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  • Cinema e Cultura Política

    Acompanhei ontem a assembléia dos estudantes da EFLCH/Unifesp. Não farei nenhuma observação ou juízo neste momento e local (web=público) sobre a situação atual em que estamos. Limito-me à seguinte observação: a multidão presente estava absolutamente dividida em dois grandes blocos unitários. Preocupa-me o modo como em ambos os lados, uma mesma forma de subjetivação/identificação estava operando.

    Deixo aqui três sugestões PARA TODOS neste final de semana. Há momentos em que a arte e a imaginação podem oferecer antídotos ao pensamento endurecido. Pergunta: como fazer diferente? Desconfio das respostas fáceis.

     

    Filmes:

    Bom Dia, Noite – http://www.imdb.com/title/tt0377569/

    A Onda – http://www.imdb.com/title/tt1063669/

     

    A terceira dica é a introdução (2 páginas) do Foucault à versão americana do livro “O Anti-Édipo”, Deleuze & Guattari:

    PDF – foucault_anti_edipo

  • FLISOL 2012 em Guarulhos

     

    Neste sábado haverá o FLISOL – Festival do Software Livre de Guarulhos – http://softwarelivre.org/flisol-guarulhos
    A programação está bem interessante e convergente com as discussões da nossa disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais – http://pt.wikiversity.org/wiki/Sociedade_e_Tecnologias_Digitais/2012

    Pela manhã, haverá palestra do Sergio Amadeu (está na nossa biliografia) e várias oficinas. Eu e alguns membros do Pimentalab faremos uma apresentação sobre tecnologias livres e educação com início previsto para às 10:40 (sala de artes), junto com o povo da Wikimedia Brasil.

    No mesmo horário o colega Thiago Pimentel fará uma oficina sobre tecnologia e ativismo em redes.
    No período da tarde haverão oficinas de edição de audio, video em software livre, entre outras coisas.

    Enfim, será uma ótima oportunidade para conhecer novas pessoas da região (alto-tietê) que estão envolvidas com o uso criativo e crítico das tecnologias de comunicação.

     

  • Proposta para cooperação legal pelo direito de expressão em áreas públicas

     

    Segue abaixo proposta de articulação internacional entre diversos movimentos sociais pelo direito à livre manifestação em áreas públicas. Trata-se de uma importante iniciativa jurídica, que surge como reação às investidas policiais e judiciais aos movimentos de ocupação de praças em diversas cidades do mundo. O material está traduzido em diversos idiomas (incluso portugues).

     

    De : Sophie Banasiak <sophie.banasiak@gmail.com>
    Date : 17 avril 2012 11:27
    Objet : [ENGL-FR-ESP-PORT-IT-GR-DE] Proposal for legal cooperation to defend the general right to freedom of expression in public areas
    À : squares@lists.takethesquare.net, global-assembly@lists.riseup.net, GlobalStrike TTS <15mglobalstrike@lists.takethesquare.net>, walktobrussels@lists.takethesquare.net
    Cc : coordreelledemocratiefr@lists.riseup.net, Commission juridique Paris <juridique-paris@lists.takethesquare.net>

    [ENGL-FR-ESP-PORT-IT-GR-DE]
    http://paris.reelledemocratie.net/node/1203

    [ENGL]

    Proposal for legal cooperation to defend the general right to freedom of expression in public areas 

    The Legal Commission of the assembly of the Indignants Movement in Paris (Les Indignés de Paris)

     

    Dear all,

    As some of you are surely aware, on 17 January 2012 the Indignants Movement in Paris lodged a complaint before the French courts. The decision to take legal action followed repeated interventions by the police during the Movement’s occupation of the ¨La Défense¨ business centre in Paris; the intention was obviously to intimidate the participants and obstruct the demonstration. The principal reason for taking this matter to the courts is to protect our right to freedom of expression.

    We are well aware that we are all confronted with the same problems: the oligarchy in power knows neither nationality nor frontier, and the only way to change the system, in our view, is to internationalise the combat and to create a common front. It would therefore seem logical to provide you with the basis of our legal case – especially as it rests on European law, via Article 11 of the European Convention on Human Rights and rulings by the European Court of Human Rights. As these are courts of an instance higher than our national courts combined, our arguments could prove useful to you, outside France, if you decided to take legal action against your own governments.

