, ou seja, produzindo-se aqui, em nosso contexto social, econômico, político e geográfico, as mesmas benesses que produziram em seus lugares de origem.
    (CONTINUAR LEITURA)