    We hope that this offer of cooperation will be the first of many steps towards a campaign of legal collaboration at French, European and international level, aimed at defending our rights and working together to establish a genuine system of justice. Note, in this context, that the Indignants in Berlin inform us that the organiser of the Berlin Biennale (27 April to 1 July http://berlin.theglobalsquare.org/ ) has offered them a space at the festival entirely for their own use. This provides an excellent opportunity for the representatives of our different local or national legal commissions to get together and prepare a joint communiqué to the media on the legal action being taken. The lawyer defending our case would be happy to participate in the project.

    With warmest regards,

    The Legal Commission of the Paris Real Democracy movement

    drp.juridique@gmail.com

    Brief summary of the case being made by the Paris Indignants Movement

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  • Oficina – Tecnopolíticas e Tecnoestéticas

    Oficina: “Tecnopolíticas e tecnoestéticas” ou “o que @google não sabe [ainda] sobre #mim?”
    Organização: pimentalab
    Tema: O objetivo geral de nossas oficinas é criar situações de reflexão e experimentação sobre as  tecnologias de informação e comunicação em redes cibernéticas em relação à emergência de outros modos de organização e expressão social, política e estética.
    Recursos: wifi, som e datashow
    Data: terça-feira 18hs – 19:30hs, no Campus da EFLCH – Pimentas/Guarulhos

  • Situação Crítica – seminário 09/04/2012

     

    REGIÃO, TERRITÓRIO, ARTE E POLÍTICA NOS PIMENTAS

    09/04/2012 – 18hs – 19:30hs

    2o debate com: Tales Ab’Saber

    Tales_Ab_Saber_Texto_Fimdeseculo.pdf

     

     

  • Informação, tecnicidade, individuação: a urgência do pensamento de Gilbert Simondon

     

    FONTE: http://cteme.wordpress.com/eventos/informacao-tecnicidade-individuacao-a-urgencia-do-pensamento-de-gilbert-simondon/

     

    __________[APRESENTAÇÃO]

     

     

    A obra de Gilbert Simondon permanece, ainda hoje, muito pouco conhecida no cenário acadêmico e intelectual brasileiro, apesar de seu crescente destaque, não apenas no campo da filosofia, mas também no das ciências sociais contemporâneas. Filósofo marginalizado e frequentemente reduzido à questão da técnica, Simondon oferece recursos poderosos e ainda muito pouco conhecidos para se pensar as relações sociais entre humanos e também entre humanos e não-humanos de perspectivas variadas, sejam elas sociológicas, antropológicas, políticas, filosóficas, epistemológicas ou estéticas. Suas concepções de informação, tecnicidade, individuação, transdução, metaestabilidade, transindividual, concretização, invenção e tecno-estética, entre outras, vêm oferecendo alternativas valiosas para o avanço na compreensão de temas centrais da contemporaneidade como o trabalho, a mobilização coletiva, as transformações sociais, a presença da tecnologia na vida cotidiana, as tensões entre ética e ciência, as relações entre indivíduo e sociedade, biologia e técnica, natureza e cultura etc. O Grupo de Pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado (CTeMe), impelido pela urgência de retomar o movimento do pensamento de Simondon, de colocar seus conceitos e suas ideias para funcionar no contexto contemporâneo, convidou alguns pesquisadores brasileiros e estrangeiros de diversas áreas – sociologia, antropologia, filosofia, arte, design e computação – e instituições – Conicet (Argentina), Fatec (Jundiaí), PUC-SP, UBA (Argentina), UFRJ (IFCS e Museu Nacional), UFPR, UnB, Unicamp e Unifesp – envolvidos em atividades de alguma forma relacionadas à importância e urgência do pensamento de Simondon, para três dias de debates no IFCH/Unicamp. A escolha dos pesquisadores convidados foi criteriosa, orientada não por política institucional e especialização disciplinar ou temática, mas sim por afinidades estético-políticas distribuídas em redes heterogenéticas. Certamente, muitos outros pesquisadores brasileiros que vêm trabalhando com as ideias simondonianas poderiam ter sido convidados para este encontro ou citados aqui; trata-se de um estímulo para que ele se desdobre em novas oportunidades de ampliar cada vez mais o coletivo mobilizado em torno da urgência do pensamento de Simondon. Por hora, e para um encontro que começou como um sonho sem nenhum fundamento na realidade burocrática e institucional das agências de financiamento e do mundo acadêmico brasileiro atual, até que não nos saímos tão mal. O encontro “Informação, tecnicidade, individuação: a urgência do pensamento de Gilbert Simondon” ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de abril no Auditório I do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com acesso livre e transmissão pela internet (streaming).

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  • Situação Crítica – seminário 29/03/2012

    Situação Crítica -Unifesp Guarulhos

    REGIÃO, TERRITÓRIO, ARTE E POLÍTICA NOS PIMENTAS

    Sala 4 – 1o debate com:
    Gabriel Feltran: Prof. do Depto de Sociologia da Ufscar, pesquisador do CEM/CEBRAP recebeu prêmio de melhor tese de doutorado em ciências sociais pela anpocs em 2009.

    Paulo Malvasi: Prof. do Programa de Mestrado Profissional Adolescente em Conflito com a Lei da Uniban. Pesquisador do
    Laboratório Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas Sociais em Saúde Pública (Liesp) da USP

    Texto_GabrielFeltran

    Texto_PauloMalvesi

  • Mesa: Humanidades e as Novas Tecnologias

     

    Participamos ontem (15/03/2012) do Colóquio “Presente e o Futuro das Humanidades”, organizado no campus da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) da Universidade Federal de São Paulo. (link para o audio abaixo)

     

    Ementa: Experiências e projetos que tem sido realizados/concebidos com a utilização de novos instrumentos tecnólogicos á serviço das Ciências Humanas, bem como a experiência com tecnologias livres e produção conhecimento colaborativo, serão o tema central da discussão colocado para debate nesta mesa.

    • Arlindo Flavio da Conceição (Ciência da Computação – Unifesp/São José dos Campos), “Tecnologias livres e produção colaborativa de conhecimento”
    • Henrique Parra (Ciências Sociais – Unifesp/EFLCH/Guarulhos) “Ciberciência e políticas do digital”
    • Luis Ferla (História – Unifesp/EFLCH/Guarulhos), “História e tecnologia: tensöes,desafios e oportunidades”
    Coord.
    • Marcia Tosta (Ciências Sociais – Unifesp/EFLCH/Guarulhos)

     

    As exposições e os debates foram gravados e o audio está disponível neste link

     

     

  • Curso Sociedade e Tecnologias Digitais: estudos em cibercultura

     

    Neste primeiro semestre de 2012, oferecemos a disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais, no curso de Ciências Sociais da Unifesp (campus Guarulhos). O programa da disciplina, as atividades realizadas em sala e os materiais produzidos durante o semestre serão organizados e disponibilizados na plataforma da Wikiversity – Sociedade e Tecnologias Digitais – 2012

    Para quem quiser acompanhar, o programa inicial (já que as coisas podem mudar no percurso) já está disponível aqui:

    Sociedade e Tecnologias Digitais – 2012

  • Uma bike a menos

    Notícia triste. Sou ciclista há mais de 30 anos e na ultima sexta-feira (17/02) tive uma bicicleta roubada pela primeira vez.
    O furto aconteceu dentro do Sesc Bom Retiro, trancada no bicicletário do estacionamento no subsolo, com portões, seguranças e câmeras de vigilância.
    Num intervalo muito menor tive 4 carros roubados. Depois do último, resolvi ficar só com a bicicleta mesmo. Porém, enquanto para os carros há proteção e seguros contra eventualidades, o que há para as bicicleta? No estacionamento do Sesc um aviso: “não nos responsabilizamos pelas bicicletas”.

    Comprei esta bicicleta alguns anos atrás. Ao contrário das anteriores, não era uma “montei-bike”. Comprei ela inteirinha e assim sumiu. Só deixaram o capacete no chão. Das anteriores sempre aproveitava algumas peças pra montar bicicletas. Ainda tenho uma remontada com aquelas primeiras peças (freios, cubos, pé-de-vela) de alumínio de uma antiga bicicross. É incrível…tem algumas partes com mais de 20 anos de uso. Fizemos grandes passeios e utilizei-a cotidianamente como transporte nesta cidade. “É perigoso andar de bicicleta em São Paulo?”, me perguntam com frequência. Respondo: “claro que é!”

    Mas não andar de bicicleta também não faz minha vida mais segura, nem confortável, ao contrário! Acredito que a mobilidade numa cidade deveria ser considerada um importante índice da qualidade de vida coletiva. E ao experienciar o transporte público, que deveria ser universal, de qualidade, abrangente e gratuito (sim, defendo esta idéia) sempre me pergunto: “como é possível suportar essas condições e não rebelar-se?”. Desço na estação Marechal do metrô. Em um dos pilares sob o Minhocão, curioso monumento à insensatez de todos os dias, vejo um curioso lambe-lambe que diz: “Todo vagão tem algo de um navio negreiro”. A arte sempre diz algo mais sobre o real.

    Enfim, escreverei ao Sesc solicitando uma posição sobre o ocorrido. Acredito que uma instituição que se diz comprometida com a tal sustentabilidade deveria ter uma política de incentivo e proteção às bicicletas./>